Maior oferta de ônibus na madrugada atraiu mais pessoas para o transporte público neste horário, revela pesquisa da SPTrans. Foto: Sindei Santos – Secom.
Maior parte dos deslocamentos é para o trabalho
ADAMO BAZANI
Depois de seis meses de implantação, as 151 linhas de ônibus especiais da cidade de São Paulo que operam da meia noite às quatro da manhã atraíram pessoas que não costumavam usar os transportes coletivos por falta de oferta nesta faixa de horário.
É o que revela pesquisa da SPTrans- São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema municipal da capital paulista, divulgada à imprensa nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2015.
Desde a criação das linhas, em fevereiro, 4,96 milhões de passageiros usaram a Rede Noturna, que serve de modelo para a criação de outras redes de linhas de ônibus previstas na licitação dos transportes da capital paulista, como a rede de domingo, básica e de reforço.
Deste total, segundo a pesquisa inédita da SPTrans, 44,7% dos usuários das 12 linhas que começaram a funcionar antes da implantação oficial da rede, como projeto piloto, declararam que não usavam transportes públicos na madrugada porque não havia opções.
A SPTrans tomou como base, para a pesquisa, 50 linhas da Rede, incluindo as 12 do projeto piloto, e entrevistou 1 mil 440 passageiros. O perfil destes passageiros revela que a maior parte é trabalhador do setor de serviços: 75,3% dos entrevistados. Outros 17% usam para deslocamentos de lazer e 3% para estudo.
Os homens formam 65,1% do total de entrevistados, 52,6% dos usuários completaram, pelo menos, o Ensino Médio, e 42,9% são jovens entre 16 e 25 anos.
A pesquisa ainda revela que a procura pelas linhas noturnas ainda está em expansão: em março foram transportados 712.765 passageiros, enquanto em agosto foram 877.672 mil, um crescimento de 23%.
A Rede da Madrugada hoje conta com 475 ônibus em operação e 71 reservas. São 51 linhas troncais com intervalos de 15 minutos, a partir da região central, sobrepostas ao Metrô, que não opera na madrugada, e 100 linhas locais, entre os bairros, com 30 minutos de intervalo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes