Evento ao ar livre quer mostrar que cidade deve ser feita para pessoas e não somente para carros

Uma cidade mais humana passa pelo aperfeiçoamento das viagens a pé e de transporte público, que se complementam. Foto:Lucas Frasão/ G1

Festival do Calçadão faz parte das atividades do ciclo de palestras “Cidades a Pé”

ADAMO BAZANI

Tente prestar atenção. Logo quando você sai de casa, a primeira cena é a calçada, normalmente estreita, e carros de um lado para outro imperando no espaço urbano. Parece que a área destinada para as pessoas é o que sobra do que foi dado para os veículos.

Seja como motorista, passageiro e pedestre, a sensação, sem exageros, é de medo, insegurança. É difícil atravessar a rua, passar pelo cruzamento, os semáforos e limites de velocidade nem sempre são respeitados, andar requer cuidados para não tropeçar nos buracos e desníveis da calçada, embarcar no ônibus às vezes pode se tornar uma tarefa desafiadora, e, claro, não se esqueça do famoso “cuidado com o vão entre o trem e a plataforma”.

Mas será que é possível viver a cidade e não apenas “cruzá-la” como se fosse uma floresta selvagem?

O Seminário “Cidades a Pé”, realizado pela ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos, até sexta-feira, no Instituto Tomie Ohtake, na Rua Coropés, 88, em  Pinheiros, zona Oeste, quer provar que sim.  Especialistas brasileiros e de outros países discutem e apresentam exemplos práticos de como melhorar os deslocamentos não motorizados e como integrar as viagens a pé ao transporte público de uma forma mais humana e eficiente.

Aliás, transporte público e deslocamentos a pé e de bicicleta devem ser na prática os norteadores de qualquer ação de mobilidade urbana,

No sábado, dia 28, o ciclo de atividades vai ser encerrado com Festival Calçadão, na Praça Ouvidor Pacheco e Silva, região da Rua Líbero Badaró, no centro de São Paulo.

Desde a parte da manhã, serão apresentadas diversas atrações ao público como shows musicais, uma mesa de ping-pong onde todos poderão jogar, food-bikes, inspirados nos food-trucks, com opções de tapiocas, salgados, bebidas e sobremesas. Além disso, algumas iniciativas diferentes devem chamar a atenção, como o bibliocirco, que é uma biblioteca-circo itinerante, e acupuntura urbana, que vai propor uma atividade para que as pessoas tenham uma experiência sensorial e percebam o que é o caminhar na cidade.

Todas as atividades são gratuitas.

O objetivo é mostrar que não são necessários grandes investimentos para deixar as cidades mais humanas e nem rivalizar espaço entre carros e pessoas. Aproveitar melhor a estrutura já existente, com iniciativas culturais de baixo custo, já é uma das alternativas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Evento ao ar livre quer mostrar que cidade deve ser feita para pessoas e não somente para carros

  1. fagundes.sarrafo@hotmail.com // 26 de novembro de 2015 às 11:51 // Responder

    Prezados bom dia.

    Se possível gostaria de informações ref.supostas empresas interessadas em operar o transportes público em são Paulo capital , na nova modalidade da prefeitura.

    Atenciosamente.

    Alcides José Fagundes filho

    ( instrutor de treinamento)

    Grupo VIP.

    Enviado do Outlook Mobile

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