Integrações entre Curitiba e região metropolitana ameaçadas por impasses entre estado e prefeitura

ônibus

Ônibus metropolitano em Curitiba. Impasse entre prefeitura e governo do estado pode comprometer integrações entre cidades. Foto: Adamo Bazani

Impasse entre Urbs e Comec pode comprometer integrações entre Curitiba e Região Metropolitana
Governo do Estado propõe reduzir de R$ 7,5 milhões para R$ 2,3 milhões por mês os repasses para o sistema metropolitano
ADAMO BAZANI – CBN
As integrações gratuitas entre ônibus municipais de Curitiba e os metropolitanos que servem a capital e as treze cidades vizinhas estão ameaçadas.
Não houve acordo entre a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., que gerencia todo o sistema da RIT na capital e nos treze municípios , e a Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, órgão do Governo do Estado do Paraná, sobre os subsídios mensais que ajudam a manter as integrações.
O órgão da prefeitura recusou nesta segunda-feira, dia 12 de janeiro de 2015, proposta do governo do estado que reduz os repasses de R$ 7,5 milhões por mês para apenas R$ 2,3 milhões.
Segundo a Urbs, o valor é insuficiente para o custeio das integrações.
Como justificativa, o governo do estado, pela Comec, diz que encomendou uma pesquisa de origem e destino que constatou que as viagens metropolitanas são a parte mais “barata do sistema da RIT – Rede Integrada de Transporte” e que elas se sustentariam com os atuais R$ 2,85. Em fevereiro, não está descartado aumento no valor das tarifas.
O governo diz que a integração metropolitana equivale apenas a 27,82% dos custos da RIT, levando em consideração apenas os ônibus intermunicipais que circulam pela capital.
A metodologia da pesquisa do governo do estado é contestada pela Urbs, empresas de ônibus e por especialistas em transportes.
Umas das críticas é que para calcular os subsídios, a pesquisa origem/destino não separa as áreas do transporte de Curitiba em relação ao transporte metropolitano.
Para a Comec, o que precisa de subsídio é o transporte municipal, ainda de acordo com a pesquisa de origem e destino e o governo do estado não ajudaria a pagar o que é “de responsabilidade do município”.
A Urbs, que não havia feito pesquisa semelhante e portanto, não teria como rebater todos os dados, mas alegou em nota que houve uma separação entre as receitas e despesas do transporte municipal e do transporte metropolitano.
“A partir de 01 de janeiro de 2015, a responsabilidade pelo pagamento das empresas de transporte metropolitano passou a ser competência exclusiva da Comec”.
A Urbs ainda acusa o governo do estado de não repassar R$ 16,5 milhões atrasados para o sistema e diz ainda que até 2014, o poder público estadual deveria realizar a licitação dos serviços metropolitanos, o que não ocorreu. As empresas operam com base em contratos antigos firmados com o DER – Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, que não tem mais nenhuma gerência sobre o sistema. Estes contratos também não se enquadram à Constituição de 1988 e à Lei de Licitações que obrigam a escolha do prestador do serviço público após processo de concorrência.
Já o governo do estado diz que a fórmula para cálculo dos subsídios é diferente porque a Urbs leva em consideração os números de passageiros registrados pelas catracas. Já a Comec levou em conta o custo total dos transportes. Este custo, de acordo com o governo estadual, é menor do que o apurado pela autarquia municipal.
A tarifa paga pelo passageiro é de R$ 2,85, mas segundo a Urbs, a tarifa-técnica, que representaria o custo real por passageiro, é de R$ 3,15.
A diferença às empresas é paga pelo poder público.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Integrações entre Curitiba e região metropolitana ameaçadas por impasses entre estado e prefeitura

  1. Amigos, boa noite.

    Que carnaval.

    Isso da samba.

    Ou demissao, pois ninguem saber trabalhar corretamente.

    Ou e ou nao e.

    Contrate um contador que ele faz essa conta com os pes nas costas.

    O que da receita a qualquer empresa na terra ?

    E venda do produto, certo ?

    Certo.

    O que uma empresa de buzao vende ?

    Uma passagem para ir do ponto A ao ponto B, certo ?

    Certo.

    Pronto, e so contar quantas passagens foram pagas, por linha, buzao, ano, mes,semana, pronto acabou o bla bka bla..

    X paasagem pagas + y passagens gratis = faturamento da empesa total

    Sendo que y alguem paga, seja qual orgao for.

    Pura matematica basica da tia Cotinha.

    Att,

    Paulo Gil

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