Greve de ônibus em Curitiba entra no segundo dia e frota mínima está sendo obedecida

Apesar de cumprimento de frota mínima, movimentação de ônibus é pequena diante da necessidade dos passageiros. Foto: Luiza Vaz / RPC

Segundo Urbs, 62% da frota esperada no horário de pico estão nas ruas. Leblon tem linha especial e Araucária voltou

ADAMO BAZANI

Passageiros de Curitiba e de parte de região metropolitana enfrentam na manhã desta quarta-feira, 13 de janeiro de 2016, o segundo dia de paralisação parcial de motoristas e cobradores de ônibus. A categoria reivindica o pagamento dos salários de dezembro, o que deveria ter ocorrido no último dia 8 de janeiro. Algumas empresas não pagaram, sendo as mais prejudicadas pela paralisação.

As empresas que honraram os compromissos operam normalmente, tanto na capital como na região metropolitana.

Em reunião de conciliação ontem no TRT – Tribunal Regional do Trabalho, a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., gerenciadora dos transportes municipais da Capital, se comprometeu a liberar R$ 3,5 milhões para que as empresas realizem os pagamentos. As companhias de ônibus, no entanto, disseram que os salários atrasados somam R$ 4,5 milhões. A Urbs disse que está em dia com os repasses às empresas e que o valor é um adiantamento.

De acordo com balanço das 7h00 da Urbs, 725 ônibus estavam nas ruas, o que corresponde a 62% da frota esperada para o horário em dias habituais.

A determinação é de que 50% da frota das empresas em greve deveriam estar operando nos horários de pico da manhã, das 5h30 às 09h30  e da tarde, das 17h30 às 19h30. Nos demais horários, a frota deve ser de 30%.

A empresa com menor cumprimento de frota até o momento, segundo a Urbs, é a Redentor. São afetadas pela greve as companhias Redentor, Cidade Sorriso, Glória, CCD, Marechal – Matriz, Tamandaré – Filial e São José

A Araucária, uma das empresas atingidas pela paralisação nesta terça-feira, pagou os valores e funciona normalmente.

Algumas linhas foram prolongadas, como a Fazenda Rio Grande/Terminal Pinheirinho, operada pela Leblon Transporte. Alguns ônibus vão até o Shopping Água Verde, na Praça Japão. A Leblon não entrou em greve.

As empresas de ônibus alegam dificuldades financeiras pelo que consideram defasagem na tarifa-técnica.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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