Curitiba e região metropolitana vão realizar pesquisa de origem e destino nos transportes

Publicado em: 10 de novembro de 2015

ônibus

Ônibus na região metropolitana de Curitiba. Pesquisa de Origem e Destino pode alterar linhas e criar novas rotas.

Levantamento também vai apurar satisfação do passageiro. Com base nos dados, pode haver mudanças de linhas

ADAMO BAZANI

A cidade de Curitiba e a região metropolitana terão a partir de janeiro de 2016 uma pesquisa de origem e destino nos transportes coletivos e no trânsito.

A ordem de serviço foi assinada nesta segunda-feira, dia 09 de novembro de 2015, e os trabalhos vão custar R$ 6 milhões e 34 mil. Os recursos virão da prefeitura de Curitiba e da Agência de Francesa de Desenvolvimento.

As empresas vencedoras da licitação para realizarem a pesquisa agora vão adequar o trabalho aos métodos e critérios exigidos pelo Ippuc – Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

A pesquisa será realizada em 14 cidades da região metropolitana: Almirante Tamandaré, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Contenda, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e São José dos Pinhais.

TRÊS FASES:

A pesquisa vai avaliar os principais trajetos feitos pela população e ao final, pode indicar mudanças de linhas, extinção de serviços ociosos e criação de mais linhas em locais não atendidos adequadamente, além de mudanças de mão de direção e implantação de semáforos, além de pequenas alterações nas estruturas das vias. O acréscimo de frota e novos pontos de integração também podem ser apontados pelos trabalhos que ainda vão ouvir a opinião dos passageiros sobre os serviços de ônibus. Serão três fases:

– Abordagem Domiciliar: Devem ser realizadas 16 mil pesquisas válidas e visitados 60 mil domicílios. Esta fase deve ocorrer em janeiro e fevereiro e tem o objetivo de traçar um perfil dos moradores de Curitiba e Região Metropolitana. Será possível saber para onde estas pessoas vão, em que horários, quais os principais motivos de viagem, porque usam ônibus e as principais dificuldades que enfrentam nos deslocamentos.

-Volume e Velocidade: Os pesquisadores vão fazer a contagem da quantidade de ônibus, frequência nos pontos escolhidos e lotação. Esta fase vai ser realizada em março e junho e depois entre agosto e novembro de 2016. Os meses escolhidos foram porque são quando comércio e escolas funcionam normalmente, havendo assim a demanda máxima no sistema de transportes, dando mais confiabilidade aos levantamentos. Outros meios, além dos ônibus serão pesquisados, como quantidade de pessoas que andam a pé em determinados pontos das cidades, quantas pessoas passam nos carros de passeio e os motoristas de caminhões e vans vão ser abordados e questionados sobre o tipo de carga e sua origem e destino. Com isso, o objetivo é fazer um perfil do transporte de cargas, que também influencia no trânsito, e possibilitar estratégias para a distribuição de produtos, como restrições de horários. Os pontos a serem escolhidos não vão ser divulgados para que não haja distorções, mas serão dentro das cidades pesquisadas, em vias de ligação entre as cidades, rodovias, entroncamento, incluindo o anel externo à área de abrangência do transporte coletivo da Região Metropolitana. Vias de grande tráfego ou de ligação entre bairros – tanto para pedestres quanto para veículos – também serão pesquisadas.

Opinião:  A última fase da pesquisa vai colher a satisfação dos cidadãos em relação aos transportes públicos, às vias nas cidades, à sinalização, ao trânsito em geral e relacionar as principais dificuldades apontadas pelos passageiros e pedestres. Serão feitas abordagens às pessoas em locais de grande movimento e por telefone.

A previsão de entrega da pesquisa é de 18 meses após a assinatura do contrato.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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