ENTREVISTA: Governo de São Paulo estuda rescindir contrato com Alstom por atrasos na modernização do Metrô

Clodoaldo Pelissioni

Secretário de Transportes Clodoaldo Pelissioni e Governador Geraldo Alckmin apresentando chegada de “tatuzão” à futura estação Brooklin. Atrasos na modernização do sistema de sinalização que poderia permitir mais trens do metrô nas linhas podem fazer com que governo rescinda contrato com a Alstom

ESCUTE A MATÉRIA E A DECLARAÇÃO DO SECRETÁRIO NESTE LINK:

http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2015/05/07/GOVERNO-DE-SP-ESTUDA-RESCINDIR-CONTRATO-COM-A-ALSTOM-POR-ATRASOS-EM-OBRAS.htm

SUGESTÃO DE CABEÇA: Governo do Estado de São Paulo pode rescindir contrato de modernização de linha s do metrô com a Alstom por causa de atrasos nos cumprimentos dos prazos. As linhas deveriam ter um sistema que permite mais trens, reduzindo a lotação. Além disso, estações deveriam ter portas nas plataformas para aumentar a segurança dos passageiros

Texto:

O metrô de São Paulo está entre os mais lotados do mundo, de acordo com o CoMet, um comitê internacional que reúne especialistas e gestores de sistemas metroferroviários de diversos países.

Em alguns horários, já foram registradas 11 pessoas por metro quadrado dentro das composições.

O que poderia ajudar na solução deste problema ainda não se tornou realidade. É um sistema de sinalização que permite a colocação de mais trens nas linhas.

Promessa do Governo do Estado de São Paulo, este sistema não foi implantado integralmente  nas linhas 1 – Azul, 2 – Verde e 3 – Vermelha.

Diante dos atrasos dos cronogramas, o secretário estadual dos transportes metropolitanos , Clodoaldo Pelissioni,  disse que estuda rescindir o contrato com a Alstom, empresa responsável por esta modernização do sistema

SONORA

Algumas portas de proteção nas plataformas foram instaladas há cinco anos, mas nunca funcionaram.

O equipamento reduz os riscos de queda de passageiros e objetos nos trilhos.

Nesta quinta-feira, o secretário de transportes e o governador Geraldo Alckmin acompanharam a chegada do terceiro “tatuzão” à futura estação Brooklin, da linha 5 Lilás do Metrô.

O equipamento é usado para a abertura dos túneis para a implantação da linha.

De São Paulo, Adamo Bazani.

METRÔ DIZ QUE JÁ APLICOU R$ 77 MILHÕES DE MULTAS A ALSTOM E FALA EM FALTA DE PERSPECTIVAS DA EMPRESA EM RELAÇÃO AO NÃO CUMPRIMENTO DE PRAZOS:

O CBTC está em operação em toda extensão da Linha 2-Verde do Metrô aos sábados e domingos. Entre Sacomã e Vila Prudente, na própria Linha 2, o sistema de sinalização funciona todos os dias, pois este trecho é novo e foi projetado e implantado com o CBTC, assim como a Linha 4-Amarela.
 
As demais linhas do Metrô foram concebidas e implantadas com outro sistema de sinalização. Para modernização do sistema de sinalização e implantação do CBTC nas linhas 1, 2 e 3 o Metrô realizou processo licitatório e assinou contrato com a Alstom em julho de 2008.
 
Pelo atraso no cronograma de implantação do CBTC, o Metrô aplicou à Alstom multas que somam R$ 77 milhões, valor máximo previsto em contrato. Também foi iniciado um procedimento arbitral internacional para tratar das divergências e prejuízos sofridos pelo Estado de São Paulo e por sua população em consequência do atraso na implantação do sistema. O prazo inicial para implantação do sistema pela Alstom nas três linhas era de 32 meses. Hoje, o Metrô estuda a possibilidade de rescisão contratual com a Alstom, diante da falta de perspectiva para conclusão do objeto e do atendimento às especificações previstas em contrato.
 
Já o contrato para implantação de portas de plataforma em Vila Matilde e outras 11 estações da Linha 3 foi assinado com consórcio formado pelas empresas Poscon (coreana) e a Trends (brasileira), após realização de processo licitatório específico (diferente do contrato de implantação do CBTC). A Trends apresentou problemas de ordem financeira, levando à paralisação temporária dos serviços de implantação das portas de plataforma no início de 2011. O Metrô negociou com a empresa coreana, que assumiu a execução do objeto contratado, e retomou os trabalhos em junho de 2012.
 
Pela falta de capacidade demonstrada pela Poscon na conclusão da implantação das portas de plataforma na estação Vila Matilde – a primeira escolhida para receber o equipamento, das 12 estações previstas em contrato – o Metrô decidiu rescindir o contrato. E, pelo atraso na entrega em relação ao prazo estipulado, aplicou multa no valor máximo previsto em contrato, de 10% do valor total.
  
Em São Paulo, as portas de plataforma passaram a ser instaladas e incorporadas aos novos projetos a partir de 2009, como na extensão da Linha 2 (Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente), na extensão da Linha 5 (Adolfo Pinheiro e futuras estações), nas linhas 4 e 15, as mais novas do sistema, que já tiveram sua construção concebida com estes equipamentos.
Metrô de São Paulo

RESPOSTA DA ALSTOM

As portas de plataforma atualmente instaladas no Metrô de São Paulo não foram fornecidas pela Alstom e não são parte do escopo do contrato de modernização do sistema de sinalização CBTC para as Linhas 1, 2 e 3 do Metrô. O não funcionamento das portas instaladas não tem nenhuma relação com o sistema de fornecimento Alstom.

Sobre o contrato Alstom, a empresa está trabalhando arduamente para atender ao escopo que lhe compete e mantém reuniões regulares com o cliente sobre o andamento do projeto. A responsabilidade pelo atraso na implantação do sistema está sendo discutida em processo de arbitragem jurídica entre o Metrô e a Alstom.

Sobre a declaração de uma possível rescisão deste contrato, a Alstom lamenta que o tema seja levado a público sem sequer ter sido iniciada qualquer discussão com a empresa sobre

Alstom

2 comentários em ENTREVISTA: Governo de São Paulo estuda rescindir contrato com Alstom por atrasos na modernização do Metrô

  1. Amigos, bom dia.

    Uma questao deste porte, nao se resolve com rescisao contratual.

    Ha muitas outras formas mais eficazes.

    Seguir o exemplo Estrada de Ferro Sorocabana, seria um bom comeco.

    Att,

    Paulo Gil

  2. O atual governo é incompetente demais na gestão do sistema de transporte e outros temas, ver a linha amarela 4 que há atraso gigante e nada acontece com a empreiteira que executa a obra, passem ao lado das obras (vila Sônia, estação oscar freire e Mackenzie) e nã há´nnguém trabalhando, veja a linha lilás e a velocidade de implantação….daqui a 100 anos teremos metrô em SAMPA neste ritimo. Eu hoje uso o ônibus, metrô nem um pouco confiável em termos de disponibilidade, todo dia acontecem panes…

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