Cúpula da ONU assume compromisso em relação a transportes públicos e acidentes de trânsito

ONU Transit

Cúpula da ONU defende transportes públicos como soluções para acesso universal aos deslocamentos e redução de acidentes, estipulando metas para que sistemas sejam ampliados.

Os 193 países integrantes devem criar mais soluções para deixa a mobilidade mais coletiva, democrática, limpa e sustentável

ADAMO BAZANI

Os transportes públicos e a segurança no trânsito estiveram entre os temas principais que tiveram consenso dos 193 países membros da Cúpula da ONU sobre o Desenvolvimento 2015, no último domingo, 27 de setembro, de 2015, em Nova York. O Brasil é uma destas nações.

A meta, aprovada por unanimidade, é proporcionar sistemas de transporte seguros, sustentáveis e a preço acessível para todos até 2030.

Segundo a cúpula, este objetivo será alcançado apenas com investimentos sérios e adequados em transportes coletivos.

A acessibilidade deve abranger todos os aspectos, desde o transporte se tornar financeiramente possível para a totalidade dos cidadãos até atender de maneira adequada pessoas com maior dificuldade de locomoção e em estado de vulnerabilidade social, como idosos.

Foi mantida a meta de reduzir em, no mínimo, pela metade o número de mortos e feridos nos acidentes de trânsito nas cidades dos países que integram a cúpula até 2020.

E, novamente, a maior oferta de transporte coletivo foi apontada como uma das principais alternativas para o objetivo.

O documento que faz parte desta nova agenda global é intitulado de “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Como atingir as 17 metas contidas neste documento, com ênfase para o transporte público?

Esta será uma das discussões entre os representantes dos países que devem se reunir 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, prevista para ser realizada entre os dias 18 e 19 de novembro, em Brasília.

A conferência vai reunir 125 nações e deve fazer um balanço sobre êxitos e fracassos do Plano Global para a Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011-2020 e da implantação deste plano por parte de cada país.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, por ano morrem em torno 1,2 milhão de pessoas no mundo em acidentes de trânsito. O número de pessoas que ficam com traumas físicos, momentâneos ou permanentes, varia entre 30 milhões e 50 milhões por ano.

Pessoas com idade de 5 a 29 anos, do sexo masculino, estão entre as maiores vítimas do trânsito.

Os custos anuais com mortes e feridos no trânsito chegam a US$ 1,8 trilhão no mundo, segundo a OMS.  Apenas 7% da população mundial estão protegidos por leis de trânsito adequadas.

No Brasil, morrem por ano, de acordo com o Ministério da Saúde, 50 mil pessoas no trânsito.
Somente as internações devido a acidentes automobilísticos geraram para o SUS – Sistema Único de Saúde custos de R$ 183,2 milhões em 2014. O impacto na economia é ainda maior, já que o número não contabiliza as mortes e os custos com saúde privada, além de perdas materiais.

Onde são implantados sistemas de corredores de ônibus, metrô e trens, o número de acidentes cai mostram diversos estudos debatidos pela ONU.

Um levantamento do Embarq Brasil sobre o segurança em BRTs (corredores de ônibus com maior capacidade) revelou que em sistemas como de Bogotá, na Colômbia, a redução de acidentes onde houve implantação das rotas de ônibus chegou a 60%.

Os motivos são a separação dos veículos de transporte coletivo em relação aos outros automóveis, reorganização do tráfego, melhor sinalização para pedestres e diminuição do fluxo de carros de passeio no entorno.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Cúpula da ONU assume compromisso em relação a transportes públicos e acidentes de trânsito

  1. Vamos ver o que isso vai dar né.

  2. Amigos, boa noite.

    Numa notícia do buzão com a ONU o pai do BRT (Curitiba) não saiu na foto.

    Isso significa que ele já morreu, enquanto Bogotá deu seta para a esquerda e ultrapassou tudo.

    Como o mundo é complicado, a ONU teve que entrar na área do buzão ao invés de se preocupar com os SERES HUMANOS.

    Só o disco vuador salva.

    Continuo esperando por ele.

    Att,

    Paulo Gil

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