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Greve do Metrô é adiada. CPTM também funciona normalmente

Metrô e trens da CPTM funcionam normalmente nesta quarta-feira

Greve do Metrô é adiada

Segundo sindicato, negociações continuam. CPTM também adia greve

ADAMO BAZANI – CBN

O Sindicato dos Metroviários decidiu em assembleia nesta noite que não vão fazer greve.

A paralisação foi adiada para a terça-feira que vem.

Com isso, as linhas do Metrô operam normalmente nesta quarta-feira, dia 27 de maio.

Os trabalhadores devem analisar as propostas apresentadas em reunião de conciliação no TRT – Tribunal Regional do Trabalho.

Um pouco mais cedo, os funcionários da CPTM decidiram adiar a greve e continuar as negociações.

Assim, os trens da CPTM operam sem restrições nesta quarta-feira.

METRÔ:

A desembargadora Ivani Contini Bramante, propôs nesta segunda-feira, segundo nota do TRT, “reajuste de 7,2148% do IPC/Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), mais 1,5% de produtividade, totalizando 8,82%, sendo o mesmo reajuste para vale-refeição, vale-alimentação e PLR. Além disso, ficam mantidos os benefícios e cláusulas econômicas e sociais na forma que vem sendo praticados. A desembargadora Bramante excluiu da pauta de reivindicações a reintegração dos trabalhadores demitidos em 2014, visto que essa questão já está judicializada. Por fim, propôs uma cláusula de paz a ser cumprida por empresa e sindicatos. Dessa forma, os trabalhadores comprometem-se a permanecer em estado de greve, sem qualquer paralisação efetiva, enquanto perdurarem as negociações. O Metrô por sua vez, compromete-se a não praticar qualquer conduta antisindical de retaliação, perseguição, despedida ou qualquer outro ato que importe em descumprimento ou impedimento da liberdade sindical e do exercício do direito de greve”.

A reunião no TRT foi entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários de São Paulo e Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.

Reivindicação dos metroviários e engenheiros:

Os metroviários querem um aumento de 18,64%, além de reajuste na cesta básica (de R$ 290 para R$ 422,84), vale-refeição (10,08%), pagamento de PLR, reintegração dos trabalhadores demitidos em 2014 (como decorrência da última greve), redução da jornada de trabalho de 40 horas para 36 horas, dentre outras pautas. O Sindicato dos Engenheiros reivindica aumento de 17,01%, além de reajuste no vale-alimentação e vale-refeição, pagamento de PLR, adicional de férias de um salário, além de outras pautas. O Metrô oferece reajuste de 7,21% para ambas as categorias, proposta que foi rejeitada pelos sindicatos.

CPTM:

Em audiência na manhã desta terça-feira no TRT, a empresa nova proposta da empresa de um reajuste salarial de 7,72% mais 1% de aumento real.

Os trabalhadores, no entanto, não descartaram a greve.

Eles prometem que podem parar no dia 3 de junho se não houver acordo.

A nova reinvidação da categoria é de 7,78 do INPC/IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 1,5% proposto pelo tribunal, totalizando um aumento de 9,29%.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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