Novas ciclovias devem criar tendência de mobilidade, dizem fabricantes

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Ônibus passa ao lado de ciclovia em Santa Cecília, região central da Capital Paulista. Fabricantes de bicicletas constatam uma nova tendência de mobilidade, mas dizem que é necessária maior integração com o transporte público. Foto: Adamo Bazani

Criação de ciclovias deve cria tendência de mobilidade urbana, dizem fabricantes do setor
Produtores identificam um novo perfil de consumidores de bicicletas e dizem que integração com transporte de massa deve ser maior
ADAMO BAZANI – CBN
As políticas de mobilidade urbana que incluem as bicicletas como meio de deslocamento diário começam a ser sentidas aos poucos pelos fabricantes do setor.
De acordo com estimativas da Abraciclo, entidade que reúne as indústrias de motos e bicicletas, neste ano, as vendas e produção de bicicletas devem ser 10 por cento menores na comparação com 2013. Apesar disso, o faturamento com as vendas de bicicletas devem ser 10 por cento maior em 2014.
Para o vice-presidente suplente da Abraciclo, e responsável pelo segmento de bicicletas, Caetano Roberto Ferraiolo, estes números refletem uma mudança de público e comportamento, com pessoas comprando bicicletas de maior valor para os deslocamentos diários.
Neste ano, a entidade estima comercializar 3 milhões e 800 mil bicicletas produzidas no Brasil.
Se não fosse o baixo crescimento econômico do País, este número poderia ser maior, de acordo com o executivo.
Ele acrescentou, porém, que os espaços para bicicletas devem criar uma tendência na mobilidade das principais cidades brasileiras.
O nível de renda das pessoas que têm procurado as bicicletas também é maior, o que mostra para a entidade que as pessoas que costumeiramente se deslocavam somente de carro, aos poucos migram para as bicicletas, pelo menos em alguns trajetos. Outra aposta das fabricantes são as obras para o transporte público de massa que se integram às ciclovias, como os corredores de ônibus previstos para a Capital Paulista, e o novo sistema Linha Verde, de corredores de ônibus de Curitiba.
Já em relação às motos, o cenário não é positivo.
De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira pela Abraciclo, a produção de motos caiu de janeiro a setembro deste ano, oito pro cento em relação à semelhante período do ano passado. Em nove meses deste ano, foram fabricadas um milhão 162 mil motos enquanto foram feitas um milhão 263 mil motocicletas entre janeiro e setembro de 2013.
Para a Abraciclo, a queda na oferta de crédito para as classes C e D é um dos motivos que explicam os números negativos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Novas ciclovias devem criar tendência de mobilidade, dizem fabricantes

  1. Ewerton Santos Lourenço (PNE Guarulhos) // 8 de outubro de 2014 às 15:04 // Responder

    Boa Tarde Internautas,

    Esse projeto de mobilidade urbana já era pra ter saído do papel há muito tempo, wm vista de muitos países que são desenvolvidos como o Japão entre outros. Agora tem que ter mais bicicletarios também pra nós ciclistas deixamos as bicicletas sossegado tipo aquelas do banco asterisco. (Pra não fazer propaganda) Pessoal na boa hoje em dia se você opta por andar de bicicleta, vc nao quer sabe de andar de condução lotada. Eu aqui em Guarulhos e alguns lugares da zona leste eu só ando de bicicleta e sem dúvida e algo bastante prazeroso. Agora melhor aonda quando você junta uma galera, ai a zona está feita. Venha dar uma olhada no meu face.

  2. Amigos, boa noite.

    Nada contra ciclovia em canteiro canteiro central ou suspensa ou na margem do rio.

    Agora estas iguais da foto que foram feitas da noite pro dia, mal sinalizada e uma simples tinta que desbotara em pouco, eu sou contra.

    Foram mal sinalizadas, tem umas na calcada e tem uma numa praca que tem um buraco quadrado
    (Provavelmente fios ou cabos) alem de nao ter faixa branca espacada na frente de um estacionamento de um sacolao.

    Depois outra buzao rodando do lado de uma civlovia e muito incompativel.

    E tem mais, as bicicletss precisam ser emplacadas para eventuais abusos (tem todo dia) , no caso de acidentes e tambem pagar impostos e DVPAT ambos para as bikes.

    Desejo sorte para quem utilizar as faixas, que ja estao sendo utilizadas pelas motos tambem.

    Att,

    Paulo Gil

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