Prefeitura de São Paulo insiste em faixa de ônibus na Raposo Tavares, mas governo do Estado é contra

ônibus

Ônibus que serve a região da Raposo Tavares. Prefeitura quer faixa em rodovia, mas governo do estado é contra.

DER diz que medida é tecnicamente inviável, mas poder municipal acredita que impactos serão positivos para quem se desloca de transporte público

ADAMO BAZANI

A discussão sobre a instalação de faixas para ônibus nos trechos urbanos da rodovia Raposo Tavares na cidade de São Paulo voltou à tona com a negativa do DER – Departamento de Estradas de Rodagem, órgão estadual, em fazer as adequações para viabilizar o espaço para o transporte público.

Segundo a administração municipal, que deve insistir no projeto, não haveria impactos negativos para o trânsito de demais veículos e a velocidade média dos ônibus, hoje em 8km/h subiria para 20 km/h. Isso beneficiaria aproximadamente 133 mil passageiros que passam diariamente pelas 20 principais linhas que atendem os trechos urbanos municipais da Raposo.

Serão, pela proposta da prefeitura, 10 quilômetros de faixas para os ônibus à direita nos dois sentidos.

Para isso, as atuais faixas de rolamento, com larguras entre 3,5 metros e 3,6 metros se tornariam mais estreitas.

Para o DER, a medida pode afetar a segurança dos motoristas e, principalmente de motociclistas, que passam entre os veículos e que mais faixas na rodovia exigiriam obras como mudanças de passarelas.

A autarquia estadual diz que até 2017 vai concluir obras de R$ 83,4 milhões para recuperar o asfalto e melhorar a sinalização para os carros no trecho entre São Paulo e Cotia.

As faixas de ônibus não são o único empreendimento de transportes públicos barrados pelo Governo do Estado. O Metrô, mesmo sendo de administração estadual, teve de engavetar os planos de um monotrilho da capital até Cotia.

Por dia, passam no trecho urbano municipal da Raposo, 185 mil veículos, sendo hoje a estrada estadual mais movimentada de São Paulo

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

17 comentários em Prefeitura de São Paulo insiste em faixa de ônibus na Raposo Tavares, mas governo do Estado é contra

  1. José Marques de Oliveira Filho // 9 de setembro de 2015 às 15:13 // Responder

    Há anos venho falando na Municipalização dos primeiros quilômetros desta Rodovia, tornando-a no que ela já é a tempos, uma Avenida. Só que mau administrada como rodovia, o que traz mais problemas. Projetada há mais de cem anos mantém o traçado original, mesmo tendo sido duplicada nos anos 70.
    Como exemplo da administração, gostaria de citar:
    Que muito desse investimento esta sendo usado na construção de muretas de concreto, indiscriminadamente.Ou ainda na afirmação do DER que precisa viabilizar a passagem de motocicletas entre veículos.

  2. Vi isso no site da folha online. Vão fazer mesmo?

  3. Pensando bem, o comentário do José faz sentido: o trecho urbano (até o km 19) da Raposo poderia ser repassado (ou feito parceria) para a prefeitura e convertido em avenida de grande porte (Como a 23 de maio).

    Só que a ideia do corredor era também ligar os serviços da EMTU, estes que seguem até Cotia.

  4. João Ayrton Lambiase // 9 de setembro de 2015 às 22:00 // Responder

    Desculpe, mas essa obsessão por ciclovia e corredor de onibus, os médicos chamam de T.O.C. -Transtôrno Obsessivo Compulsivo, só pode.É demais.

    • Lambiase, boa noite.

      Calllllllllllllllllma.

      Não sei se é verdade, mas ouvi dizer que estão pensando em pintar mais uma faixa;
      uma tal de ‘faixa verde”.

      Se for verdade, o T.O.C., passará a T.O.C.P.F. – Transtorno Obsessivo Compulsivo por Faixas.

      E tem mais, o buzão de Sampa não convence mais; nem com ar ou sem ar.

      Então, a única forma de forçar os cidadãos a irem para o buzão, são essas restrições físicas e coercitivas de locomoção.

      Caso contrário o faturamento do buzão diminuirá dia a dia.

      Por isso que todos os tipos de Aerotrens de Sampa e RMSP, estão “congelados”.

      Mais uma:

      PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

      Abçs,

      Paulo Gil

    • Se você quer morrer dentro de um carro e poluição ai e outra coisa.

  5. Amigos, boa noite.

    A Raposo Tavares tem uma “magia ou bruxaria”, que quando os motoristas nela adentram, o pé virá de chumbo, e quando há batidas, não amassam só os veículos, amassam as duas placas e também até os documentos.

    Essa ideia pra mim é novidade, estou mal informado.

    Noooooooooooossa, será a Av. Brasil do Rio de Janeiro em Sampa, “buzão a milhão”.

    Se virar realidade, vou me candidatar a uma vaguinha de piloto; já pensou Osasco –
    Terminal Buta em 10 minutos com o Articuladinho Trucadinho de Sucesso ou com o “Topetudinho” com ar condicionado (Cabritinho – BRT), mas sempre com as janelas abertas.

    UUUUUUUUUUuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

    Se essa ideia pegar …

    Att,

    Paulo Gil

    • Paulo Gil,
      Bem comparado.
      Av.Brasil,
      Só quem conhece sabe a diferença
      abraços

      • Jair, bom dia.

        Quem bom, você rodando por aqui de novo.

        Prazer em ler seus comentários; não suma não, suas opiniões são importantes estarem registradas aqui para as futuras gerações.

        Estou devendo uma resposta a um comentário seu lá atras, mas eu vou voltar lá e lhe responder; não esqueci não (foi o comentário que vc falou sobre o óleo cru, que eu nem sabia que existiu)
        Abçs,

        Paulo Gil

  6. Seria uma ideia bem vinda,o problema e ser aprovada.

  7. Paulo Gil descreve muito bem: seria a reedição da Av. Brasil carioca aqui em São Paulo.

    Ninguém nega que a estrada virou avenida porque:
    – NUNCA se fez acessos com segurança e faixa de aceleração. Nem depois das pistas duplas.
    – Mantêm HÁ DÉCADAS o semáforo no km 12, quando sempre houve passagem subterrânea a cerca de 600m dele. Sob a Raposo!
    – NUNCA assumiram a conexão expressa obviamente necessária a Marginal Pinheiros.
    – NUNCA fizeram a devida segregação rodovia/bairros, motivo de inaceitáveis e históricos índices altíssimos de acidentes diversos.

    As linhas de ônibus só repetem a barbárie e abandono. Fora as sobreposições, a linha intermunicipal Cotia-São Paulo vai ao Terminal Barra Funda, mesmo depois da existência do metrô Butantã: que chega lá MUITO mais rápido. Apesar do padrão rodoviário, com poltronas estofadas reclináveis e tarifa R$9,50, TODOS OS DIAS NOS PICOS HÁ MUITOS PASSAGEIROS EM PÉ e na maior parte da viagem.

    Solução é priorizar a linha 22 do metrô. Enquanto não fica pronta:
    – Precisa haver ônibus articulados
    – Precisa haver ônibus expressos, que parem só na Granja Vianna
    – O terminal de ônibus da estação Butantã do metrô precisa priorizar as linhas que saem/chegam da Raposo.

    Av. Politécnica é rota importantíssima como opção de entrada na capital. E sempre foi AVENIDA!!
    Deveria ser continuada sentido Taboão da Serra (a direita de quem vem de Cotia para a capital).

    • Luiz Vilela, bom dia.

      Poxa vida, nunca tinha pensado numa Raposo “High Tec”, como a sua.

      Parabéns !

      Esta aprovadíssima.

      Basta as mentes jurássicas executarem a obra; isso claro se você conceder
      os direitos autorais .

      Pena que nesta encarnação, eu não terei o prazer de utilizar a “sua” Raposo Tavares.

      Forte abraço.

      • Obrigado, Paulo Gil!
        Raposo é minha sina diária, há muitos anos.
        O descaso do poder público é uma grande vergonha. Tão ruim quanto, é o descrédito da quase totalidade dos muuuitos usuários: quase ninguém se dá ao trabalho de cobrar/reclamar.

        Alguns vêm falando de um projeto megalômano, de 6 pistas por sentido. Me assusta gente séria acreditar que desapropriassem as margens para fazer algo assim. E sobretudo: como resolver a chegada em Sampa?!!

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