Com redução de tempo de acesso aos ônibus, SPTrans estuda estender pré-embarque para mais terminais, corredores e até faixas

ônibus

Sistema de pré-embarque, que consiste no pagamento de tarifa ainda fora do ônibus, diminuiu filas, segundo SPTrans, que pretende ampliar operação inclusive para faixas.

Se a cidade de São Paulo tivesse uma rede de BRTs, como foi prometido, ganhos seriam maiores

ADAMO BAZANI

A SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, anunciou que a “operação pré-embarque” reduziu em média 10 minutos o tempo de acesso dos passageiros aos ônibus em terminais de grande movimento na cidade. Antes, o tempo era de até 12 minutos e agora varia entre um minuto e um minuto e dez segundos.

Diante disso, informou em nota “que estuda a instalação gradativa do sistema de Pré-embarque também em corredores e faixas exclusivas para ônibus”

A gerenciadora, no entanto, não explicou ainda como o sistema pode ser viabilizado em faixas, cuja maior parte das paradas é comum, sem estrutura para catracas externas.

Hoje são 51 linhas que contam com a operação, das quais, 21 desde 2013.

Em linhas gerais, o pré-embarque consiste no pagamento da tarifa fora do ônibus. Nos terminais foram instaladas catracas com validadores ainda na área de acesso, na região das plataformas. O passageiro paga e logo entra no ônibus,  o que segundo a SPTrans, contribuiu para diminuição de filas e cumprimento dos horários de partida.

Para atender quem paga com dinheiro, cobradores foram colocados fora dos ônibus pelas empresas. Eles recebem o pagamento e dão o troco ainda na fila.

Pela manhã, a operação funciona das 4h às 10h e no pico da tarde/noite, das 16h às 22h, mas nos dois períodos pode ser prolongada dependendo da demanda de passageiros. Fora destes horários, as catracas são desativadas e o pagamento se dá dentro do ônibus.

Pessoas que contam com isenção tarifária e passageiros com acesso preferencial, como gestantes, embarcam, durante a operação, pela porta da frente do ônibus, que fica posicionada fora da área delimitada de pré-embarque.

Se a cidade de São Paulo tivesse uma rede de corredores de ônibus do tipo BRT – Bus Rapid Transit, que contemplasse estações com pré-embarque ao longo dos trajetos, a eficiência no sistema seria maior ainda, reduzindo o tempo de acesso em mais linhas, muito além das 51.

Da meta de entrega de 150 quilômetros de corredores de ônibus até 2016, prometida pelo prefeito Fernando Haddad ainda em campanha eleitoral, há projetos de BRT. Mas dificilmente a meta será alcançada. Até agora, pouco mais de 40 quilômetros estão em obras.

No entanto há vários entraves como erros de projetos, suspeitas de sobrepreço apontadas pelo TCU – Tribunal de Contas da União e TCM – Tribunal de Contas do Município, indisposições políticas entre conselheiros do TCM e a gestão Haddad, e falta de verbas, que impede o início de algumas obras, interferindo no ritmo de liberação dos recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.

INÍCIO

“A operação “pré-embarque” foi implantada em caráter experimental no Terminal Varginha, na Zona Sul da cidade, para atender a linha 6913/10 – Terminal-Varginha/Terminal Bandeira (via Santo Amaro/9 de Julho), em agosto/2005. Depois de comprovada eficiência no ganho de tempo a operação foi ampliada no mesmo ano para outras linhas e terminais” – diz a SPTrans em nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

10 comentários em Com redução de tempo de acesso aos ônibus, SPTrans estuda estender pré-embarque para mais terminais, corredores e até faixas

  1. Deveria ser feito isso…esse negocio de pré embarque… em Santana…no Terminal Urbano do Metrô Santana, e nos pontos finais “laterais” dos coletivos das linhas 175T/10, 106A/10, 971X/10…e na Rua Gabriel Piza, ao lado da Igreja Matriz de Sant’Anna…linhas 971C/10, 971R/10 e seu atendimento…971R/42…muitas demandas!

  2. Pelo que eu vejo, os sistemas de pré-embarque geralmente eram feitos na plataforma e não no acesso ao terminal. Cada plataforma tinha uma contenção, onde as catracas ficavam no acesso principal, regulando o acesso pago.

    Se por um lado não cria filas na hora de entrar no ônibus, por outro cria a fila antes disto. Bem, pelo menos a vantagem fica no fato dos ônibus apenas aguardarem o embarque, sem esperar a fila da cobrança.

    O ruim é que realmente a maioria das plataformas nos corredores em SP não comporta cobrança em acesso. E isso provavelmente ficaria oneroso para as empresas, uma vez que teria que investir em segurança patrimonial em cada plataforma de corredor, além de mais fiscais.

  3. Isso já deveria existir faz tempo,agiliza as viagens e já vira um projeto pra futuros BRTs.

  4. Adamo, não seria mais fácil colocar catracas com validadores, nas entradas dos terminais de ônibus?

  5. quando a Marta Suplicy implantou o bilhete único havia o pré pagamento na ENTRADA do terminal e uma vez lá dentro não se pagava outra passagem apenas se fazia a baldeação ou seja: um sujeito pega o ônibus no terminal bandeira que tem como destino o terminal Santo Amaro, ele desce dentro do terminal Santo Amaro e pega um outro ônibus sem pagar pela passagem, por exemplo Terminal Parelheiros.
    Na conta, com uma passagem ele atravessava a cidade em três linhas : Terminal Bandeira-Terminal Santo Amaro-Terminal Parelheiros.
    Aí o Serra entrou e acabou com a baldeação e todos voltaram a pagar dentro do terminal.
    Hoje são somente algumas plataformas que possuem esse pré pagamento que agiliza muito, mas o correto é mesmo nos corredores de ônibus tipo brt como dito acima, mas com esse prefeitinho e essas empresas lixo com esse secretário incomPeTente, ESQUEÇAM! 🙁

  6. Ônibus do Brasil // 1 de outubro de 2015 às 13:03 // Responder

    Não foi Serra que acabou com as integrações nos Terminais, e sim a própria Marta que depois do lançamento do Bilhete Unico, abriu os Terminais em 2003, e hoje dá mais medo de ficar dentro do terminal do que fora, porque agora qualquer um pode acessar o terminal, independente se vai usar ou não o transporte.

  7. No terminal São Mateus da EMTU, com participação de várias linhas da SPTrans, a entrada de passageiros, existem catracas com validadores.
    Dentro do terminal, o embarque é pela porta traseira do coletivo.

  8. Amigos, boa noite.

    Resultado PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Quando serão eliminadas as malditas catracas e aquele montão de ferro retorcido
    ??????????????????????

    Att,

    Paulo Gil

    • Complementando:

      Os Terminais precisam ter mais acesos de entrada.

      Falo isso com base no Terminal Princesa Isabel, pois por possuir uma única entrada, os passageiros precisam dar uma volta no Terminal para entrar pela único acesso de entrada.
      Não sei se hoje este Terminal já tem mais acessos de entrada; mas eu duvido que houve essa melhora.

      Se os demais seguirem o esquema do Princesa Isabel, há necessidade de se abrir mais acessos de entrada em todos os Terminais.

      E de saida também, assim aumenta a velocidade e o fluxo de saida dos passageiros dos terminais, principalmente em horários de “rush”.

      Att,

      Paulo Gil

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