Transporte em Curitiba: Impasse continua e prefeitura rejeita proposta do estado

ônibus

Ônibus na região metropolitana de Curitiba. Governo do estado do Paraná e prefeitura de Curitiba não entram em acordo mais uma vez sobre os subsídios entre linhas municipais e metropolitanas. Modelo de integração na RIT, uma das principais características do sistema, pode acabar. Foto. Adamo Bazani.

Transporte em Curitiba: Prefeitura rejeita proposta do Governo do Estado
Impasse continua e Comec não descarta fim das transferências gratuitas entre metropolitanos e municipais na RIT – Rede Integrada de Transporte
ADAMO BAZANI – CBN
O impasse para resolver os problemas financeiros do sistema de transporte de Curitiba e Região Metropolitana continua, o que pode colocar ainda mais em risco as integrações entre os ônibus municipais da capital paranaense e os intermunicipais das outras 13 cidades que compõem a RIT – Rede Integrada de Transporte, principal característica do sistema, alem dos corredores exclusivos e das estações-tubo.
Nesta sexta-feira, a prefeitura de Curitiba negou nova proposta do governo do estado em relação ao pagamento dos subsídios para as integrações tarifárias.
Desta vez, a Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, do governo do estado, propôs ao órgão municipal gestor Urbs – Urbanização de Curitiba S.A. dividir meio a meio o custeio da tarifa-técnica, que é a diferença entre o que é pago pelo passageiro e o custo real de operação por pessoa. Até o momento, a tarifa social, a do passageiro, é de R$ 2,85, A tarifa-técnica é de R$ 3,18.
De acordo com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, os empresários de ônibus indicam que a tarifa-técnica deveria passar dos atuais R$ 3,18 para um valor entre R$ 3,60 e R$ 3,80. Com isso, a tarifa paga pelo passageiro deve ultrapassar R$ 3,00.
A Comec inicialmente neste ano tinha apresentado uma proposta que reduzia de R$ 7,5 milhões por mês para R$ 2,3 milhões os subsídios para complementar as integrações entre os ônibus municipais e metropolitanos. A decisão teve como base uma pesquisa de origem e destino feita pela Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP – Universidade de São Paulo em 2014, que apontou que os custos das linhas metropolitanas dentro da RIT são menores do que a Urbs alegava e que a demanda é maior.
Assim, na prática, de acordo com o estudo, as linhas metropolitanas cobriam o déficit das municipais.
As empresas estão sem receber os repasses integrais pela Urbs, que concentrava tanto as verbas de Curitiba e as estaduais. Nesta semana, uma greve afetou por três dias os usuários dos transportes das 14 cidades da RIT. Alegando falta de recursos, as empresas não realizaram os depósitos do “vale”, adiantamento de 40% dos salários previsto em contrato. A greve só acabou depois de o governo do estado liberar R$ 5 milhões para o pagamento destes salários.
A solução foi paliativa. As empresas não receberam ainda boa parte dos mais de R$ 20 milhões em repasses tanto do estado como da prefeitura de Curitiba devidos desde o ano passado.
A prefeitura de Curitiba, em nota, afirma que deve apresentar uma contraproposta na segunda-feira, dia 02 de fevereiro, e informa que vai assumir apenas os subsídios do transporte municipal.
“Curitiba assumirá integralmente sua responsabilidade com o subsídio do transporte urbano, e não pode assumir responsabilidades do governo do estado. Trabalhamos para reduzir a necessidade de subsídios, porém, usuários não podem assumir integralmente a conta. Curitiba também faz parte do estado do Paraná”.
Já o diretor-presidente da Comec, Omar Akel, disse ao portal de notícias da Rede Globo, G1, que o governo estuda acabar com o atual modelo da RIT, havendo separação entre linhas municipais e metropolitanas. Ele já havia declarado algo semelhante durante a greve nesta semana, em uma das audiências de conciliação no TRT – Tribunal Regional do Trabalho.
“Já estamos estudando outras alternativas para o transporte na Região Metropolitana, pois estamos vendo que pode acontecer a desintegração da rede, o que é um retrocesso se tratando de transporte público”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Transporte em Curitiba: Impasse continua e prefeitura rejeita proposta do estado

  1. Amigos, bom dia.

    Isso e de simples solucao.

    As empresas de buzao passam a gerenciar o Estado do Parana e a Prefeitura de Curitiba.

    Ja passou da hora de privatizarmos o ESTADO, pois esta mais do que provado a incapacidade gerencial do ESTADO.

    Vamos modernizar a governanca.

    Afinal “farta” tudo:

    Agua, energia eletrica, trabalho, fazedoria, responsabilidade, etica, moral, eficiencia, eficacia e para fechar com chave de ouro e uma inconstitucionalidade so.

    Precisamos de APE.

    ALGUEM COM PROPOSITO ES
    PECIFICO.

    Att,

    Paulo Gil

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