Viação Cidade de Mauá, de Baltazar, pode voltar

Viação Cidade de Mauá

Ônibus da Viação Cidade de Mauá. Se STJ conceder decisão favorável à empresa, Mauá pode ter dobradinha VCM e Suzantur.

Empresa de Baltazar pode voltar a Mauá STJ vai analisar recurso de defesa da Viação Cidade de Mauá que foi descredenciada pela prefeitura ADAMO BAZANI – CBN Após toda a polêmica sobre a volta do monopólio dos transportes de Mauá, com a colocação por parte da administração de Donisete Braga de apenas a Suzantur para prestar todos os serviços, a Viação Cidade de Mauá, de propriedade direta do empresário Baltazar José de Sousa, pode voltar a operar no município do ABC Paulista, dependendo de uma decisão judicial do STJ a ser tomada em 28 de março. A Suzantur hoje usa alguns ônibus da antiga Viação Estrela de Mauá, fundada por Baltazar José de Sousa, e funciona numa garagem, no Jardim Zaíra 4, também de propriedade de Baltazar. A volta da Viação Cidade de Mauá pode ocorrer depois do julgamento, no dia 28 de março, de um recurso apresentado pela empresa ao STJ – Superior Tribunal de Justiça. A empresa foi descredenciada pela prefeitura por suposta consulta indevida ao sistema de bilhetagem eletrônica em outubro de 2013. Mas, na alegação da companhia, ela não poderia ser retirada das ruas porque faz parte do Grupo BJS – Baltazar José de Sousa, que está em recuperação judicial em razão das dívidas trabalhistas, com fornecedores e tributárias que as viações possuem. A atitude prejudicaria a recuperação que se arrasta por anos. Em novembro de 2013, o juiz Rosselberto Himenes, do Tribunal de Justiça do Amazonas, concedeu direito da empresa operar, anulando a decisão administrativa da prefeitura. Em dezembro de 2013, o município recorreu ao presidente do TJ-AM, Ari Jorge Moutinho da Costa, e conseguiu suspender a liminar. Baltazar então recorreu e em junho de 2014, o mesmo desembargador acolheu a reconsideração da Viação Cidade de Mauá, fazendo valer a decisão de Rosselberto Himenes. Em julho de 2014, a administração recorreu ao STJ – Superior Tribunal de Justiça. O ex-ministro da corte, Gilson Dipp, derrubou a decisão favorável a Viação Cidade de Mauá. No dia 28 de março de 2015, é o plenário do STJ que vai analisar o caso. Se a maioria dos ministros cassar a decisão de Dipp, a Viação Cidade de Mauá volta a operar as 31 linhas do lote 01. Ao jornal Diário do Grande ABC, o administrador judicial do Grupo de Baltazar, Ewerson Dias, disse que a empresa mantém parte dos funcionários e os 130 ônibus. Se a decisão for favorável, ele garante que em uma semana, a empresa volta a funcionar. A prefeitura de Mauá não se pronunciou e não informou se tem interesse em recorrer. Baltazar teve a prisão decretada em 09 de fevereiro pelo STF – Supremo Tribunal Federal por crimes contra a ordem financeira. A defesa nega e recorre. O dono de empresa de ônibus não foi encontrado. DESCREDENCIAMENTO AINDA GERA DÚVIDAS: Os transportes em Mauá estiveram sob regime de monopólio por 30 anos, sob a operação de Baltazar José de Sousa. Em 2010, este monopólio foi quebrado com a entrada por meio de licitação da Leblon Transporte de Passageiros, que além de começar os serviços com 100% de frota zero quilômetro e com acessibilidade, trouxe outros conceitos de operação na cidade. A empresa tinha a aprovação da maioria dos passageiros e não fazia parte do grupo dos mineiros, ao qual integram empresários como Ronan Maria Pinto e Baltazar José de Sousa, sendo iniclamente liderado por Constantino de Oliveira. Mas a Leblon nunca operou com tranquilidade. Inicialmente era a Estrela de Mauá, fundada por Baltazar, que contestava a vitória da Leblon. A empresa depois foi passada para o nome de David Barioni Neto, que diz ter comprado a viação e já foi executivo de confiança de Constantino de Oliveira na Gol Linhas Aéreas.. Depois foram investidas da própria prefeitura, alegando que a empresa junto com a Viação Cidade de Mauá, consultou sem autorização os dados de bilhetagem eletrônica da cidade. A versão do prefeito Donisete Braga, do PT, foi contestada até pela procurada do município, Thaís de Almeida Miana, em parecer de 27 de junho de 2013, no qual recomendava uma nova sindicância, com mais dados técnicos. A usada pela prefeitura tinha mais elementos testemunhais e foi considerada subjetiva. O prefeito Donisete Braga e o então secretário de mobilidade urbana, Paulo Eugênio Pereira, candidato pelo PT derrotado nas últimas eleições para o cargo de deputado estadual, ignoraram a recomendação. Quando as decisões judiciais foram contrárias tanto para a Viação Cidade de Mauá como para a Leblon, em dias muito próximos, a administração de Donisete Braga decidiu tirar de vez a Leblon, que não fazia parte do monopólio anterior, mas a Viação Cidade de Mauá foi retirada num processo suave de perda de linhas que durou quase um ano. O prefeito negou perseguição a Leblon e disse que a decisão de tirar a empresa da família Isaak, do Paraná, de uma só vez em detrimento da companhia de Baltazar foi de sua administração com base na realidade jurídica da época. Donisete Braga e Paulo Eugênio prometeram várias vezes em entrevistas que o monopólio dos transportes não voltaria à Mauá. O ex-secretário em audiência na Câmara no dia 12 de fevereiro de 2014 chegou a apresentar um modelo com dois lotes, cada um com 50% das linhas. Mas na prática, a licitação restabeleceu o monopólio. A Suzantur, de Claudinei Brogliato, e que já teve como sócio Ângelo Roque Garcia, irmão de José Garcia Neto, do Banco Caruana, ao qual Baltazar tem débitos, já tinha sido chamada emergencialmente por Donisete Braga e ganhou uma licitação pouco competitiva: só quatro concorrentes sendo a Express Brasil, empresa de São Paulo que surgiu a partir de atividades de perueiros, Princesa e Viação Diadema, de Baltazar, e a própria Suzantur. Donisete Braga disse que a Suzantur renovaria 100% a frota da cidade até dezembro do ano passado, o que não ocorreu. Depois a promessa foi para fevereiro, mas não foi cumprida. Agora, ficou para abril. A empresa alega demora na entrega por parte dos fabricantes de ônibus e os veículos têm vindo em lotes. A Suzantur deve continuar na garagem de propriedade de Baltazar e os ônibus da Estrela de Mauá também devem continuar fazendo parte da frota. Havendo decisão favorável no dia 28 de março, Mauá pode ter a dobradinha Viação Cidade de Mauá e Suzantur. A prefeitura não afirmou se vai recorrer. A Leblon não deve mais voltar à cidade. A empresa não demonstrou interesse num possível retorno. Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

14 comentários em Viação Cidade de Mauá, de Baltazar, pode voltar

  1. Trabalhei de prestador de serviços da prefeitura e sei. Esse é o jogo do sr. prefeito de Mauá Donizete Braga. O alvo era a Leblon porque não pertencia ao grupinho que sempre pagou uns por fora para prefeitura. Vocês não sabem o quanto de favorzinhos esses empresários de ônibus fazem para o prefeito e companhia. Prefeito que apaente ter um patrrimônio superiuor aos seus ganhos.
    Donizete, o prefeito dos barões das empresas de ônibus. Ele está servindo o grupo empresarial do banco que todo o mundo tem o rabo preso.
    Não basta a Suzantur colocar onibus novo. A moral vale mais que isso e a leblon tinha onibus excelentes. ainda bem que ela saiu desse lixo. não duvido que poderiam matar o dono igual mataram o Celzo Daniel

  2. Tudo jogada e independente do resultado, vai ficar elas por elas. O Baltazar enche o de dinheiro com o aluguel da garagem. Todo mundo de confiança da Etrela hoje é de confiança dessa Suzantur.
    O que importa é que o Donisete Braga fez bem seu papel e pois de volta o monopolio dos transportes na cidade de Baltazar.
    2016 não me aguarde nas urnas, não vou voltar em você prefeito. Pede pro Baltazar votar em você, pede pra Suzantur votar em você, já que você só governa para eles.
    Obrigado e espero que até nunca mais Donizete em Mauá.

  3. O pior prefeito de Mauá, sem dúvida.
    O que precisaria em Mauá:
    1) Impeachment do prefeito
    2) Suspender a licitação de 2008 e a de 2014 que entregou a cidade ao banco Caruana
    3) Novas eleições em Mauá
    4) Nova licitação proibindo a Suzantur, a Leblon, a Viação Cidade de Mauá, a Estrela de Mauá, TransMauá e qualuer empresa ligada ou com alguém ligado ao Ronan Maria Pinto, ao Baltazar José de Souza, ao Donizete Braga, ao Constantino de Oliveira, ao Cidão, ao David Barioni
    5) A licitação tem de ser concorrencial de verdade, não essa plalhaçada que foi.
    6) Duas empresas de grupos diferentes, no mínimo.
    7) Garantia de emprego aos atuais funcionários dos transportes
    8) Investigação imediada do Ministério Público sobre as ações do exmo sr. prefeito Donizete Braga e do Paulo Eugênio
    9) Colocar assim Donizete Braga e Paulo Eugênio na Lei da Ficha Limpa para que não concorram.
    10) Povão tem de ir às ruas, sem violência, dizendo NÃO aos transportes que hoje são praticados.

  4. Adamo, bom dia.

    Com relacao a ultima frase: “A Leblon nao deve mais voltar a cidade” isso significa:?

    a) Por decisao judicial em ultima instancia

    OU

    b) Por decisao da Leblon

    ???????????

    At,

    Paulo Gil

    • Até onde sei, a Leblon não possui mais interesse na cidade já que teme que sejam criados outros imbróglios a qualquer momento, mas deve buscar o ressarcimento do prejuízo que alega ter sofrido. Não se trata de decisão judicial, porque não está transitado em julgado.

  5. mas vamos pensar um pouco, esse cara está ai porque foi votado e eleito pela maior parte da população de Mauá não adianta ficar reclamando de tudo de errado que ele faz e sim temos que agir e mostrar que a população está insatisfeito com o jeito dele governar que o povo de Mauá é um povo trabalhador e que merece ser valorizado, então nas próximas vamos pensar bem e votar consciente não vamos chegar lá e achar que é só uma obrigação mas sim a escolha do futuro da nossa cidade.

  6. #voltaleblon

    vamos ser sinçeros. A suzantur não está boa. Se não se ajeito em todo este tempo, esquece.
    parei de usar ônibus em mauá. se você ver um monte de carro congestionando a barão, eu tou no meio, mas com dignidade. todo mundo, inclusive este site, fala em usar transporte público. mas do jeito que é mauá, não dá. É bagunça mesmo. A empresa ninguem fiscaliza.
    O Donizete tirou meu orgulho de ser mauaense.

  7. João Ayrton Lambiase // 7 de março de 2015 às 21:03 // Responder

    É um jogo de interesse. as emprêsas de onibus fazem o que bem entendem porque pre$tam favore$ aos orgãos competêntes, haja visto que, o usuário pode reclamar quanto quiser para EMTU, SPtrans ou qualquer outro orgão que gerencie o transporte de passageiros, eles enrolam e não fazem nada, NUNCA vi uma emprêsa de onibus ser punida em razão de reclamação.

  8. Adamo, boa tarde.

    Você sabe qual foi a decisão tomada pelo STJ no último sábado, dia 28? Ainda não vi nenhuma notícia na mídia sobre isso.

    Obrigado!

  9. gorge luis lima duarte // 30 de março de 2015 às 22:02 // Responder

    acidede de maua presica valta para da enprego au morrador de maua

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