Mobilidade urbana exige investimentos de R$ 240 bilhões no País, diz CNT

ônibus

Ônibus urbano. De acordo com plano da CNT, mobilidade urbana nos principais centros do País exige investimentos de R$ 240 bilhões.

Mobilidade no País exige investimentos de R$ 240 bilhões, diz CNT
Confederação Nacional do Transporte lança proposta para 17 capitais e regiões metropolitanas
AGÊNCIA CNT DE NOTÍCIAS
Estima-se que, no Brasil, 86% da população viva nas cidades. E as projeções são de que a densidade populacional nos centros urbanos não pare de crescer: a ONU (Organização das Nações Unidas) projeta que algumas regiões metropolitanas devem ter crescimento populacional de 145% até 2025. Um dos setores mais impactados com esse crescimento é o de transportes e, com ele, a economia e a qualidade de vida nas cidades.
Para superar o déficit e fazer frente ao crescimento na demanda por mobilidade, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) estima que sejam necessários R$ 240 bilhões em investimentos para executar 343 projetos. A previsão está no Plano de Transporte e Logística 2014.
As propostas da entidade para solução dos gargalos são para 17 capitais e regiões metropolitanas: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Distrito Federal e entorno, Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), Grande Vitória (ES), Natal (RN), Florianópolis (SC), Cuiabá (MT) e Aracaju (SE). Outras regiões também são consideradas nas propostas, pela aglomeração urbana ou pela influência sobre outras cidades e até estados vizinhos, como é o caso da Baixada Santista (SP), Uberlândia (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Vitória da Conquista (BA), Pelotas (RS), Uberaba (MG) e Petrópolis (RJ).
“Os sistemas de mobilidade têm uma importância fundamental para a economia do país e para a qualidade de vida dos seus cidadãos. A ausência de planejamento adequado e de investimento continuado nas redes de transporte das cidades brasileiras, ao longo dos anos, tem refletido na diminuição do número de passageiros do transporte público e nos freqüentes congestionamentos. De uma maneira geral, as ineficiências no transporte conduzem à perda de competitividade nas cidades e da sua capacidade de atrair investimentos”, destaca o Plano.
O documento da CNT exemplifica que, somente em São Paulo, as perdas referentes aos congestionamentos somaram R$ 40,1 bilhões em 2012. Outro dado que reforça os danos econômicos aponta que as perdas econômicas em razão dos congestionamentos podem chegar a 3% do PIB da cidade ou região metropolitana analisada, conforme o Instituto Movimento.
Para a Confederação Nacional do Transporte, os projetos para a mobilidade urbana devem ser executados de forma simultânea, a fim de garantir a integração intermodal e um sistema eficiente para os deslocamentos cotidianos.
No caso da infraestrutura ferroviária, a estimativa é que sejam necessários R$ 167,1 bilhões para aquisição e melhoria de material rodante, recuperação de infraestrutura ferroviária de passageiros, construção de metrô ou trem urbano e construção de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou monotrilho. No transporte rodoviário, adequação, duplicação e construção de vias urbanas, implantação de corredor expresso ou BRT demandam R$ 67,8 bilhões. Adequações e construções de estações metroviárias, terminais de passageiros e plataformas de ônibus exigem um montante de R$ 3,8 bilhões. Já a implantação de propostas de transporte aquaviário está orçada, no total, em R$ 936,8 milhões.
O Plano CNT de Transporte e Logística 2014
As propostas do Plano CNT de Transporte e Logística foram divididas em duas tipologias: Projetos de Integração Nacional e Projetos Urbanos, de acordo com o âmbito territorial, as características do serviço oferecido e as esferas de influência. Além disso, são propostos em conjunto, para que sua operação se dê de forma sistêmica. Para a CNT, o potencial multimodal do país será mais bem aproveitado com a implantação simultânea de todos os projetos.
Os de Integração Nacional estão agrupados em nove eixos de transporte, compostos por diversos modais: o Nordeste-Sul, com extremidades em Fortaleza (CE) e em Rio Grande (RS); o Litorâneo, passando por toda a costa entre Belém (PA) e Porto Alegre (RS); o Norte-Sul, que passa pelo interior do país com extremidades em Belém e Uruguaiana (RS); o Amazônico, entre Tabatinga (AM) e Macapá (AP); o Norte-Sudeste, que liga as duas regiões entre Itacoatiara (AM) e Santos (SP); o eixo Leste-Oeste, que atravessa as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste com extremidades em Cruzeiro do Sul (AC) e Salvador (BA); e o eixo Cabotagem, que liga os principais portos marítimos brasileiros, desde Macapá até Rio Grande.
Já os Projetos Urbanos localizam-se em regiões metropolitanas: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Distrito Federal e entorno, Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), Grande Vitória (ES), Baixada Santista (SP), Natal (RN), Florianópolis (SC), Vale do Rio Cuiabá (MT) e Aracaju (SE). Também aborda projetos para núcleos urbanos de média e pequena dimensão que apresentam influência sobre outras cidades ou estados vizinhos, como: Uberlândia (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Vitória da Conquista (BA), Pelotas (RS), Uberaba (MG) e Petrópolis (RJ).
Natália Pianegonda – Agência CNT de Notícias

1 comentário em Mobilidade urbana exige investimentos de R$ 240 bilhões no País, diz CNT

  1. Amigos, boa noite.

    O problema de mobilidade no Brasil, nao se resolve so com dinheiro.

    So se resolve se for feito o que tem de ser feito e com muita tecnica.

    Caso contrario continuaremos com AEROTREM que cai viga antes de entrar em operacao, buzao com corredor de 54 cm de largura util, buzao eletrico com alavanca, metro com escadas que saem dss plataformas, uso de catraca no buzao, buzao com degrau. ALTO interno e “paradores” com semafaros.

    E mentira Terta ?

    Reflitam

    Att,

    Paulo Gil

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