Levantamento mostra que paulistanos deixariam o carro por ônibus fretados

Publicado em: 11 de março de 2015

ônibus fretado

Ônibus de fretamento. Dados do setor fazem parte de banco de informações da ANTP e podem ajudar na formulação de políticas públicas.

Pesquisa mostra que 39% dos paulistanos trocariam o carro pelo ônibus fretado
Informações sobre os serviços de fretamento passam a integrar banco de dados da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos
ADAMO BAZANI – CBN
Apesar de alguns avanços em relação a mais vias por onde possam circular os ônibus fretados na gestão Fernando Haddad, a administração ainda não se posicionou de forma efetiva sobre se vai realmente flexibilizar as regras para este tipo de transporte.
A restrição aos fretados começou em agosto de 2009, na gestão do então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sucessor e ex-apoiador de José Serra do PSDB, mas agora é Ministro das Cidades no governo petista de Dilma Rousseff.
A medida foi considerada um passo atrás para a mobilidade urbana. As paradas dos ônibus fretados deveriam ser organizadas, mas deu menos trabalho para a prefeitura restringir as vias de circulação.
Diversos estudos mostram que boa parte do público que usa o ônibus fretado não migraria imediatamente para o transporte urbano e metropolitano e que este tipo de serviço auxilia na redução de veículos particulares nas ruas.
Uma pesquisa de opinião feira pelo consultor em engenharia de trânsito, Horácio Figueira, a pedido do Transfretur – Sindicato das Empresas de Transporte por Fretamento e por Turismo da Região Metropolitana de São Paulo, mostra que 39% das pessoas que usam estacionamentos na região central da cidade declararam estar dispostos a deixar seus carros e motos em casa e usar ônibus fretados, principalmente se estes veículos pudessem trafegar por mais áreas em São Paulo.
Forram ouvidas 750 pessoas em 151 estacionados no centro da capital paulista.
Além da comodidade, o custo do ônibus de fretamento pode ser uma vantagem, que foi levada em consideração pelos entrevistados.
Por mês, para manter um carro, em média o custo é de R$ 810. Andar de ônibus fretado custa aproximadamente R$ 400.
FRETAMENTO PASSA A FAZER PARTE DE BANCO DE DADOS DA ANTP:
Especialistas em mobilidade urbana são unânimes em reconhecer a importância do fretamento para a diminuição dos congestionamentos e poluição em grandes e médias cidades.
E institucionalmente, o setor tem ganhado reconhecimento, bastando agora mais ações do poder público em diversas cidades.
Recentemente, a ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos, incluiu no SIM – Sistema de Informações da Mobilidade Urbana, um banco de dados a respeito do setor de fretamento no País.
A disponibilização destas informações pode ajudar a população a entender melhor a importância dos fretados para reduzir o uso dos carros particulares e auxiliar as cidades na elaboração de políticas de mobilidade que levem em conta esta opção.
O fretado não concorre diretamente com o ônibus urbano e metropolitano ou o metrô. A maior parte dos passageiros dos fretados tem o perfil de deslocamento baseado em transporte individual. Mas mesmo que algumas pessoas deixem o transporte público para o fretado, o impacto seria a redução do excesso de lotação no metrô e em algumas linhas de ônibus.
A inclusão nos dados do transporte de fretamento no SIM faz parte de uma parceria entre a ANTP, a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (Fresp) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Curitiba e Municípios do Paraná (Sinfretiba).
Em nota, a Fresp explica que até dados sobre custos fazem parte do conjunto de informações:
“O SIM, que existe desde 2003 e foi desenvolvido em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é um banco de dados e informações com grande credibilidade. Ele permite aos setores públicos federal, estaduais e municipais o acompanhamento adequado das várias facetas de caráter econômico e social envolvidas na dinâmica do transporte e trânsito urbanos dos municípios brasileiros, com população superior a 60 mil habitantes. A diretora executiva da Fresp, Regina Rocha, acredita que a inclusão do fretamento no SIM garante um espaço importante para o setor. “Estamos oferecendo informações relevantes ao público, que poderá conferir no portal temas como oferta e demanda, a estimativa dos consumos e custos relativos à sua operação, a emissão de relatórios analíticos e comparativos e a integração às informações constantes no site da ANTP. As informações do novo banco de dados do SIM podem ser consultadas http://antp.org.br/website/produtos/relatorio-fretamento.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Esse tema e facil.

    Sabe qual e o problema dos fretados ?????

    ELES FUNCIONAM.

    Ai foi boicotado com as restricoes.

    Funciona, primeiro porque os fretadoes sabe o que o passageiro gosta, pinturas lindas metalicas e rodas cromadas, piloto suave, buzao limpo, som de qualidade , video, tv, mesa de jogos, ar condicionado e so lotacao de bancos e muitos outros quesitos, incluindo a pontualidade.

    Depois e adminitrado pela iniciativa privada e normalmente um dos passagriros e voordenador da linha.

    Ai o bicho pegou, tava fazendo muito sucesdo, ai restricso neles, ate tem apachezinjo com parte da pi tura metalics, mas isso nao foi o suficiente.

    Nao da o fretadao e vencedor e sera sempre.

    Nao e mais pelas restricoes.

    “TA ESTRESSADO ? VA DE FRETADO.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzao e Emocso e a Paixao”

    1. vagligeirinho disse:

      O problema dos fretados é a questão de estacionamento e circulação. Por mais que ajude na diminuição da circulação de veículos particulares, por ele não ser um veículo de circulação aberta para transporte público, isso acaba acarretando em problemas de congestionamento.

      Veículos fretados em sua grande parte são ônibus padrão rodoviário de longa distância ou interurbanos rodoviários. São mais altos e largos que ônibus urbano, obviamente.

      Muitos dos problemas no passado que culminaram na proibição dos fretados foi justamente pelo tamanho atrapalhar na hora do desembarque ou estacionamento nas empresas. Lembremos que muitos dos usuários dos fretados desciam na região da Sé (com suas estreitas ruas) ou a região financeira da Berrini / Brooklin / Morumbi (sempre movimentada, e que com alguma interferência, o resultado é congestionamento).

      Não sou contra fretados, mas que se seja feita uma regulamentação clara e direta, que dê as permissões necessárias para que os veículos façam seu trabalho (Deixar o trabalhador direito a empresa), sem onerar o trânsito.

      Se tirar as restrições dos fretados sem controle, volta um trânsito ao centro devido aos anda-e-para que muitos fretados fazem.

      1. alexandro disse:

        Concordo vagligeirinho!
        Em 2009 a rede globo estava com raiva dos fretados pois eles atrapalhavam o transito da berrini! Fizeram uma campanha e o kassab os proibiu. Como ministro das cidades acho que eles não voltam (erro da Dilma).

        Seria interessante se ao invés deles pararem 5 vezes na berrini (exemplo hipotético), criarem um controle de parar por exemplo 2 vezes em ruas próximas a ela!

        O pessoal que antes ia até a paulista agora vai até santos imigrantes ou vila madalena e pega o metrô e gasta 150 a mais por mês! Seria legal se tivesse uma parada para fretado perto do masp e ai diminuiria a lotação do metro, as pessoas iam fazer uma caminhada, gastava os 150 fazendo outra atividade …

        E fazer isso para outras regiões tais como faria lima, sé, barra funda …

Deixe uma resposta