A tradição dos Ônibus Natalinos

ônibus natalinos

Ônibus natalinos, com decorações simples ou que se tornam verdadeiros espetáculos de luzes e efeitos especiais, viraram tradição em diversas partes do País e também refletem os aspectos políticos e econômicos na relação entre empresas de ônibus e o poder público. Foto Montagem Painel

A tradição dos ônibus natalinos
Na Capital Paulista e no ABC, eles se tornaram marcas para esta época do ano e são aguardados até por quem não é passageiro. É o que mostra artigo do colaborador Marcos Galesi
ADAMO BAZANI – CBN
Dizem que no Natal tudo fica mais bonito, mais brilhante, com mais vida.
Isso se deve acima de tudo pelo significa a data. Para quem acredita, Natal é renascimento, a oportunidade de uma nova vida e entrega já que Deus deu ao mundo o seu filho Jesus para reascender a chama do amor e da solidariedade entre as pessoas. Pensar na vida e no sacrifício de Jesus e tomar suas atitudes como exemplo, ou seja, não se restringir à memória da data, traz um brilho especial que vem de dentro de cada um.
Mas é uma época festiva para o comércio, que registra aquecimento de vendas mesmo nos anos de crise, e as cidades ficam mais enfeitadas.
Os chamados “Ônibus Natalinos”, hoje preparados com grandes recursos de iluminação e até de arquitetura, preparados pelas empresas, aos poucos se tornam tradição em várias cidades do Brasil. Nem sempre eles começaram assim tão pomposos, com iluminação de led, máquinas de sabão que simulam neve, músicas e decoração digna de premiações. A iniciativa que deu origem aos natalinos muitas vezes partia de próprios motoristas que são apaixonados pelos transportes, pelos passageiros e pela data. É o caso do Fumassa (com dois S como ele quer que escreva) da Viação Vaz, de Santo André, na Grande São Paulo, que na época ainda quando as linhas eram operadas pela Viação Padroeira do Brasil, já colocava seu gorrinho de Papai Noel e do próprio bolso bancava as balas que distribuía para a criançada. Neste ano Santo André quebrou a tradição. De acordo com o empresário Ozias Vaz, diante do congelamento das tarifas, os recursos ficaram escassos e não foi possível fazer o Bus-Noel como era chamado. Mas há também a possibilidade de haver uma espécie de retaliação política, segundo apurou o repórter Tiago Oliveira, do jornal Repórter Diário. Fumassa se filiou a um partido político de oposição do prefeito Carlos Grana (PT) e o poder público, diferentemente do Natal passado do veículo para a Copa, não deu apoio à iniciativa.
O técnico em transportes, que também é apaixonado pelo assunto, Marcos Galesi, fez um levantamento sobre a história recente dos ônibus natalinos na Capital Paulista e no ABC. Por causa da grande quantidade de dados e muitas vezes de iniciativas pouco divulgadas seria quase impossível levantar exemplos de todo o país.
Histórias da Metra, da Viação Vaz, da Leblon Mauá, que foi tirada da cidade após um duvidoso descredenciamento até hoje contestado na justiça e que possibilitou o retorno do modelo de monopólio dos transportes, da Sambaíba e da VIP, são relembradas por Galesi.
No caso atual da Vaz e da Lebon, a exemplo de todo o transporte, os ônibus natalinos também foram reflexos da posição política e da questão financeira que permeiam a relação entre alguns grupos empresariais e poder público, muitas vezes que não ficam muito claras para a população pagadora de impostos e passagens.
Acompanhe em:

https://galesitransportes.wordpress.com/2014/12/24/onibus-natalinos-ideia-se-iniciou-no-abc/?preview=true&preview_id=262

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em A tradição dos Ônibus Natalinos

  1. Amigos, boa noite.

    Como eu digo:

    “NO BUZAO A VIDA ACONTECE”; inclusive o Natal.

    Em Maceio, ha alguns anos atras, rodava um buzao natalino.

    Fica ai a sugestao aos busologos do Brasil cujas cidades tenham o Buzao de Natal, mesmo que seja so piloto com o gorrinho do Papai Noel, postem o link das fotos.

    FELIZ NATAL !

    HO, HO, HO…

    Att,

    Paulo Gil

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