Alckmin promete mais cinco estações do VLT da baixada Santista até julho do ano que vem

VLT

VLT da Baixada deve atender a 80 mil passageiros por dia. O quilômetro tem custo R$ 72,28 milhões e a velocidade média é de 25km/h. Foto – Eduardo Saraiva/A2IMG

Governo assina ordem de serviço para obras complementares de primeiro trecho

ADAMO BAZANI

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira, dia 23 de outubro de 2015, um novo cronograma para a entrega de mais cinco estações do VLT da Baixada Santista, que deve ligar as cidades de Santos e São Vicente.

De acordo com o anúncio o cronograma é o seguinte:

–  Estação Bernardino de Campos (São Vicente) – conclusão em janeiro de 2016

– Terminal Barreiros (São Vicente) – conclusão em março de 2016

– Estação Conselheiro Nébias (Santos)– conclusão em abril de 2016

– Estação Ana Costa (Santos) – conclusão em julho de 2016

– Estação Washington Luiz (Santos) – conclusão em julho de 2016.

Já foram entregues nove estações e 6,5 quilômetros de vias férreas. O VLT iniciou em abril operações de testes, sem cobrança de passagens, neste trecho, entre as estações Mascarenhas de Moraes, em São Vicente, e Pinheiro Machado, em Santos.

A previsão de operação comercial, com cobrança de tarifa, que será de R$ 3,60 e R$ 3,80 a integração com ônibus, é entre dezembro deste ano e janeiro de 2016, o que representa um atraso, já que a estimativa inicial era de operação comercial entre Santos e São Vicente em maio de 2014.

Os trens de VLT serão operados pelo Consórcio BR Mobilidade, formado pela Viação Piracicabana e Grupo Comporte Participações, ambos controlados pela família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas e dono de várias empresas de ônibus urbanos, rodoviários e de fretamento em todo o País.

O contrato de operação é de R$ 5,6 bilhões, no modelo de PPP – Parceria Público Privada, e tem duração de 20 anos. Além de operar os 22 trens de VLT, Constantino será responsável pela operação das linhas intermunicipais da Baixada, como já ocorre.

Nesta sexta-feira, Alckmin também assinou o contrato para as obras complementares do trajeto do VLT entre Barreiros e o Porto.

 “As obras remanescentes serão executadas em dois trechos que somam cinco quilômetros: na Av. Francisco Glicério desde a Estação Pinheiro Machado, já concluída, até a Rua Campos Mello, em Santos, incluindo a construção de mais quatro estações. A outra ligação é a partir da Estação Mascarenhas de Moraes até o Terminal Barreiros, em São Vicente, que será finalizado nesta etapa. As obras têm previsão de início em novembro. O investimento será de R$ 88 milhões. As obras complementares no trecho Barreiros-Porto foram contratadas pela EMTU e serão realizadas pela Construtora Queiroz Galvão S/A, empresa vencedora da licitação pública homologada no início deste mês de outubro.” – diz o Governo do Estado, em nota.

ENTREGA DOS VLTS:

O governo também apresentou mais cinco trens VLT nesta sexta-feira. Agora, a frota na Baixada Santista conta com 10 composições, sendo que duas fazem as operações experimentais. As primeiras unidades foram feitas na Espanha. Os cinco trens apresentados neste dia 23 de outubro de 2015 foram fabricados pelo Consórcio TremViaSantos formado pelas empresas TTRANS (Brasil) e VOSSLOH (Espanha) na planta de Três Rios, no Rio de Janeiro.

Até dezembro devem chegar outros dois veículos e no ano que vem serão entregues mais 10, totalizando os 22 VLTs previstos em contrato.

Os trens devem custar R$ 233 milhões. O preço de cada composição de VLT é de R$ 10,6 milhões. Cada trem do VLT tem 2,65 metros de largura e 44 metros de comprimento com 7 módulos interligados com passagem de um para outro.

A velocidade média comercial será de R$ 25 km/h e cada VLT pode transportar 400 passageiros, entre em pé e sentados.

CCO:

Em dezembro deve estar concluído o CCO – Centro de Controle Operacional do VLT da Baixada Santista. O prédio dedicado ao CCO tem três andares que somam 3.050 m² de área construída e está localizado em Santos.

Entre os equipamentos do centro estão “nove consoles para o controle da operação dos veículos, dos sistemas de fornecimento de energia, da movimentação eletrônica dos passageiros (embarque e desembarque) e da segurança das estações e vias, além de um painel sinóptico de 9,5 metros de comprimento  e cerca de 2 metros de altura para visualizar a operação em tempo real.”

Ainda na nota, o governo explica que o sistema de comunicação vai monitorar, por exemplo, a interferência de semáforos e as informações do CCO estarão disponíveis em tempo real no painel de cada VLT para o profissional que estiver operando o veículo.

“O sistema de controle e comunicação do VLT em operação enviará coordenadas ao CCO como, por exemplo, a localização, interferência dos semáforos, tempo de parada nas estações, com o auxílio de sensores. No CCO serão definidos os parâmetros para que o veículo opere de forma regular (intervalos médios). Além disso, o tipo de operação do VLT é denominado MARCHA À VISTA – todas as informações que regulam a movimentação do VLT vindas do CCO até o console do veículo serão conhecidas pelo condutor, que avaliará o cenário à sua frente e decidirá sobre a movimentação do veículo e atuação em situações de emergência.”

A implantação do VLT da Baixada Santista tem custo total estimado de R$ 1,2 bilhão. A extensão é de 16,6 quilômetros, com os seguintes trechos: Barreiros (São Vicente) a Conselheiro Nébias (Santos) com 9,5km, Porto – Conselheiro Nébias – Valongo com 5,6 km e a extensão de 1,5km entre a Estação Conselheiro Nébias e o Porto.

Cada quilômetro custa R$ 72,28 milhões e quando o sistema estiver concluído, a demanda será de 80 mil passageiros por dia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

6 comentários em Alckmin promete mais cinco estações do VLT da baixada Santista até julho do ano que vem

  1. Geraldinho prometeu construir 100 km de metrô em seu mandato. Consegue construir por ano 1,5 km por ano e com decretos de sigilo acerca de dados de interesse público. Quem acredita no que esse sujeito diz ?

  2. E Sr Alckmin a quanto tempo mesmo você promete novas estações e linhas da CPTM e do Metro,piada como sempre.

  3. E dá pra levar o Geraldinho Pinóquio a sério ?

  4. Amigos, boa noite.

    Essa linha funcionava ha 50 anos atras, nao sei porque tanta dificuldade pra fazer esse trenzinho msrcha lenta (25 km/h) funcionar ??????????

    A Sorocabana com tecnologia do passado fazia funcionar.

    E a involucao.

    Att,

    Paulo Gil

  5. É, mas o trem tinha preferência: pra bem e pra mal.
    Era barulhento e desprotegido, enfeiava bem o entorno da linha. Er amal visto pela maioria da população e usuários.

    Neste VLT moderno a Prefeitura poderia ter se esforçado mais para reduzir cruzamento e a EMTU para segregar a via do VLT; pelo menos até Conselheiro Nébias. No centro antigo OK: não ía sair demolindo um monte só pra segregar.´Lá as velocidades precisam ser mais baixas.

    Enfim, acho que é possível usar paisagismo, grades e – por que não?! – cancelas leves bem aplicadas para melhorar a velocidade média entre São Vicente/Imigrantes e Conselheiro Nébias, aproveitando a sinalização de alta tecnologia e capacidade do VLT.
    Mesmo que para isto os passageiros tivessem que descer dos trens em Conselheiro pra pegar outro (mais lento e com intervalos diferentes) para Valongo.

    • Luiz Vilela, boa noite.

      É muito triste saber que não reduziram cruzamentos e nem segregaram a via do VLT onde era possível.

      PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

      VLT bate em buzão / VLT atropela pessoas e outras notícias velhas conhecidas de todos, principalmente dos ligados as ferrovias.

      Ahhhhhhhhhhhhhh

      “CUIDADO COM O VÃO ENTRE O VLT E A PLATAFORMA”

      Abçs,

      Paulo Gil

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