Desempenho fraco de urbanos puxa para baixo números da indústria de ônibus, segundo Anfavea

Mascarello articulado

Ônibus urbano em Brasília. Segmento deste tipo de ônibus registou o pior resultado no acumulado do primeiro semestre. Rodoviários reverteram tendência de queda. Foto: Adamo Bazani

Produção de ônibus acumula queda semestral de 27,8%

Destaque negativo continua sendo para o segmento de urbanos. Rodoviários acumulam alta.

ADAMO BAZANI

A produção de chassi de ônibus e de minionibus vendidos integralmente no Brasil registrou um dos piores semestres da história recente segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, dia 06 de julho de 2015 pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Entre janeiro e junho deste ano foram feitos pela indústria brasileira 13.865 ônibus. O número é 27,8% menor que os 19.204 produzidos em semelhante período do ano passado.

Confirmando tendência apontada pelo balanço de vendas divulgado na semana passada pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o mercado de veículos de grande porte comerciais é o que tem sido mais afetado pela atual situação econômica brasileira.

De acordo com a Anfavea, a produção de caminhões registrou queda acumulada de 45,2% com 41.630 unidades entre janeiro e junho deste ano frente às  75.993.

O fato se explica por problemas conjunturais específicos relacionados ao comércio de veículos pesados e porque estes segmentos refletem a disponibilidade de investimento de outros setores da economia, como agroindústria, construção civil, turismo e viagens e supermercadista, por exemplo.

No caso dos ônibus urbanos, a situação das contas públicas de estados e municípios que estão em impasse com o Governo Federal para renegociar dívidas com a União interfere diretamente em subsídios e obras de mobilidade urbana que poderiam ser um alento para o ir e vir da população e para a indústria.

E, segundo a Anfavea, é o segmento de ônibus urbanos que apresenta a situação mais delicada.

A queda acumulada foi de 34,7% com 10.564 urbanos produzidos entre janeiro e junho deste ano ante 16.189 dos seis primeiros meses do ano passado.

O segmento de ônibus rodoviários vai muito bem para a atual situação. A Anfavea registrou alta na produção de 9,5% neste semestre em comparação com o primeiro semestre de 2014.  De janeiro a junho deste ano, foram feitos 3.301 chassis rodoviários e no mesmo período do ano passado a produção de rodoviários foi de 3.015.

As definições da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres sobre o novo modelo de concessão de quase 2 mil linhas interestaduais e internacionais deve surtir mais efeitos positivos.

Em relação aos licenciamentos, segundo a Anfavea, houve queda de 27,7% entre ônibus urbanos e rodoviários de janeiro a junho na comparação com o acumulado do primeiro semestre de 2014. Foram licenciados 9.665 veículos de transporte coletivo neste ano. No primeiro semestre do ano passado foram 13.363 ônibus.

QUEDA GENERALIZADA:

Com exceção da Iveco, todas as marcas de chassis de ônibus acumulam queda semestral em comparação com o primeiro semestre de 2014.

A colocação no mercado registrou poucas alterações:

1º) Mercedes-Benz – 4.870 ônibus licenciados – queda de 14,2% de janeiro a junho de 2015.

2º) MAN – Volkswagen Caminhões e Ônibus – 2.126 ônibus licenciados – queda de 39,2% de janeiro a junho de 2015.

3º) Agrale – incluindo minionibus Volare – 1.334 ônibus licenciados – queda de 47,7% de janeiro a junho de 2015.

4º) Iveco – incluindo o minionibus Neobus Cityclass – 655 ônibus licenciados – alta de 76,5% de janeiro a junho de 2015.

5º) Volvo – 536 ônibus licenciados – queda de 32,7% entre janeiro e junho de 2015.

6º) Scania – 117 ônibus licenciados – queda de 73,9% entre janeiro e junho de 2015.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Desempenho fraco de urbanos puxa para baixo números da indústria de ônibus, segundo Anfavea

  1. Amigos, boa noite.

    Nao ha necessidade de grandes raciocinios.

    1) Rodoviarios:

    O Brasil e um pais de dimensoes continentais;

    Os pedagios custam os olhos da cara, haja visto o indice de “furoes”

    Aeroporto e algo com embarque muito complicado, o tempo perdido entre residencia, aeroporto, embarque e decolagem (+ ou – 5 horas), sem sair de Sampa, fora o custo de deslocamento e pessima infra de acesso, byzao, trem ou metro.

    2) Urbano:

    Tarifa altissima pelo que e oferecido, so por obrigacao mesmo;

    Gestao e lingas ulteapassadas;

    Alto tempo de espera nis pontos;

    Inflacao e salarios corroidos;

    Licitacao vai ou nao vai,

    Eleicao 2016.

    Simples assim.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Adamo pergunto porque a VIP que a empresa que com certeza vai ficar com mais de 50% das linhas em SP não vem renovando sua frota, vejo as linhas 4311, 4312, 4314 e 3459, todas com ônibus com mais de 8 anos, exceto algumas linhas novas como as modais 4310 e 4313 que rodam com articulados e as linhas elitistas 908 Butantã e 930 Pinheiros, começo a ter a impressão que esta licitação e de cartas marcadas tamanha é a despreocupação da VIP, não seria algo a ser investigado.

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