Cai 20% o total de reclamações pelos serviços de empresas de ônibus em São Paulo no mês de julho

Publicado em: 21 de agosto de 2015

ônibus

Ônibus na cidade de São Paulo. Viações tiveram queda no número de reclamações, mas são necessários mais investimentos. Foto: Adamo Bazani

Renovação gradual da frota e espaços preferenciais podem ter contribuído para os números referentes às companhias maiores, mas ainda são necessários mais investimentos

ADAMO BAZANI

O total de reclamações sobre os serviços de ônibus prestados pelas empresas concessionárias, que atendem o subsistema estrutural, ou seja, as viações com os veículos maiores, caiu 20% em julho ante o mês de maio deste ano. A comparação não levou em conta o mês de junho, que habitualmente registra menos demanda de passageiros por causa das férias escolares.

Os dados são da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, e foram divulgados pelo SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, que reúne as viações que operam as linhas maiores.

Ainda de acordo com a informação,  nos oito primeiros meses deste ano houve uma queda de 35,7% no total de reclamações sobre o subsistema estrutural em comparação com semelhante período de 2014. Foram entre janeiro e início de agosto, 31 mil 241 queixas de passageiros ante 42 mil 711 reclamações no mesmo intervalo de 2014. Segundo o SPUrbanuss, “é o menor índice de reclamações registrado nos últimos dez anos.”

Entre janeiro e julho de 2015, as empresas do subsistema estrutural e local (antigas cooperativas) registraram 1 bilhão 656 milhões 849 mil e 190 passagens, das quais 952 milhões 962 mil 814 pelas viações com ônibus e trajetos maiores e 703 milhões 886 mil e 376 pelas empresas formadas a partir das cooperativas.

A maior parte das reclamações em relação às viações se refere à espera longa nos pontos, conservação e manutenção da frota e a forma de direção e comportamento de motoristas.

O presidente do SPUrbanuss, Francisco Christovam, disse em nota, que a redução no número de reclamações é positiva, no entanto, mais investimentos por parte das empresas podem aperfeiçoar os serviços

“A redução nas reclamações dos usuários deve ser um objetivo permanente por parte das empresas e do poder público … Quanto ao número de reclamações aos motoristas, as empresas devem investir em um treinamento especial, além do que já existe, com vista a aumentar a urbanidade dos operadores e o trato com os clientes.” – disse o representante patronal.

Ainda na nota, o SPUrbanuss diz que “a queda no número de reclamações é o resultado dos investimentos em mobilidade urbana e nos veículos, como a compra de ônibus novos e modernos com maior capacidade de transporte de passageiros, equipados com wifi e ar-condicionado, bem como a criação de faixas para ônibus e a instalação de semáforos que conferem prioridade ao transporte coletivo, no espaço urbano. Essas iniciativas permitem que os veículos consigam uma melhor velocidade operacional, reduzindo os atrasos e possibilitando o cumprimento das viagens programadas.”

O total de faixas exclusivas na cidade de São Paulo ultrapassa 480 quilômetros de extensão, mas em relação aos corredores, que são espaços mais adequados para o transporte coletivo por oferecerem maior separação em relação aos demais veículos, a cidade não registrou quase nenhum avanço prático. São 122,3 quilômetros de extensão funcionando realmente, muitos dos quais se limitando a ser uma faixa à esquerda e precisando de reformas. A meta de 150 quilômetros de corredores na cidade, prometida até o final de 2016, não deve ser cumprida. Segundo a prefeitura, 38 quilômetros de corredores ainda estão em construção, mas somente 2,3 quilômetros foram de fato entregues à população até agora. Ainda há 62 quilômetros de obras contratadas, mas que não foram iniciadas, e 26 quilômetros que devem ser licitados.

Em relação à frota, chamam a atenção os superarticulados, de 23 metros de comprimento, por se tratarem de novidade e ampliarem o conforto e a capacidade de atendimento. No entanto, de acordo com a SPTrans, a idade média da frota na concessão (viações) é de 5 anos e 3 meses  e na permissão (ex-cooperativas), de 4 anos e 4 meses, estando entre as maiores da série apurada desde 2003, superando as idades médias registradas entre 2006 e 2009 e em 2014.

Após a conclusão da licitação do sistema de transportes da cidade, que deveria ocorrer em 2013, sendo suspensa naquele ano após as manifestações contra os valores das tarifas no mês de junho, a expectativa é de queda na idade média da frota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. neblinasp disse:

    Muita gente nem reclama mais, pois suas reclamações nunca resultam em nada, é como o 156 e o programa psiu da prefeitura, não resolvem nada, então as pessoas desanimam.

    1. Paulo Gil disse:

      Neblinasp, boa noite.

      De pleno acordo, só um detalhe.

      As pessoas não desanimam, elas DESISTIRAM mesmo, eu fui um que desisiti e faz um tempão.

      Abçs,

      Paulo Gil

  2. Marcelo disse:

    Eu também nãreclamo mais zona leste metrô itaquera onde se tem maior fluxo de passageiros não existe ônibus área 4 vermelha só lotação um por cima do outro já passou da hora de tirar isso área abandonada não adianta reclamar enquanto alguns ônibus poucos que existem ainda andam vazio menos fluxo onde precisa mer

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