Empresas de fretamento já sentem crise econômica no País

ônibus de fretamento

Ônibus de fretamento. Situação econômica atinge outros setores afetando a demanda por transportes. Empresas já demitem e registram queda de faturamento. Foto: Adamo Bazani

Situação econômica do País já é sentida por empresas de fretamento

De acordo com a Fresp, que reúne as companhias de transporte, faturamento caiu, mas custos continuam em elevação

ADAMO BAZANI – CBN

Com crescimento econômico praticamente anulado, ameaça de descontrole da inflação, cortes de investimentos públicos e falta de segurança para novos negócios, diversos setores têm anunciado redução nas vendas, produção, faturamento e no nível de emprego.

Exemplos são as indústrias de automóveis, eletrodomésticos, construção civil, distribuidoras para lojas de departamentos e lojas varejistas.

Quando estes ramos da economia são afetados, os segmentos de prestação de serviços a estes negócios sentem os reflexos de forma direta.

É o que ocorre com o setor de fretamento. De acordo com a diretora-executiva da Fresp – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, Regina Rocha, a redução nos turnos de trabalho de empresas que contratam os ônibus e as vans obrigou as transportadoras a readequarem os planos de serviço. Além disso, segundo ela, as companhias de transporte estão demitindo motoristas e hoje registram lucro semelhante ao período de 2009/2010, mas sem redução dos custos de operação que estão bem mais altos que naquela época.

1)  O segmento de fretamento em São Paulo já tem um dado como queda de faturamento, quantos contratos foram cancelados, quantas viagens deixaram de ser feitas?

O setor de fretamento está sobre forte impacto dos efeitos da crise econômica. Quando a economia vai bem o setor cresce. A crise atual gerou demissões em diversos setores e isso reduz a necessidade de transporte. Nem sempre a redução das viagens implica em demissões no setor de fretamento.

Muitos clientes que trabalhavam em três turnos (24 horas) reduziram a produção para apenas dois turnos e isso implica em perda de faturamento sem que gere redução nos custos diretos como motoristas, mecânicos, quantidade de veículos, por exemplo. Essa situação impacta diretamente na otimização da frota em diversas viagens.

Já em outra situação, comum a todas as empresas, houve uma reestruturação das linhas para fusão de itinerários com intuito de  reduzir as viagens e consequentemente os gastos com o transporte das equipes. Nessa situação, muitas vezes já é possível diminuir os custos diretos, demitindo motoristas, pessoal de limpeza, manutenção, etc.

Da mesma forma as férias coletivas é uma das soluções adotadas para vencer a situação. É muito negativa para o setor porque nossos contratos preveem remuneração por viagem. Se as viagens não foram realizadas não há faturamento nesse período e nem sempre podemos tomar a mesma medida nas empresas de fretamento, causando um verdadeiro descompasso entre oferta/ demanda e despesa/receita.

Qualquer uma das situações é bastante negativa e as empresas de fretamento comentam que o faturamento atual está praticamente equiparado aos números de 2009/2010, no entanto, as despesas não obedeceram à mesma redução.

2)  Houve já algum impacto no nível de emprego das empresas de ônibus.

Sim. Nosso setor vinha enfrentando dificuldades em contratar motoristas, mecânicos e outras funções chaves. Hoje as empresas recebem diariamente dezenas de currículos de profissionais que estão no mercado em busca de um novo posto de trabalho. Muitos deles são de desempregados de outros setores que buscam uma recolocação no mercado, outros têm origem no próprio setor.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Empresas de fretamento já sentem crise econômica no País

  1. Amigos, boa noite.

    Agora tem de fazer novo adesivo.

    “TÁ ESTRESSADO ? O FRETADO TAMBÉM ESTÁ, CONSEGUIRAM”

    Att,

    Paulo Gil

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