Greve de ônibus: SPTrans estuda medidas judiciais contra paralisação de duas horas

Publicado em: 12 de maio de 2015

onibus

Ônibus ficaram parados em terminais por pouco mais de duas horas. Segundo SPTrans, 675 mil foram atingidos diretamente. Agestado

SPTrans estuda medidas jurídicas contra paralisação

Segundo prefeitura, 675 mil pessoas foram afetadas diretamente. Sindicato afirma que manifestações maiores podem ocorrer

ADAMO BAZANI – CBN

A SPTrans – São Paulo Transporte, responsável pelo gerenciamento dos ônibus na Capital Paulista, estima que a paralisação de pouco mais de duas horas de motoristas e cobradores de ônibus afetou 675 mil pessoas.

O poder público estuda tomar medidas judiciais a respeito do ato tanto em relação às empresas de ônibus como ao Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores.

“A São Paulo Transporte (SPTrans) reitera a necessidade do restabelecimento de diálogo entre trabalhadores e empresários que operam o sistema de transporte coletivo. A estimativa é de que 675 mil pessoas foram prejudicadas com a paralisação que ocorreu nos terminais na manhã desta terça-feira. O Departamento Jurídico da SPTrans está avaliando a extensão dos reflexos causados para tomar as providências cabíveis.” – diz a SPTrans em nota.

Em campanha salarial, motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista fecharam 29 terminais sob reponsabilidade da SPTrans e as áreas que recebem ônibus municipais de ao menos outros quatro administrados pela EMTU ou Metrô .

Os protestos começaram às 10 horas e terminaram logo depois do meio dia.

O presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, reclamou que as negociações com as empresas de ônibus não têm avançado e diz que a cidade pode ser palco de “manifestações maiores”.

A categoria pede reajuste pelo maior índice inflacionário mais 7% de aumento real.  Os motoristas e cobradores trabalham, no entanto, com uma proposta de reajuste de 9,9%. As empresas oferecem 7,21% com base no índice inflacionário da Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Os motoristas e cobradores também pedem PLR – Participação nos Lucros e Resultados de R$ 2 mil. As empresas de ônibus oferecem R$ 600. No ano passado, segundo o Sindmotoristas, a participação nos lucros foi de R$ 800.

Além do reajuste de 7% mais a inflação, a categoria quer aumento do ticket-refeição, dos atuais R$ 16,50 para R$ 22,00. As empresas ofereceram R$ 17,69.

O piso salarial de motorista de ônibus em São Paulo é de R$ 2.151,40 e de cobrador é de R$ 1.244,20. A data base é em maio. No ano passado, o aumento foi de 10%.

A paralisação, apesar de ser apenas dos motoristas da capital paulista, atingiu os ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU que usam terminais compartilhados com a SPTrans.

Ao menos 22 linhas intermunicipais sofreram impactos.  No Terminal Sacomã, foram 19 linhas atingidas, que embarcaram e desembarcaram fora do local, atrasando as operações. No Terminal do Grajaú, três linhas foram afetadas. Todas elas levam a cidades como Guarulhos, Arujá, Taboão da Serra, Cotia, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Uma pergunta:

    Qual medida precisa ser tomada para que os buzões sejam limpos internamente, mas limpos mesmo ?????????????????????

    E para e para que os contratos sejam cumpridos ?????????????????

    Fica ai para reflexão.

    Att,

    Paulo Gi

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