Rigras quer voltar às operações habituais em Rio Grande da Serra

Rigras Talismã

Ônibus metropolitano da Rigras. Empresa tenta restabelecer operações habituais em Rio Grande da Serra podendo embarcar e desembarcar passageiros com origem e destino dentro da cidade. Empresa municipal, Talismã, conseguiu liminar que só autoriza embarque e desembarque de usuários desde que tenham origem e destino em cidade vizinha. Foto: Adamo Bazani.

Rigras quer voltar às operações habituais em Rio Grande da Serra

Após decisão liminar, empresa não pode realizar transportes dentro da cidade a não ser se os passageiros tenham como destino o município vizinho

ADAMO BAZANI – CBN

A Rigras – Rio Grande da Serra Transporte vai tentar reverter decisão judicial que impede o embarque e desembarque de passageiros que circulam apenas dentro do município de mesmo nome, no ABC Paulista.

Atualmente, a empresa de ônibus só pode embarcar e desembarcar usuários que possuem como origem ou destino a cidade vizinha, Ribeirão Pires.

A decisão judicial foi motivada por ação movida contra a prefeitura de Rio Grande da Serra pela Viação Talismã, empresa responsável pelos transportes municipais.

Os representantes da Talismã alegam na ação que possuem contrato para operar na cidade e a sobreposição das linhas intermunicipais da Rigras prejudica a empresa municipal. Já a Rigras afirma que as linhas que vão para Ribeirão Pires já existem há mais de 30 anos e são gerenciadas por contrato legal firmado com a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.

“Quem é prejudicada é a população, é o passageiro. Antes havia mais de uma opção de oferta de transportes a partir dos bairros Vila Niwa, Parque América e da Elclor.  Respeitamos e cumprimos a decisão judicial, mas não concordamos. Esta decisão é contra a prefeitura de Rio Grande da Serra. Mas as linhas intermunicipais não são de responsabilidade da prefeitura e sim do Estado de São Paulo, pela EMTU” – disse ao Blog Ponto de Ônibus, o proprietário da Rigras, Nivaldo Aparecido Gomes.

“Estamos no nosso direito. Há lei que impede sobreposições de mais de 50%, que é o que ocorre em Rio Grande da Serra. Nossa ação foi contra a prefeitura porque é justamente a prefeitura que é responsável pelo território municipal, onde ocorrem as sobreposições. Só quero cumprir meu contrato com a cidade” – disse também ao Blog Ponto de Ônibus, o sócio-proprietário da Talismã, Leandro Ricardo Pereira.

INTEGRAÇÃO:

Sem os serviços da Rigras dos bairros para a estação de Rio Grande da Serra, o passageiro atualmente não pode contar com o desconto da integração com a linha 10 Turquesa da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A integração é concedida pela STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos, do Governo do Estado de São Paulo, pelo Cartão BOM, permitindo um desconto de R$ 1,55 na transferência entre ônibus e trens.

A tarifa da Talismã é de R$ 3,40 e da Rigras é de R$ 3,55.

Sem a integração, por causa da liminar, o passageiro paga R$ 6,90 por sentido usando o transporte municipal e o trem cuja passagem é de R$ 3,50. Com a integração entre os ônibus intermunicipais e a CPTM, contando o desconto do Cartão BOM, este custo cairia para R$ 5,50.

A Talismã diz que a prefeitura poderia estudar uma forma de integração entre ônibus municipal e trem, com desconto tarifário, como ocorre na cidade próxima, em Mauá.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

6 comentários em Rigras quer voltar às operações habituais em Rio Grande da Serra

  1. Gerson Carvalho // 9 de junho de 2015 às 19:55 // Responder

    Boa tarde!

    Este acontecimento está muito estranho. Como a EMTU não conseguiu barrar esta liminar?

    Se fosse uma empresa maior, numa cidade maior, seria estranho também, porém menos incompreensível.

    Quer dizer que eu não posso sair do meu bairro e optar pelos ônibus da Rigras, mesmo que eu pague um pouco acima?
    Não posso escolher em qual linha embarcarei? Preciso ser refém de uma empresa que não quero, tendo outra opção?

    Se a Talismã está se sentindo prejudicada, então que ofereça um serviço melhor e mais barato.
    Pagar 3,40 para andar num cubículo, é muito caro.
    Ou a PMRGS assume as linhas e as deixa gratuitas para os usuários da cidade, arcando com um custo à Talismã.

    Se a Rigras, Trans-Bus, ABC, conseguem manter a tarifa de 3,55 com itinerários bem maiores, por que a Talismã não consegue?

    Tem cidades que o sistema de transportes não pode ser similar ao de cidades maiores.

    Daqui a pouco, se a moda pega, todas as linhas da RMSP, RMC, RMBS, RMVP, terão que fazer ponto final nos Centros das cidades… E se para chegar neles, tiver que passar por uma mínima região, não poderá embarcar ou desembarcar ninguém…

    As pessoas precisam de mais acessos, linhas, mais ônibus e não esta patifaria de deixar o usuário com menos opções.

    Depois não sabem porque a população não deixa seus carros em casa.

    Como diria Paulo Gil: PREVISÍVEEELLLLLLLLLL

    Abraços,

    Gerson Carvalho
    Administrador de Empresas e Bancário

  2. Amigos, boa noite.

    E assim caminha a colônia Brasil…

    Decisão liminar, não é decisão final, e é só para embolar o que já está embolado.

    Em Sampa tem mais EMTOSA rodando do que da fiscalizadora.

    Se proibir a EMTOSA de circular em Sampa a velocidade dos da fiscalizadora irá aumentar
    com certeza, inclusive o faturamento; é uma questão a se pensar, pois tem muito buzão batendo lata em Sampa.

    Com a melhoria dos trilhos, os EMTOSA perderam terreno, isso é fato.

    E por falar em trilhos, e o AEROTREM quando vai começar a operar ?????

    Pelo menos aquele lá perto do crematório da Vila Alpina.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Esse problema ocorre até sem liminar. A linha Itapevi-São Roque existe antes mesmo da chegada da BBTT na região,e possui passagem mais barata que a municipal (até São João Novo) . Havia uma certa tolerância na época da Expresso Regional por essa ser de grupo parceiro, mas assim que a Piracicabana chegou a BBTT já colocou banca e ditou que não pode haver embarque sentido Itapevi dentro do município, fazendo que em muitos horários o pessoal veja o azul passando vazio enquanto torcem por um cinza para o centro, que obviamente lotará…

  4. Nas regiões do Paraná já presenciei, é o mesmo estilo da Rio Grande da Serra. Em Maringá, os ônibus intermunicipal vindo de outras cidades não pode realizar o embarque, isto é lamentável e não tendo a opção de escolha. Como disse o colega Gerson Carvalho acima “Depois não sabem porque a população não deixa seus carros em casa”.

  5. Opinião – Ministério Público e representantes perderam o “Norte” na questão dos ônibus de Rio Grande da Serra
    https://marciopradopeninha.wordpress.com/2015/06/15/opiniao-ministerio-publico-e-representantes-perderam-o-norte-na-questao-dos-onibus-de-rio-grande-da-serra/

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