Mulheres em São Paulo são mais assediadas no transporte público do que em baladas

Maior parte das ocorrências de violência sexual nos transportes ocorre em meio à lotação Foto: Rogério Cassimiro – Editora Globo

É o que mostra pesquisa do Datafolha. Número de jovens e crianças que são vítimas assusta.

ADAMO BAZANI

Pesquisa realizada pelo Datafolha entre os dias 28 e 29 de outubro com 1092 entrevistados, entre mulheres e homens, aponta que o número de pessoas do sexo feminino que já foram assediadas em ônibus, trens e também no metrô na capital paulista chega a 35%.

O número é superior aos casos ocorridos nas ruas com 33% das respostas, na balada com 19% das entrevistadas e também no trabalho, com 10%.

A maior parte dos casos acontece por causa da superlotação nos ônibus, nos trens e no metrô da capital paulista.

O metrô disse que tenta evitar os abusos através de campanhas de conscientização e também pelo SMS denúncia.  De acordo com a companhia do Metropolitano, 115 boletins de ocorrência já foram registrados neste ano na delegacia responsável pelos casos que ocorrem dentro do metrô.

A SPTrans diz que 36 denúncias de abuso dentro de ônibus foram registradas de janeiro a outubro de 2015. Em todo o ano de 2014, foram 38 registros.

A presença de cobradores e do motorista nos ônibus explica o número menor. Nos vagões de trens e metrô, o agressor se sente mais livre, apesar de seguranças nas estações e eventualmente nas composições.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maior parte das mulheres que sofrem assédio no transporte público é formada por pessoas jovens: 51% das mulheres sofreram assédio com até 17 anos, sendo que 12% por cento delas sofreram algum tipo de abuso sexual antes mesmo dos 12 anos de idade.

A SPTrans diz que os casos podem ser comunicados pelo telefone 156, mas alerta para a necessidade de haver comunicação para a polícia. O SMS denúncia do metrô é 97333 2252, da CPTM é 97150 4949.

O assédio verbal significa palavras desagradáveis, ameaças, cantadas sem consentimento de ambas as partes e é considerado uma contravenção penal, com o autor podendo ser multado.

O ato obsceno é qualquer ação de cunho sexual em local público a fim de constranger ou ameaçar e já é considerado crime.

O assédio sexual é o constrangimento ou ameaça para obter favores sexuais, feito por alguém de posição superior à vítima. É crime. Um exemplo é o caso de chefes em relação a empregadas ou empregados.

Estupro é obrigar alguém perante violência ou ameaça a ter relações sexuais ou praticar outro ato libidinoso, é considerado crime.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Mulheres em São Paulo são mais assediadas no transporte público do que em baladas

  1. Infelizmente isso e a realidade de SP.

  2. PENAS MAIS DURAS PRA ESSA GENTE DEPRAVADA!!! E Q OS SEGURANÇAS DO METRÔ E DA CPTM POSSA LIVREMENTE DESCER A BORRACHA E AS BOTINAS COM BICOS DE FERRO NESSE PORCOS !! E Q A POLICIA BATA SEM DÓ !! E SE NECESSÁRIO OS MATE! E Q DEUS POSSA ME PERDOAR POR ESSE COMENTÁRIO SANGUINARIO! MAS DO JEITO Q TA NÃO DÁ!! CHEGA DE TARADOS E PEDÓFILOS !! CHEGA!

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