“Linhas Ambientais” transportam 135 mil passageiros por dia em São Paulo

ônibus preservação ambiental

Ônibus em balsa no extremo Sul de São Paulo. Linhas ambientais são responsáveis pelo transporte de 135 mil pessoas por dia na Capital Paulista. Por elas é possível contemplar uma São Paulo diferente do que a maioria está acostumada a ver, com trilhas, cachoeiras, represas e até tribos indígenas. Expansão dos serviços, no entanto, causa polêmica. Viajgemlegal

“Linhas ambientais” transportam mais de 135 mil passageiros por dia em São Paulo
Veículos circulam em áreas de preservação ambiental com autorização da prefeitura. Aldeias indígenas, reservas e até cachoeiras estão entre as paisagens
ADAMO BAZANI – CBN
Quando se fala na cidade de São Paulo, uma das primeiras imagens é de uma via urbana extremamente intensa: trânsito, pessoas apressadas e uma imensa “selva de pedras” , formada de construções de diversos tipos e portes, com poucas áreas verdes.
Mas existe na cidade de São Paulo uma outra vida. O município, em seus extremos principalmente, é formado por uma extensa área de preservação ambiental nem sempre respeitada sendo alvo de ocupações irregulares e de depósitos clandestinos de lixo.
São regiões formadas por uma paisagem bem diferente, com braços de represas, vegetação nativa e até mesmo aldeias indígenas.
Muitas destas áreas são ocupadas e precisam de serviços de transportes urbanos.
Há ainda várias lacunas na oferta de transportes nestas regiões .
Boa parte das chamadas “linhas ambientais”, que operam nestas regiões de preservação, é atendida por cooperativas de transporte do subssistema local.
De acordo com dados da federação das cooperativas, atualmente estas linhas transportam 135 mil passageiros por dia em locais permitidos pela prefeitura.
“As linhas ambientais, como são chamadas as que circulam em regiões de preservação, transportam mais de 135 mil passageiros por dia. Cada itinerário tem a sua peculiaridade. A linha 6L01-10 Terminal Varginha – Marsilac passa pela mata atlântica. Já a linha 6L05-10 Terminal Parelheiros – Barragem leva a uma aldeia de índios. Temos ainda uma linha que se dirige ao Templo Messiânico, um dos maiores espaços para contemplação da natureza e meditação no Brasil que dispõe também de espaços para piqueniques”, conta em nota, o presidente da FECOOTRANSP – Federação das Cooperativas de Transporte do Estado de São Paulo, Paulo Siqueira.
Segundo a nota, os pontos iniciais das linhas ambientais ficam nos terminais Varginha, Grajaú e Parelheiros, e se dirigem para as regiões de Marsilac, Vila Progresso, Embura, Jardim Eucaliptos, Cipó do Meio, Jardim Oriental, Jardim das Fontes, Barragem, Cidade Nova América, Jardim Santa Fé, Jardim São Nicolau, Parque da Floresta, Messiânica e Ilha do Bororé.
PASSE LIVRE REIVINDICA LINHA EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO:
Os extremos da cidade, no entanto, ainda são considerados carentes de transportes.
Em 11 de abril de 2014, o MPL – Movimento Passe Livre e o Grupo Luta do Transporte no Extremo Sul alugaram um miniônibus Volare para transportar gratuitamente moradores de uma área de Engenheiro Marsilac, no extremo Sul de São Paulo.
Foi uma forma de protestar contra a falta de transportes.
O veículo fez no dia o trajeto entre a Estrada do Mambu e o ponto de ônibus da linha 6L01 que liga Marsilac ao Terminal Varginha, no Grajaú.
Por ser área de preservação ambiental, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente analisa a proposta de uma linha.
Os moradores dizem que a presença dos ônibus não traria problemas ambientais e que pela região já circulam caminhões de coleta de lixo, ambulância e ônibus escolares com autorização da prefeitura.
EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PODE?
No entanto, a expansão das chamadas “linhas ambientais” esbarra numa questão que divide opiniões entre especialistas, transportadores e moradores.
Se a área é preservada, um serviço de transportes constantes não poderia trazer degradação ao meio ambiente?
No entanto, se há moradores já nestas regiões, eles não teriam o direito de usar o transporte público? Alguns alegam ter de andar mais de 15 quilômetros a pé para chegar a um ponto de ônibus.
Linhas de ônibus em áreas de preservação não estimulariam ocupações irregulares no entorno de onde é permitido?
É importante ressaltar que existem áreas de conservação total, onde não pode haver moradias e, consequentemente, serviços, mas também regiões cuja a ocupação é permitida.
A Prefeitura, no Atlas Ambiental do Município de São Paulo, relaciona as Unidades de Conservação Integral, as áreas Protegidas, as Unidades de Conservação de Uso Sustentável e as Reservas de Biosfera:
“É importante ressaltar que o conceito de unidades de conservação tal como concebido hoje na lei federal nº 9985/2000, que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, é mais abrangente do que o definido como reservas naturais (AV-7), no atual Sistema de Áreas Verdes, do Plano Diretor municipal vigente. Entretanto, como acima exposto, no projeto de lei do novo Plano Diretor os conceitos definidos pelo SNUC estão inclusos no futuro Sistema de Áreas Verdes proposto. O conceito de Unidade de Conservação, tal como o entendemos hoje, surgiu com a criação do Parque Nacional de Yellowstone em 1872 nos Estados Unidos, num contexto de valorização da manutenção de grandes espaços naturais, entendidos como “ilhas” de grande valor cênico, onde o ser humano pudesse contemplar a natureza em busca de paz e fruição espiritual. Muitos outros Parques Nacionais norte-americanos foram criados nesse contexto, e são uma importante referência ocidental e moderna para áreas protegidas. As primeiras Unidades de Conservação brasileiras foram criadas a partir da idéia da proteção de monumentos públicos naturais ou da proteção de territórios de singular beleza. Esse conceito evoluiu do enfoque estético e recreativo ao atual, mais biológico, buscando a proteção da biodiversidade.
Áreas Protegidas:
Atualmente, os principais objetivos do estabelecimento de áreas protegidas são: preservar habitats naturais ou sítios culturais considerados valiosos por seu cenário, características naturais, espécies silvestres e significação religiosa ou histórica; resguardar e regular o suprimento de recursos de alto valor, tais como mananciais de água pura, plantas medicinais, peixes, madeira para uso futuro ou caça e; manter as características e a diversidade paisagística.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação define Unidade de Conservação como: “espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”. Classifica-as em dois grandes grupos:
– – Unidades de Proteção Integral, com o objetivo de preservar a natureza, admitindo apenas o uso indireto dos recursos naturais. Fazem parte desse grupo as seguintes categorias: Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional, Refúgio de Vida Silvestre e Monumento Natural.
– – Unidades de Conservação de Uso Sustentável, com o objetivo de promover e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais. É integrado pelas seguintes categorias: Área de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural.
É importante ressaltar as diferenças entre os objetivos de gestão dos dois grupos de unidades. Nas de Proteção Integral, onde as terras são necessariamente públicas, o objetivo principal é a conservação estrita da biodiversidade, sendo vetados quaisquer usos que não a pesquisa, o ecoturismo e a educação ambiental. Já as unidades de Uso Sustentável podem ser criadas em terras públicas ou particulares, com o objetivo principal de promover o uso sustentável dos recursos naturais existentes, aliando a proteção dos ecossistemas ao desenvolvimento sócio-econômico da região. São permitidos os usos econômicos, a exemplo da agricultura e mesmo de loteamentos, desde que sob regras específicas, definidas preferencialmente com a participação dos agentes sociais interessados.
Não há uma categoria mais importante que a outra, mas sim diferentes níveis de proteção, numa gradação da alteração/alterabilidade antrópica entre eles. A combinação das diferentes unidades e sua adaptação às realidades locais é que traz a sustentabilidade da conservação da natureza. No território do Município de São Paulo, ambos os grupos estão representados, sendo 4 unidades de conservação integral e de 5 de conservação de uso sustentável, sendo uma área municipal (APA do Capivari-Monos).
– Unidades de Conservação Integral
Parque Estadual da Cantareira: protege importante remanescente de floresta ombrófila densa (Mata Atlântica) e abrange parte dos municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Os principais rios que correm no seu interior são o Cabuçu, o Itaguaçu e o Engordador. É contíguo ao Parque Estadual Alberto Loefgren (Horto Florestal).
Parque Estadual das Fontes do Ipiranga: incrustado na malha urbana do município, é recoberto por vegetação característica de floresta ombrófila densa (Mata Atlântica), com plantas típicas de floresta estacional – que perde as folhas em determinada época do ano – e de cerrado. Abriga as nascentes do Riacho do Ipiranga, local de importância histórica para o país. Dentro deste parque estão instalados vários órgãos governamentais estaduais, entre eles o Instituto de Botânica, o Jardim Zoológico e a Secretaria da Agricultura e Abastecimento.
Parque Estadual do Jaraguá: situado no Planalto Atlântico, se encontra numa área com formação constante de neblina. A vegetação caracteriza-se por remanescentes da Mata Atlântica, com a presença de campos de altitude no topo das montanhas mais altas. O Pico do Jaraguá, ponto culminante do município (1.127 m) é indissociável da história e da paisagem de São Paulo.
Parque Estadual da Serra do Mar: é a maior Unidade de Conservação na Mata Atlântica, protegendo a Serra do Mar e abrangendo 26 municípios, de Itariri, no Sul do estado, à divisa com o Rio de Janeiro. No município de São Paulo, o parque ocupa uma área de 44 km², sob a administração do Núcleo Curucutu. Ocupa todo o extremo Sul do município, no alto da Serra do Mar. A região é muito úmida e freqüentemente coberta por neblina, o que condiciona a ocorrência das Matas Nebulares, uma fisionomia da Mata Atlântica caracterizada por árvores mais baixas e grande diversidade de epífitas. Associado às Matas Nebulares ocorrem manchas de Campos Naturais, um ecossistema muito interessante e pouco estudado. O parque abriga as cabeceiras de importantes mananciais metropolitanos – o rio Embu Guaçu, principal formador do reservatório Guarapiranga e o rio Capivari, de importância estratégica para o abastecimento futuro da metrópole e da Baixada Santista.
Parque Ecológico do Tietê: localizado no interior da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Tietê, este parque tem como objetivo principal a proteção das várzeas do rio Tietê, além da pesquisa e preservação da fauna e flora.
Parque Ecológico do Guarapiranga: implantado no âmbito do Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Guarapiranga, o parque abriga parte da várzea do Embu Mirim, um dos principais formadores do reservatório Guarapiranga.
Os outros Parques Estaduais existentes no município de São Paulo são o Parque Fernando Costa (Parque da Água Branca), o Parque do Povo e o Parque Villa Lobos. São parques urbanos e não têm como objetivo principal a conservação da natureza.
Unidades de Conservação de Uso Sustentável
A. Áreas de Proteção Ambiental
Existem em território paulistano três Áreas de Proteção Ambiental (APAs), criadas por iniciativa do Estado e uma APA municipal.
APA do Carmo: localiza-se na zona leste do Município de São Paulo, na sub-bacia do rio Aricanduva. Abriga em seu perímetro remanescentes de mata e capoeira, em vertentes bastante inclinadas com solos muito suscetíveis à erosão. Atualmente estão localizados nessa região conjuntos habitacionais e industriais de grande porte, áreas de uso agrícola e loteamentos irregulares. Regulamentada em 1993, a APA do Carmo conta com zoneamento ecológico-econômico e com um Conselho Consultivo, formado por representantes do Estado e da Prefeitura do Município de São Paulo. Cabe ao Conselho propor medidas para a promoção do uso sustentável dos recursos naturais existentes no perímetro da APA.
APA da Várzea do Rio Tietê: tem por objetivo a proteção de parte da várzea do rio Tietê, ocupada por áreas rurais e urbanas dos municípios de Salesópolis, Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Guarulhos, Osasco, Barueri, Carapuicuíba, Santana do Parnaíba e São Paulo. A várzea tem função reguladora das cheias do rio, minimizando as enchentes que tantos transtornos causam nas áreas urbanizadas próximas ao rio. Foi regulamentada em 1998, contando com um zoneamento ecológico-econômico que estabelece diretrizes para o uso dos recursos naturais da área e com um Colegiado Gestor. Dentre as atribuições do Colegiado está articular os agentes sociais para a gestão da APA.
PA da Mata do Iguatemi: totalmente situada no município de São Paulo, localiza-se na zona leste. Seu objetivo é a proteção de um remanescente de Mata Atlântica situado exatamente no centro de um conjunto habitacional popular. Ainda não foi regulamentada e não conta com mecanismos de gestão específicos.
APA do Capivari-Monos: Criada recentemente pela lei municipal nº 13136 de 9 de junho de 2001, estende-se por uma área de 250 km2, equivalente a um sexto do território paulistano, totalmente inserida na área de proteção aos mananciais. Abrange toda a bacia hidrográfica dos rios Capivari e Monos (bacias de vertente marítima, cujas águas são parcialmente derivadas para o reservatório Guarapiranga e utilizadas para abastecimento), parte da bacia hidrográfica do Guarapiranga (exatamente a cabeceira do rio Embu Guaçu, principal formador do reservatório) e parte da bacia hidrográfica da Billings (a porção paulistana do braço Taquacetuba, cujas águas são captadas para abastecimento). Parte da área (44 Km2) sobrepõe-se ao Parque Estadual da Serra do Mar e nesse sentido esta APA, desde que adequadamente implantada, funcionará como zona de amortecimento do Parque, evitando a expansão da cidade até os seus limites.
A Mata Atlântica, em diversos estágios sucessionais, é a cobertura vegetal predominante. Existem também áreas agrícolas (a agricultura já foi muito importante no contexto econômico local, mas encontra-se atualmente em franco declínio), chácaras de lazer e vilas antigas de importância histórica. Já se fazem presentes, no limite norte da APA, alguns loteamentos irregulares, especialmente na bacia da Billings, demonstrando que o processo de expansão urbana para dentro da área de proteção aos mananciais já atingiu o perímetro proposto para a unidade.
A área abriga também várzeas cuja proteção é fundamental para a manutenção da qualidade dos recursos hídricos. Destacam-se a várzea do rio Embu Guaçu (bacia Guarapiranga) e do ribeirão Vermelho (bacia Billings). Essa última é particularmente interessante pois se localiza no interior de uma formação de grande interesse científico: a Cratera de Colônia, uma depressão circular causada provavelmente pelo impacto de um corpo celeste sobre a Terra há cerca de 36 milhões de anos atrás. O buraco causado pelo impacto foi sendo preenchido por sedimentos, cuja prospecção pode fornecer informações valiosas sobre o clima, a flora e a fauna pretéritos.
Tombada pelo Condephaat em 1995, a Cratera abriga, além da várzea, ecossistemas singulares. As pesquisas em andamento indicam que as três formações existentes em seu interior, mata de encosta, mata de turfeira e campo brejoso, abrigam expressiva biodiversidade, seriamente ameaçada sobretudo pela expansão urbana, representada localmente pela presença do loteamento irregular que ocupa cerca de 1/5 da Cratera. O ribeirão Vermelho, tributário direto do braço Taquacetuba da Billings, recebe os esgotos do loteamento e da unidade da FEBEM existente no interior da Cratera e depois percorre extensa várzea antes de desaguar na Billings. Esta várzea exerce importante papel depurador, contribuindo para a minimização da carga poluidora afluente à represa. Sua preservação é importante, portanto, não só em termos de biodiversidade e importância científica, mas também no contexto da proteção dos recursos hídricos.
B. Reserva Particular do Patrimônio Natural
Existe ainda em território paulistano uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN Curucutu, localizada na bacia hidrográfica da Billings. Ao contrário das outras categorias de Unidades de Conservação, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são criadas por iniciativa do proprietário da área, através de uma solicitação ao IBAMA. A área objeto de proteção fica gravada com perpetuidade, sob responsabilidade do proprietário, que em contrapartida fica isento do Imposto Territorial Rural e recebe do IBAMA orientações quanto ao seu manejo.
Reserva da Biosfera
As Reservas da Biosfera, embora não sejam, para o SNUC, Unidades de Conservação, são aplicações desse planejamento ecológico-estratégico. Propostas pela UNESCO em seu programa Man and Biosfhere (MaB), têm a intenção de conservar áreas representativas da biodiversidade mundial, onde haja um acervo de conhecimento importante e adaptado ao manejo sustentável, de modo que se possa pesquisar e acompanhar sua evolução ao longo do tempo.
Essa evolução deve ser estudada tanto nas áreas sem interferência humana, como nos trechos com gestão equilibrada e mesmo em áreas de recuperação.
A criação de Reservas da Biosfera pressupõe um zoneamento, definido por:
– – Zonas núcleo, contendo os exemplos mais significativos dos remanescentes dos ecossistemas naturais. São zonas amparadas por proteção legal segura, centros de endemismo e riqueza genética. Devem permanecer totalmente protegidas, sem outra utilização além da educacional e científica. Unidades de Conservação de Proteção Integral, na prática;
– – Zonas de amortecimento, onde as atividades econômicas e o uso das terras devem estar em equilíbrio para garantir a integridade das zonas núcleo. São áreas onde se vai pesquisar e planejar os meios de produção de acordo com os princípios do desenvolvimento sustentável;
– – Zonas de transição, as mais externas da reserva. São, por vocação, áreas de influência, onde se privilegia o uso sustentável das terras, incentivando as atividades que aprimorem os meios de produção na direção desse objetivo.

Atualmente a prioridade internacional para as Reservas da Biosfera confere maior ênfase nas zonas de amortecimento e transição, com o envolvimento das comunidades locais em projetos de desenvolvimento sustentável.
O Município de São Paulo encontra-se exatamente no centro da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Por sua posição estratégica – tanto em termos geográficos como políticos e econômicos, São Paulo tem muito a contribuir para que esta Reserva da Biosfera cumpra suas funções. Seja através de parcerias com os Parques Estaduais (os Parques da Cantareira, Jaraguá e da Serra do Mar formam a zona núcleo da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo), seja através do manejo adequado dos Parques Municipais, seja através da criação de Áreas de Proteção Ambiental.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

8 comentários em “Linhas Ambientais” transportam 135 mil passageiros por dia em São Paulo

  1. Amigos
    Assunto polemico e atual.
    1-Se é área ambiental com restrição a moradia, quem embrenhou-se mata a dentro e edificou moradia sabia que não tinha transporte público. Assim, nada a reclamar quanto a falta de onibus.
    E a alternativa correta seria a retirada desses invasores do local. Chega de atitudes irresponsáveis.
    2-Para as áreas regulares, especificamente na Zona Sul próximas a represa e rios, já temos aprovado na Câmara Municipal de São Paulo a implantação de Hidrolinhas partindo das periferias com destino a regão de São Amaro, usando onibus anfibios.
    Falando apenas providências administrativas por parte do Prefeito.
    Acorda Autoridades

  2. Amigos, boa noite.

    Preliminarmente, Adamo, PARABÉNS !

    Esse post é cultura e uma aula de ecologia, vou ler de novo com mias calma.

    O Papa é argentino; mas Deus é brasileiro, por isso temos essa linda diversidade de um buzão na balsa ligando o inferno urbano ao céu da Zona Sul.

    Discordo de “Linhas Ambientais”, uma vez que conforme a foto a dita linha é operada por um cabritinho motor dianteiro, em pleno 2014.

    Considerando-se o tesouro que esta área da Zona Sul é e representa em todos os sentidos a operação do buzão tem de ser obrigatóriamente realizada pelos buzões da ELETRA (e-bus) ou da BYD.

    Mas fazer o que né a fiscalizadora está mumificada, então cabritinho a Diesel na biodiversidade da Zona Sul.

    Ô atraso mardito !

    Adamo, de coração, mais uma vez, PARABÉNS, pela matéria, digo, pela aula.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção é a Paixão”

    • Muito obrigado, Paulo.
      Precisamos estudar um pouquinho sobre o tema antes de postar e acredito que foi aberto um espaço para discussões a respeito do transporte, do zoneamento e também sobre curiosidades de São Paulo.
      Abraços

      • Adamo, valeu !

        Imagina se você tivesse estudado bastante, você escreveria um livro, de tanto conteúdo.

        Espero que os leitores do seu Blog, que são professores, levem este post para estudo em sala de aula, com certeza dará um bom tema para uma aula diferenciada.

        Abçs,

        Paulo Gil

  3. Um simples passageiro, // 20 de agosto de 2014 às 15:06 // Responder

    Adamo, QUE MATÉRIA!
    Parabéns e ao mesmo tempo obrigado pela aula de ecologia.
    Eu sou contra essas linhas, pois ao mesmo tempo que se tem esses tipos de transporte passando por essas raras áreas disponíveis na cidade atualmente, grande será a chance de ocorrer ocupações irregulares, desmatamento e a poluição.

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