Novo secretário de transportes metropolitanos de Alckmin teve gestão alvo de denúncias de propina no DER

Clodoaldo Pelissioni

Clodoaldo Pelissioni, novo secretário de transportes metropolitanos, teve gestão alvo de denúncias de propina enquanto estava no comando do DER.Foto: Roberto Navarro/Divulgação/Assembléia Legislativa/VEJA

Alckmin anuncia novo secretário de transportes metropolitanos
Clodoaldo Pelissioni sai da pasta de Logística para substituir Jurandir Fernandes. Gestão no DER foi alvo de denúncia de esquema de propina. Uma das empresas citadas no caso do DER, a Tejofran, também teria participado do cartel dos trens de São Paulo
ADAMO BAZANI – CBN
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin anunciou nesta terça-feira, dia 23 de dezembro de 2014, o novo secretário de Transportes Metropolitanos.
Clodoaldo Pelissioni, que até então ocupava a pasta de Logística e Transportes, assume no lugar de Jurandir Fernandes.
A secretaria de transportes metropolitanos é responsável pelas empresas estatais EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Metropolitanos (gerenciamento de ônibus intermunicipais e vans da ponte ORCA), Metrô e CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
A pasta para 2015 terá orçamento de R$ 4,5 bilhões.
Clodoaldo é formado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas. Ele também foi superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem -DER do Estado de São Paulo entre janeiro de 2011 e junho de 2014.

TESOUREIRO DE CAMPANHAS TUCANAS:

Homem de confiança do governador, Clodoaldo foi tesoureiro de campanha de Alckmin nas eleições para prefeito em 2008 e para o governo do Estado de São Paulo em 2010.
O novo secretário também foi tesoureiro do diretório municipal do PSDB quando José Serra concorreu à prefeitura de São Paulo em 2004 e ao Palácio dos Bandeirantes em 2006.

DENÚNCIA DE IRREGULARIDADES:

Quando estava à frente do DER, a gestão de Clodoaldo foi alvo de denúncias de irregularidades e supostos pagamentos de propina. Em 2012, um consórcio responsável por supervisionar obras de duplicação de rodovias teria pagado propinas a funcionários DER que tinham taxa fixa de 4% sobre o valor dos contratados de três empresas responsáveis pelas obras que eram supervisionadas. Mas em 2012, por ser ano eleitoral, esse percentual subiu para 4,5%.
À época, Clodoaldo negou as acusações e disse que não atuava mais em campanhas desde 2011.
As investigações não avançaram.
De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, os indícios são de que o dinheiro era para financiar campanhas tucanas:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1495811-consorcio-subornou-orgao-paulista-que-cuida-de-estradas-sugere-e-mail.shtml
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: