Greve de ônibus em Curitiba: frota mínima não é respeitada

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Ônibus permaneceram nas garagens na manhã desta segunda-feira durante a greve de motoristas e cobradores em Curitiba e região metropolitana. Foto: Bibiana Dionísio / G1

Greve de ônibus em Curitiba: Frota mínima não é respeitada
Audiência vai tentar dar fim à paralisação
ADAMO BAZANI – CBN
A frota mínima de 70% dos ônibus determinada pela justiça trabalhista não foi respeitada no horário de pico da manhã desta segunda-feira, entre 5h e 9h, durante a greve de motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana.
Nos demais horários, a frota deve ser de 50% de acordo com a determinação judicial.
O Sindimoc – Sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana disse que não foi comunicado oficialmente da decisão tomada sábado à noite, atendendo pedido de liminar feito pela prefeitura de Curitiba.
A justiça determinou, em caso de descumprimento, multa diária de R$ 50 mil ao Sindimoc e outros R$ 50 mil ao Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana.
Para as 17 horas está marcada uma reunião de conciliação entre representantes do Ministério Público do Trabalho, Prefeitura de Curitiba, Governo do Estado, Sindimoc, Setransp, Urbs e Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).
A paralisação afeta pouco mais de 2 milhões de passageiros. Para tentar minimizar os efeitos da greve, a Urbs, gerenciadora local, cadastrou vans e transportadores autônomos.
Os trabalhadores reclamam que não receberam o “vale”, adiantamento de 40% do valor dos salários, previsto em contrato. De acordo com o Sindimoc, aproximadamente 80% das empresas do sistema não realizaram este pagamento.
As empresas alegam que estão sem recursos e que não houve repasse do poder público referente aos serviços prestados e a subsídios.
Há um impasse entre Urbs, órgão gerenciador municipal, de Curitiba, e a Comec, autarquia do estado do Paraná, que envolve os subsídios destinados às integrações entre os ônibus municipais da capital e os metropolitanos das outras 13 cidades que formam a RIT – Rede Integrada de Transporte. A Comec, após pesquisa de origem e destino encomendada da Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, propôs a redução do valor dos subsídios alegando que as linhas metropolitanas, que são de responsabilidade do estado, têm menor custo no sistema do que o estimado pela Urbs.
Nesta manhã apenas duas empresas circularam parcialmente: as metropolitanas Araucária e Reunidas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Greve de ônibus em Curitiba: frota mínima não é respeitada

  1. Bazani, já há gente dizendo que tem um cartel por trás querendo mudar a fatia do queijo. Sabe se lá em Curitiba (e RMC) houve algo similar ao que o Haddad fez em São Paulo, com a auditoria?

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