Greve de ônibus em Curitiba e região metropolitana é descartada

ônibus Curitiba

Ônibus em Curitiba. Greve é descartada e valor diferente do pagamento com cartão e com dinheiro vai ser por mais três meses. Foto: Adamo Bazani

Greve de ônibus em Curitiba e região é descartada
Sindimoc aceitou proposta do Ministério Público do Trabalho. Já o valor diferente de pagamento com cartão e com dinheiro será por mais três meses. Créditos de R$ 3,15 valem por cinco anos
ADAMO BAZANI – CBN
A greve de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba e região metropolitana foi descartada nesta segunda-feira pelo Sindimoc – sindicato que representa a categoria.
Os trabalhadores aceitaram a proposta apresentada na sexta-feira passada pelo MPT – Ministério Público do Trabalho para o dissídio coletivo.
De acordo com o MPT, o reajuste salarial será de 9%. O vale-alimentação passa a ser de R$ 415 e o abono salarial é de R$ 350.
As empresas apresentaram proposta de 7,13% de reajuste salarial e R$ 385 de vale-alimentação. Os trabalhadores queriam 10,34% de aumento, R$ 500 de vale-alimentação. O abono de R$ 350 já era consenso.
ACORDO PARA VALIDADE DE PEÇO DIFERENCIADO PELO CARTÃO:
Também nesta segunda-feira, a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., que gerencia os transportes municipais na capital paranaense, divulgou que na última sexta-feira firmou um acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Estado do Paraná.
Pelo acordo, os créditos de R$ 3,15 comprados para o cartão eletrônico dos ônibus urbanos municipais terão validade por cinco anos, mesmo com aumentos de tarifa.
Hoje, a cobrança no valor da passagem se dá de duas maneiras: R$ 3,15 para quem paga pelo cartão e R$ 3,30 em pagamento com dinheiro.
No entanto, pelo TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, esta cobrança diferenciada vai valer apenas pelos próximos três meses para equilibrar as integrações com os ônibus metropolitanos, que cobram R$ 3,30, independentemente de o pagamento ser com dinheiro, cartão ou um passe de papel.
A bilhetagem das linhas metropolitanas integradas gerenciadas pela Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, órgão do governo do estado do Paraná, passa por mudanças e será diferente dos ônibus municipais, como ocorria há anos.
A separação se deu por impasses políticos entre o governador do Paraná, Beto Richa, e o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: