Operadoras do sistema Transmilênio à beira da falência recebem novos interventores

SIT

Ônibus alimentador do Transmilênio. Poder público teve de colocar interventores para tentar evitar falência de operadores. Foto: SkyCity

Empresas do Transmilênio passam dificuldades e recebem novos interventores
De acordo com o jornal El Tiempo, duas companhias têm seis meses para escapar da falência
ADAMO BAZANI – CBN
Como solução de mobilidade, o Sistema Integrado de Bogotá, que inclui o Transmilênio, se mostrou um dos principais exemplos para melhoria do trânsito e dos transportes coletivos.
Não só os deslocamentos, mas até mesmo a qualificação urbana de Bogotá teve uma mudança positiva quando o então prefeito Enrique Peñalosa Londoño decidiu em 1998 dar prioridade às pessoas e não aos carros na capital colombiana, criando o sistema moderno de corredores de ônibus.
Após muita resistência, principalmente de comerciantes e de quem não estava disposto a mudar a forma de se deslocar deixando o carro em casa, o Transmilênio foi inaugurado em 18 de dezembro de 2000.
Peñalosa que quase foi deposto do cargo, após os resultados do Transmilênio, acabou sendo um dos prefeitos de maior popularidade e referência mundial em investimentos na mobilidade urbana.
Mas hoje parte das operações do Transmilênio apresenta problemas por causa da situação financeira de empresas que operam a alimentação do sistema.
São os casos da Egobus S.A. e Coobus SAS.
O jornal colombiano El Tiempo traz nesta quinta-feira, dia 31 de julho de 2014, a informação de que para evitar a falência das duas operadoras, a Superintendência de Portos e Transportes nomeou dois interventores que terão seis meses, com prazo podendo ser renovado pelo órgão dependendo da evolução dos trabalhos, para tentar solucionar os problemas financeiros das companhias.
Para a Sociedade Coobus foi nomeado, Germán Franco Roberto Trujillo, especialista em conciliação, mediação e mecanismos de resolução alternativa de litígios.
Já para a Egobus SA foi colocado Andrés Uribe Arango, gerente de negócios com experiência no processo de acordos de reestruturação e processo de falência.
De acordo com o governo colombiano, as operadoras sofrem problemas de endividamentos altos e erros de gestão, o que dificulta a melhoria dos serviços e a renovação da frota.
“O objetivo é fortalecer as duas a fim de normalizar o transporte de massa, em Bogotá, para os usuários que diariamente utilizam o TransMilenio”, disse o superintendente de Portos e Transportes, Juan Miguel Duran, ao El Tiempo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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