Urbs determina nova tarifa-técnica e desconta valor às empresas por não renovação de frota

curitiba

Ônibus em Curitiba. Prefeitura diz que não concedeu aumento maior às empresas, porque 180 ônibus estão com idade vencida e deveriam ter sido trocados por novos.

Empresas de ônibus solicitaram na Justiça R$ 3,40. Para o passageiro, tarifa continua a R$ 3,30

ADAMO BAZANI

A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., que gerencia as linhas municipais de ônibus da capital paranaense, divulgou no final da tarde desta terça-feira, 29 de setembro de 2015, que a tarifa-técnica do sistema de transportes será de R$ 3,21. Para o passageiro, continua sendo de R$ 3,30. Hoje a tarifa-técnica é de R$ 2,93, valor que não era corrigido há um ano e meio.

Tarifa-técnica é o que realmente as empresas recebem por passageiro transportado.

Normalmente, a tarifa-técnica em Curitiba sempre foi maior que a tarifa paga pelos passageiros. A diferença se refere aos custos subsidiados para integrações sem cobrança de tarifa e gratuidades, como a idosos e portadores de deficiência.

As empresas ingressaram na Justiça com um pedido para que o valor da tarifa-técnica fosse para R$ 3,40. As companhias dizem que enfrentam dificuldades financeiras, que inclusive, no início do ano, teriam sido o motivo para o atraso no “vale”, que é um adiantamento de salário pago todo o dia 20 de cada mês. Houve greves de motoristas e cobradores.

A Urbs, em nota, alegou que só vai pagar R$ 3,21 porque já descontou o que seria pago às empresas pela amortização de 180 ônibus do sistema que já estão com idade vencida, acima de dez anos, mas que continuam operando.

Ainda na nota, a Urbs informa que o sistema vai receber por mês mais R$ 5,2 milhões, retroativos inclusive a fevereiro quando houve aumento para o passageiro, mas haverá desconto.

“O reajuste representa cerca de R$ 5,2 milhões a mais por mês e será pago às empresas retroativamente a 26 de fevereiro deste ano. Do total a ser pago retroativamente às empresas, serão descontados os quase R$ 30 milhões já repassados a elas desde maio para pagamento de salários dos trabalhadores, por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) junto ao Ministério Público. A Urbs também retoma de imediato o desconto, já autorizado pela Justiça, dos valores retroativos dos indicadores de qualidade não atingidos pelas empresas.”

No fim do ano, complementou a gerenciadora, a tarifa-técnica deve subir dez centavos, indo para R$ 3,31, para cobrir os custos maiores gerados pela medida do governo federal, dentro do ajuste fiscal, que reduziu a desoneração sobre as folhas de pagamentos de diversos setores, inclusive o de transportes de passageiros.

O governo subiu a alíquota de 2% para 3% sobre a receita bruta das empresas de ônibus. Mas há uma promessa do governo em criar um mecanismo para baixar o índice para 1,5%, igual ao aplicado sobre as empresas aéreas, como disse em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus, o presidente da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Viera da Cunha Filho. Confira neste link: https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/08/20/entrevista-reoneracao-pode-aumentar-em-r-300-milhoes-por-ano-os-custos-das-empresas-de-onibus-diz-ntu/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

3 comentários em Urbs determina nova tarifa-técnica e desconta valor às empresas por não renovação de frota

  1. Amigos, boa noite.

    Se a tarifa técnica é de R$ 3,21 e o passageiro, e contribuinte, paga R$ 3,30, pergunto:

    Quem fica com os R$ 0,09 / passageiro.

    Que baita confusão, por isso que o buzão não anda no Brasil, e agora nem em Curitiba anda.

    Descobri porque o buzão não anda no Brasil.

    Tem de eliminar a “ingerência” do setor público no buzão.

    Afinal, a maioria do buzão é inciativa privada, pelo menos penso eu assim.

    Se eu estiver enganado, por favor me corrijam.

    Então, deixa o buzão rodar e pronto.

    Transportou 1 passageiro a empresa ganha R$ 3,30; se não transportou nenhum não ganha nada ( R$ 0,00).

    Se não trocou os carros no período correto, o próprio passageiro irá trocar de empresa.

    Se não cumpriu o contrato, executa-se, rescinde-se e não fica com esse boicote de tarifa técnica.

    Qualquer empresa do nosso Brasil não trabalha assim:

    Vendeu faturou;

    Não vendeu não fatura;

    Continua não vendendo vai a falência.

    Já que ao que me parece, a sede do Poder Público em querer gerir e ingerir o buzão é tanta que é melhor estatizar tudo de norte a sul , de leste a oeste do Brasil.

    Pronto,só haverá um único culpado pela má prestação de serviço; ai quero ver o Poder Público manter a frota em dia e novinha dentro do período.

    “OU USA, OU DESOCUPA A MOITA”

    Tarifa técnica é elucubração mental burocrática.

    Deixa a lei de mercado recular o buzão.

    Deixem que as próprias empresas do buzão desenvolvam os itinerários das linhas, afinal ninguém conhece melhor as necessidades dos passageiros e a região onde a empresa de buzão presta o serviço.

    Ou muito em breve, surgirá das cinzas como uma Fênix a “cPTc” – companhia Paulista de Transporte coletivo.

    Entendo que, como está o sistema de buzão em Sampa; este além de onerar o erário está engessado,

    Deixem as empresas atuarem como empresas.

    Leva o passageiro quem prestar um serviço de qualidade.

    Sabe o que eu pensei outro dia para comprovar minha teoria.

    Basta que no Corredor Ponto “A” Ponto “B” circule um buzao de cada empresa; ai vamos ver quem leva o filet ???

    Se é a empresa de qualidade ou a bagaceira.
    ´
    Só mexendo no bolso do buzão é que será feito algo menos pior para os passageiros.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Tem que pagar bem menos para empresas que mantem linhas com media de idade superior a 6 anos, com a VIP que nas linha 4311, 4312, 4210 e 4314 so coloca ônibus velhos alguns já tem mais de 10 anos.

  3. …Muito Bom , Caro Paulo

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