Artigo: Plano de Mobilidade Inclusivo para o Fretamento

ônibus de fretamento

Ônibus de fretamento. Setor acredita que Plano de Mobilidade deveria aproveitar melhor os benefícios que os serviços deste tipo podem trazer. Foto: Adamo Bazani

 

Um plano de mobilidade inclusivo

O Plano de Mobilidade de São Paulo está em fase final de estudo e entrega pela Secretaria de Transportes de São Paulo. O estudo tem como objetivo principal a ampliação do acesso à cidade, contemplando, principalmente, a ampliação da rede de ciclovias e ciclofaixas pelos próximos 15 anos.

O transporte por fretamento deverá estar neste projeto, mas não terá a importância, nem a relevância, necessária. O setor ainda enfrenta sérios entraves como Zona Máxima de Restrição, proibição de compartilhamento de alguns pontos de parada do sistema público, bem como embarque e desembarque nas estações de trem e metrô.

O que vale ressaltar é que o transporte de passageiros por fretamento também é proibido de circular nas faixas exclusivas de ônibus urbano, no qual táxis com passageiros estão incluídos. É um descaso com a população que utiliza esse modal para deslocamentos e necessita também de uma atenção especial, uma vez que ele contribui – e muito! – para a mobilidade urbana na capital.

O fretamento está disponível para agregar ao conjunto de opções que São Paulo pode oferecer. Não faz sentido a proibição do uso nas faixas exclusivas e permitir seu acesso é uma maneira inclusiva de contribuir para o bom andamento do trânsito nessa metrópole, além de reconhecer o valor desse modal para meio ambiente e sociedade.

Já passou da hora de representantes municipais tomarem definitiva ciência de que o fretamento atende necessidades específicas além de complementar o transporte público – retirando automóveis das ruas e transportando com qualidade diariamente milhares de trabalhadores e estudantes. Na Região Metropolitana de São Paulo o setor transporta cerca de 500 mil pessoas por dia! Número significativo que já justifica sua inclusão nas políticas públicas de mobilidade da capital.

* Jorge Miguel é diretor executivo do Transfretur (Sindicato das Empresas de Transporte por Fretamento e por Turismo da região metropolitana de São Paulo)

3 comentários em Artigo: Plano de Mobilidade Inclusivo para o Fretamento

  1. Seria uma ótima opção para as cidades. Pelo menos seriam 46 carros a menos (média) nas ruas por ônibus!!!

  2. Amigos, boa noite.

    Fretados, continuem a fazer o bom trabalho que sempre fizeram e faz.

    Nao arrumem mais uma taxa e selos, afinal ja tem bastante.

    Voces sabem o que o cliente gosta e sabem oferecer.

    Criem novas formas de atender o mercado, aluguem espacos particulares e criem um sistema oersonalizado de embarque e desembarque em pontos chaves de qualquer cidade ou regiao.

    As mais novas estacoes do metro, sequer tem lugar demarcado para embarque e desembarque de passageiro, quica pros fretados, os quais tem de ter uma plataforma de embarque e desembarque em todo Terminal de Buzao de qualquer cidade do Bradil seja urbano ou rodoviario.

    Deem seta para a direita e ultrapassem os ultrapassados.

    Os fretados nao podem se estressar, afinal e a tranquilidade fo fretado que e o sucesso.

    Como diz um amigo meu:

    ” SUAVE NA NAVE”

    Att,

    Paulo Gil

  3. Realmente, taxis poderem usar faixas de ônibus e fretados não poderem é o cúmulo!
    Mas é a cara da (falta de) mobilidade de Sampa: ninguém toma atitudes que realmente fariam diferença. Não se “mexe no queijo” das cias. de transporte público coletivo.

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