Mercedes-Benz apresenta eixo mais leve para linhas de ônibus de 15 e 17 toneladas

eixo estampado

Mercedes-Benz muda eixos traseiros de ônibus . De acordo com a montadora, processo deixa material mais leve, influenciando na manutenção e reduzindo o consumo. Divulgação Mercedes-Benz

Mercedes-Benz apresenta eixo mais leve para linhas de 15 e 17 toneladas

De acordo com montadora, peça também é mais resistente e de fácil manutenção

ADAMO BAZANI – CBN

A Mercedes-Benz substituiu os eixos traseiros das linhas de ônibus de 15 e 17 toneladas, de motor na frente, usados para serviços escolares, urbanos, intermunicipais e rodoviários para curtas e médias distâncias.

O novo eixo traseiro estampado R 390 substitui nestas linhas o eixo traseiro de carcaça fundida HL 4.

Em nota, o gerente sênior de Marketing de Produto Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Curt Axthelm, afirma que a peça é mais leve, influenciando na produtividade e economia nas operações dos ônibus, além de ter uma durabilidade maior.

“O produto estampado se destaca pela redução de peso, mantendo, porém, a mesma robustez. Além disso, ele facilita a montagem e manutenção, assegurando ainda baixo nível de ruído e alta durabilidade. Isso potencializa os benefícios para os clientes” – disse Curt Axthelm.

Ainda na nota, a Mercedes-Benz explica que os eixos têm versões diferentes de acordo com cada modelo. No caso dos ônibus de 15 toneladas, a aplicação do novo eixo aumentou a capacidade de carga dos veículos.

“O eixo Mercedes-Benz R 390 (carcaça estampada) substituiu então o HL 4 (carcaça fundida) nos chassis OF 1519 (versão R 390 – 10.5 / S 22.5) e nos chassis OF 1721 e OF 1724 (versão R 390 – 11.5 / S 22.5), modelos com suspensão metálica. Este novo eixo já é aplicado nos chassis OF 1721 L e OF 1724 L com suspensão a ar. A versão R 390 – 10.5 / S 22.5 unificou os eixos para chassis OF de 15 toneladas, além de ter sua capacidade de carga elevada em 500 kg, quando comparado com o antigo eixo HL 4 / 060 D-10.”

Uma peça fundida tem a matéria-prima derretida e colocada num molde. Ela pode ser mais suscetível a problemas como trincas.  Já a estampagem consiste em processo de “prensagem” em máquinas especiais. Neste caso, a matéria-prima fica mais compacta.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transporte.

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