Governo Federal limita PAC e outros recursos que beneficiariam transportes

ônibus

Obras de corredor de ônibus. Governo Federal anuncia limite de gastos que pode afetar transportes.

Governo Federal limita gastos do PAC e outros setores que beneficiariam transportes

Gastos não devem passar de R$ 50 bilhões até definição de novo orçamento

ADAMO BAZANI – CBN

O Governo Federal publicou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2015, no Diário Oficial da União, limites de verbas de órgãos, fundos e entidades do Poder Executivo até que o tamanho dos cortes de recursos no Orçamento deste ano seja definido, o que deve ocorrer em 30 dias.

Os valores que devem ser empenhados até maio podem no máximo ser de R$ 50,089 bilhões.

Entre os investimentos que vão ter recursos limitados estão dos Ministérios do Turismo, das Cidades, Transportes e as liberações do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, todos relacionados direta ou indiretamente à mobilidade urbana e transporte rodoviário de passageiros.

Recursos do PAC e do Ministério das Cidades financiam, por exemplo, corredores de ônibus, linhas de metrô e modais como VLT – Veículo Leve sobre Trilhos e monotrilho.

Já o Ministério dos Transportes atua, por exemplo, em conservação de rodovias e ferrovias e do Turismo pode fomentar iniciativas que aumentem a demanda de passageiros.

Os recursos do PAC foram limitados assim, até a definição do novo orçamento, em R$ 18,983 bilhões.

O Ministério das Cidades só vai poder gastar até R$ 7 bilhões no total até maio.

O limite do Ministério dos Transportes será de R$ 4,154 bilhões.

A medida faz parte dos cortes do Governo Federal para ajustar as contas públicas que não receberam a atenção necessária nos últimos dez anos, com gastos acima da capacidade de investimento. Além disso, com a economia registrando crescimento praticamente zero, a arrecadação do poder público também cai.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Governo Federal limita PAC e outros recursos que beneficiariam transportes

  1. Amigos, boa noite.

    O problema do Brasil não é esse.

    Pode reduzir a verba para U$ 1,00 ou aumentar para U$ 99 zilhões; não fará a mínima diferença.

    Se continuarem aplicando as verbas como elas vem sendo aplicadas, ou seja, tudo mal feito para ser refeito e as vezes nem sabendo porque fez sistema “A” ao invés do “B” (exs. VLT, BRT, Metro, trem, AEROTREN e outros tantos); não é “apertando cinto nenhum” que serão obtidos resultados positivos.

    Exemplos recentes para ficar mais didático.

    Fonte em 23.04.15 – 23:25:
    https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/04/22/falta-de-planejamento-pode-comprometer-vlt-no-rio-de-janeiro/

    “Questionado pela CBN sobre quantas linhas de ônibus serão substituídas no Centro após a implantação do VLT, o subsecretário de Planejamento da Secretaria Municipal de Transportes, Alexandre Sansão, não soube responder.

    A falta de planejamento pode gerar problemas, a exemplo do que aconteceu com o BRT Transoeste. Com o sistema mal dimensionado, os ônibus que circulam pelo corredor estão sempre lotados. Meses após a inauguração, em junho de 2012, a pista do BRT já estava cheia de remendos. O roteiro semelhante se repete no VLT. A prefeitura ainda vai se reunir com o governo do estado e as concessionárias para definir a integração com outros transportes.”

    Será que nunca vão fazer alguma obra bem feita.

    Ahhhh e ainda tem os viadutos que despencaram em Minas Gerais e mais um montão de coisas e obras nesse Brasilzão afora tudo no “male male”; afinal o contribuinte paga.

    Eu sei que estou falando o óbvio, mas na atual situação é necessário, afinal contribuinte pode ser trouxa, mas muiiiiiiiiiiiiiiiiiito trouxa não.

    A fonte pode secar, ai quero ver…, nem BUS PARADOR TRANSIT poderá ser feito

    É bom já começar a pensar em colocar motor diesel, nos Torinos elétricos que sairam de circulação

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: