Por decisão de Alckmin, fiascos do monotrilho e panes do metrô só serão explicados daqui a 25 anos

Alckmin ultrassecreto

Governo de Geraldo Alckmin coloca como ultrassecretos dados sobre monotrilhos, metrô, trens e ônibus intermunicipais. Algumas informações só serão prestadas daqui a 25 anos.

Atrasos de obras, licitações e outras informações sobre metrô, CPTM e ônibus intermunicipais foram considerados ultrassecretos pelo governo do estado

ADAMO BAZANI

Com informações Folha de São Paulo

O cidadão de São Paulo só vai poder saber os reais motivos de tantas panes no metrô, falhas nos trens da CPTM, atrasos e possíveis irregularidades com os monotrilhos que ainda são incógnitas e detalhes sobre a prestação de serviços de ônibus intermunicipais pela EMTU daqui a 25 anos.

A prestação de contas por parte de concessionárias de transporte também foi classificada como ultrassecreta.

É que centenas de documentos com estes dados foram classificados como ultrassecretos pela gestão de Geraldo Alckmin.

Segundo reportagem de André Monteiro e Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo, 157 documentos relativos a transportes metropolitanos, com milhares de páginas, receberam os carimbos que impõem o sigilo. A manobra foi feita sem alarde, por uma resolução de 2014, menos de quatro meses depois de Alckmin se reeleger e permite com que o governo não dê as satisfações solicitadas, mesmo que por meio da Lei de Acesso à Informação.

Um dado pode ser considerado ultrassecreto, no plano federal, caso coloque em risco a segurança nacional e a saúde da população, envolvendo documentos das Forças Armadas, por exemplo.

Pela resolução de Alckmin, o impedimento de acesso aos dados se daria apenas em caso concreto de risco à segurança da sociedade e do Estado, violação da intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas. Isso, na prática, não se aplica com as satisfações sobre obras, recursos e falhas na operação de serviços de mobilidade urbana.

Os carimbos ultrassecretos mantém sigilo por 25 anos, os secretos por 10 anos e os reservados por cinco anos.

Ainda segundo a reportagem, usando esta resolução de Alckmin, foi negado o acesso aos projetos básico e executivo da linha 15 Prata do monotrilho, da zona Leste, e os relatórios de medição do monotrilho da linha 17 Ouro, de Congonhas. Todas estas obras sofrem grandes atrasos, são contestadas do ponto de vista se são ou não os melhores modais e vão custar ao cidadão bem mais caro que o anunciado.

A linha 17 ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi ao custo de R$ 3,9 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Hoje, o orçamento está 41% mais caro somando R$ 5,5 bilhões e a previsão para a entrega de 8 estações até 2017. O monotrilho, se ficar pronto, não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas. Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na futura estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD.

A linha 15 Prata deveria ter 26,7 quilômetros de extensão, 18 estações entre Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes ao custo R$ 3,5 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Agora, o orçamento está 105% mais alto, com o valor de R$ 7,2 bilhões. A previsão de 9 estações agora é para 2018. Está congelado o trecho entre Hospital Cidade Tiradentes e Iguatemi e Vila Prudente-Ipiranga.

A linha 18 Bronze deveria ter 15,7 quilômetros de extensão, com 13 estações entre a região do Alvarenga, em São Bernardo do Campo, até a estação Tamanduateí, na Capital Paulista ao custo de R$ 4,5 bilhões com previsão de entrega total em 2015. Agora, o orçamento está 14% mais caro, chegando a R$ 4,8 bilhões, sem previsão de entrega. Como as obras não começaram, especialistas defendem outro meio de transporte para a ligação, como um corredor de ônibus BRT, que pode ser até 10 vezes mais barato com capacidade de demanda semelhante.

Até mesmo dados sobre panes em incidentes notáveis, quando o metrô sofre, por exemplo, uma pane que dure seis minutos ou mais, estão no sigilo.

O governo Alckmin diz que medida é para evitar que os dados cheguem a pessoas “mal intencionadas” ou “inabilitadas” e que muitos destes documentos possuem informações técnicas que expõem a segurança dos passageiros, sistemas de operação e a vida pessoal de usuários.

No entanto, o governo não especificou os motivos pelos quais não cedeu informações sobre os projetos dos monotrilhos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

12 comentários em Por decisão de Alckmin, fiascos do monotrilho e panes do metrô só serão explicados daqui a 25 anos

  1. q piada! é sério isso?? q diferença tem essa porcaria de OPOSIÇÃO dessas mdo PT na prefeitura de SP/SP e no governo federal?? aff! essas leis nossas são ridiculas!

  2. É uma infelicidade este tipo de atitude. Pessoas “mal intencionadas” ou “inabilitadas” vão fazer comentários bestas ou besteiras com ou sem estes documentos. Este tipo de informação deveria estar em público, pois é dinheiro público investido, é uma gestão pública realizada.

    Isso não é serviço militar, se bem que em tempos atuais, até este tipo de serviço questiona-se o sigilo.

    Espero que atitudes sejam tomadas para que isso seja revertido. Ou pelo menos alguém revele os documentos. Não fica reclamando que é “previsível”, que é blabláblá… a atitude do Alckmin não é diferente de bozós comentaristas que ficam só reclamando de tudo pensando que está certo em tudo e no final é um chatão que não se toca.

  3. Ele deve estar com medo q violem a paz dele kkkkk piada… pobre só se lasca…

    Brasil tem q ser devolvido pros índios e recomeçar do zero…. pq ta dificil 🙁

  4. CARA, CHEGA À DAR RAIVA. governadorzinho RIDÍCULO, PUTZ!

  5. Incrível. Exige explicações muito bem dadas.
    E dizem que o objetivo dele é a Presidência… Já pensou?!

  6. Poderia ter escrito fiasco dos BRT’s (sim os BRT’s de Alckmin estão piores que os monotrilhos). Malhar o monotrilho não vai vender mais ônibus e BRT’s. . .

  7. Amigos, boa noite.

    Conforme consta no post acima:

    “O governo Alckmin diz que medida é para evitar que os dados cheguem a pessoas “mal intencionadas” ou “inabilitadas” e que muitos destes documentos possuem informações técnicas que expõem a segurança dos passageiros, sistemas de operação e a vida pessoal de usuários.”

    Entendo que esses dados já estão nas mãos de pessoas “mal intencionadas” ou “inabilitadas”; principalmente os autores e responsáveis pelos projetos e pela operação.

    Bom, depois dessa…

    Militares já.

    Att,

    Paulo Gil

    • Essa merece uma resposta direta…

      Militares já? Como se o Exército fosse resolver o problema da corrupção e da má gestão, sendo que o próprio exército tem problemas de corrupção interna.

      Se os militares estivessem no poder, você seria um dos primeiros a ser preso por criticar o governo a propósito.

      Você não é o cara que fala que tudo é previsível? Então já que prevê, por que não vai lá e resolve antes de acontecer?

      Desligue sua “emoção e paixão” de vez em quando e comente com respeito e sem baixar um personagem.

  8. O governador quer esconder o que todos ja sabem, mas uma coisa pelo menos o povo brasileiro pode fazer, não eleger este homem para presidente, ele vai parar o Brasil, tirando e claro os caipiras do interior de SP que os elegem pois adoram um pedágio. nisto ele e bom.

  9. A maior culpa desse homem e desse partido estar há mais de 20 anos sem resultados relevantes em SP é dos caipiras do interior. 🙁

  10. João Ayrton Lambiase // 7 de outubro de 2015 às 20:33 // Responder

    Enquanto isso o usuário introduz o artelho no canal retal e chora.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: