Pesquisadores de Manaus desenvolvem conceito de ônibus biarticiulado ou trem leve que flutua e que pode ser alternativa de mobilidade urbana

Star D

Star – D “flutua” com gás hélio e é ligado a trilhos. Foto: Márcio Silva

É o Star-D, cujo custo de implantação seria semelhante ao do BRT, segundo responsáveis pelo projeto. Veículo seria capaz de transportar até 400 pessoas

ADAMO BAZANI

Após realizarem uma pesquisa em 2009 sobre economia em transportes de cargas, três engenheiros de Manaus desenvolveram um conceito de veículo que pode ser uma alternativa para mobilidade urbana. Trata-se do Star – D, uma espécie de trem leve ou de ônibus biarticulado, inspirado na tecnologia dos dirigíveis, que “flutua” através de gás hélio estando ligado a trilhos.

A movimentação se dá por turbinas.

O protótipo já foi desenvolvido em dimensões reduzidas e patenteado pelos engenheiros Olavo Tapajós, Antônio Leão e Luiz Cláudio Alencar, está sendo testado neste momento.

Segundo os responsáveis pelo projeto Star D, o custo de implantação seria entorno de US$ 20 a US$ 40 milhões por quilômetro.

O veículo poderia transportar até 400 pessoas. A capacidade do sistema e a velocidade comercial ainda precisam ser definidas. Os pesquisadores, no entanto, disseram ao repórter Oswaldo Neto, de A Crítica, que faltam de incentivos para estudos da nova alternativa.

Segundo eles, o Brasil possui uma fabricante de dirigíveis localizada em São Carlos, no interior de São Paulo, com 40 engenheiros da USP, o que tornaria mais fácil a implantação do Star-D.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

4 comentários em Pesquisadores de Manaus desenvolvem conceito de ônibus biarticiulado ou trem leve que flutua e que pode ser alternativa de mobilidade urbana

  1. Amigos, boa noite.

    Ate que emfim uma inovacao.

    Parabens e sucesso aos inventores.

    Qual sera a velocidade operacional?????

    E isso ai o buzao precisa de velocidade

    Salve o Star D.

    Mas caprochem no conforto ergonimico dos assentos; nada de “banquim durim”.

    Att,

    Paulo Gil

    • Paulo Gil, obrigado pelos comentários, a velocidade pode chegar até 125Km/h, porém o nosso projeto prevê velocidade de 100Km/h.

      Abs,

      Olavo Tapajós

      • Olavo Tapajós, boa noite.

        Eu é que agradeço a sua atenção e principalmente por trazer esta novidade ao mundo.

        Sucesso!

        Abçs,

        Paulo Gil

  2. Deixe-me ver se entendi:

    – É um dirigível
    – Com vagões
    – Sobre monotrilhos
    ?

    É interessante, porém com o perdão da palavra, mirabolante.

    Acho que aos poucos vamos criando um trauma com sistemas que no passado tiveram algum problema. No caso dos dirigíveis, houve a questão da segurança (quedas, uso de gás, etc), e com monotrilhos a questão de instalação e uso (vide casos paulistanos).

    É bacana ver projetos novos, mas é meio que “reinventar a roda”. Pelo que vi nas fotos, meio que acaba sendo um “trambolhão”, pois requer um grande espaço lateral, e ainda por cima com desperdício de capacidade.

    Ao que noto, ele tem quase o mesmo princípio do aeromóvel original, que é um equipamento sobre um trilho oco, onde neste vai um empuxo de ar para a movimentação do vagão. A diferença se dá que é um dirigível ligado a trilhos com empuxo de turbinas laterais.

    Pensando bem aqui, uma possível utilidade seria para travessia de grandes áreas alagadiças, desde que não tenha ventania lateral muito forte. A travessia do Rio Amazonas mesmo seria uma ideia. Pode se criar um monotrilho de ligação mais leve, com mais vãos (permitindo passagem de navios) e resistente.

    Para áreas urbanas, o tamanho provavelmente seria um grande problema.

    Enfim, boa sorte com o projeto. Sinceramente, espero que isso possa ter um outro projeto além, que não dependa de uma tecnologia tipo “dirigível”.

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