No “berço do BRT do Mundo”, prefeitura de Curitiba faz balanço da primeira faixa exclusiva da história

ônibus

Apesar de as dúvidas de alguns motoristas, prefeitura de Curitiba faz balanço positivo da primeira faixa exclusiva de ônibus à direita, no que é considerado o “berço do BRT”. Segundo o poder público, houve redução no tempo de viagem e nos atrasos dos ônibus. Foto: Luiz Costa – SMCS – Secretaria Municipal de Comunicação Social de Curitiba.

Faixa de ônibus em Curitiba reduz tempo de viagem, diz prefeitura
Mais deste espaço, semelhante aos de São Paulo, vão ser implantados, mas com planejamento maior
ADAMO BAZANI – CBN
Inaugurada nesta semana, a faixa exclusiva para ônibus na Rua XV de Novembro, entre a Avenida Nossa Senhora da Luz e Rua João Negrão, na região central de Curitiba, reduziu o tempo de viagem de quem usa transporte público.
Segundo a Prefeitura, em nota enviada à reportagem, a redução foi entre 15 minutos e 30 minutos.
Pelo local, passam 12 linhas de ônibus municipais, que atendem diariamente 53 mil passageiros. Agentes da Setran – Secretaria Municipal de Trânsito ainda orientam motoristas e pedestres sobre a novidade.
Ainda em nota, a prefeitura de Curitiba diz que por causa da faixa, os atrasos dos ônibus que ficavam presos no trânsito, foram reduzidos.
“Nos primeiros dias de operação, houve uma grande diminuição nos atrasos dos ônibus que passam pela Rua XV Novembro. Em alguns horários do dia, o atraso chegava a 50 minutos e, atualmente, o atraso máximo é de 9 minutos nos horários de pico”.
No trecho de 2,5 quilômetros da Rua XV de Novembro, a velocidade máxima permitida é de 50km/h tanto na faixa de ônibus como nas demais ao lado para os outros veículos.
A prefeitura ainda explica que os táxis só podem realizar o embarque e o desembarque de passageiros e que cruzamentos tiveram de receber novas sinalizações:
“No trecho exclusivo, será permitido apenas o acesso de veículos de moradores nas regiões próximas a garagens de casas e prédios localizados no lado direito da Rua XV de Novembro. Os táxis poderão entrar na faixa exclusiva para levar ou pegar passageiros, mas não poderão estacionar nela – devem entrar em guias rebaixadas existentes e permanecer apenas o tempo necessário para o embarque e desembarque de passageiros. Para as conversões à direita de veículos, foram criados espaços de 20 metros, localizados um pouco antes do cruzamento e onde haverá uma linha pontilhada separando as faixas, ao invés dos tachões. Os motoristas e motociclistas poderão passar para a faixa exclusiva apenas nesses trechos – respeitando o fluxo dos ônibus, que têm a preferência –, para depois fazer a conversão à direita. Em quatro cruzamentos da Rua XV de Novembro, os ônibus terão de fazer uma conversão à esquerda: com as ruas Padre Germano Mayer, Almirante Tamandaré, Tibagi e João Negrão. Próximos a esses cruzamentos, foram criados outros espaços de 20 metros (também demarcados com linha pontilhada, ao invés dos tachões) para a saída dos ônibus da faixa exclusiva. Os demais veículos devem dar preferência para a conversão à esquerda dos ônibus. Todas as conversões e preferências serão sinalizadas com placas. As linhas que utilizarão a faixa exclusiva são: Jardim Social/Batel; Rua XV/Barigui; Detran/Vicente Machado; Capão da Imbuia/Parque Barigui; Higienópolis; Tarumã; Alto Tarumã; Sagrado Coração; Pinhais/Guadalupe; Interhospitais; Curitiba/Piraquara (parador) e Curitiba/Piraquara (direto). O número de vagas de estacionamento será ampliado nas ruas transversais da Rua XV de Novembro, as quais passarão a ter o Estacionamento Regulamentado (EstaR) nos próximos 40 dias. Estão sendo criados remansos na Rua XV de Novembro, sem comprometimento das calçadas”
As multas na Rua XV de Novembro devem ser aplicadas daqui a um mês. Até lá, serão realizados trabalhos de conscientização para os motoristas que ainda se confundem, principalmente nos cruzamentos, e pensam que a faixa não é exclusiva e sim apenas preferencial.
Quando começarem a ser aplicadas as penalidades, o valor da multa é o estabelecido pelo CTB – Código de Trânsito Brasileiro, R$ 53,20, além de três pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
As faixas são do mesmo modelo adotado na Capital Paulista, pela administração de Fernando Haddad, mas a implantação está sendo gradativa com mais estudos e readequações.
A prefeitura de Curitiba deve criar outras faixas na cidade.
A primeira fase de implantação de faixas exclusivas para ônibus em Curitiba deve contemplar 20 quilômetros.
Todos passarão por obras e vão contar, inclusive, com recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
O governo federal liberou para obras gerais de mobilidade na capital paranaense R$ 5 bilhões.
Curitiba é considerado o “berço do BRT” no mundo. Foi onde ocorreu em 23 de setembro de 1974 a implantação do primeiro sistema de corredores de ônibus, que se modernizou com a criação das estações tubo e das linhas ligeirinhos (com poucas paradas), no ano de 1991.
As estações tubo permitiram integração tarifária maior entre as linhas, que era só feita desde 1979, nos terminais, embarque acessível, no mesmo nível do assoalho do ônibus, sem a necessidade do uso dos degraus dos veículos.
O modelo serviu de inspiração para outros sistemas no Brasil e em diversas regiões do mundo, como América Latina, Estados Unidos, Europa e a Ásia, mesmo nos lugares com tradição ferroviária.
O que hoje atrai o mundo para o BRT é que o sistema se modernizou. A engenharia mais avançada aumentou a eficiência dos ônibus e, portanto, a capacidade de transportes por hora/sentido e a velocidade. Os veículos também são mais qualificados e a solução se destaca por ser de rápida e fácil implantação.
Mais rápida, no entanto, é a colocação de faixas.
Elas não atendem a mesma quantidade de passageiros e apresentam gargalos principalmente nos cruzamentos. Mesmo assim, conseguem se bem planejadas, trazer benefícios aos transportes coletivos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

5 comentários em No “berço do BRT do Mundo”, prefeitura de Curitiba faz balanço da primeira faixa exclusiva da história

  1. Amigos, boa noite.

    UuuUuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

    E o corredor a la Paulo Gil em Curitiba (faixa branca, tachao e sinalizacao) noberco do BRT, afinal quem nao tem cao caca com gato.

    Porem, esta conversao a esquerda tem grandes chances de nao dar certo, pois havera muitas colisoes – Previsivellllllllllll

    Nao esquecam de adequar os horarios, nao sendo necessario, em alguns trechos ou avenidas, a faixa ser exclusiva o dia todo.

    Att,

    Paulo Gil

  2. …mas com planejamento maior.
    Aí é que está a diferença. Quando um sistema melhora em detrimento a outro, quer dizer que beneficiou a alguns munícipes e prejudicou a outros.
    As faixas a direta implantadas em S.Paulo trazem prejuízos diversos, pois, em algumas reduziu no total de 4 faixas para 3 (Vital Brasil) em outros locais deslocam os automoveis para a faixa central ora num sentido ora em outro (como no Imirim\cachoeirinha) causando muita confusão e atritos com os motoristas entre si. Prejuízos aos comerciantes pela dificuldade de estacionamento e acessos aos seus estabelecimentos, entre outros.
    Não deveriamos colocar em pratica medidas paliativas a qualquer custo.

  3. Silvia Terumi Horikawa // 20 de junho de 2014 às 00:45 // Responder

    E em São Paulo temos a questão das desapropriações. E como resultado o desemprego, a morte dos pequenos centros, a diminuição da arrecadação de impostos pela Prefeitura, o desaquecimento da economia de bairros, migração de moradores locais para outros pequenos centros, desvalorização imobiliária, falta de segurança…

    • Sem contar que a propaganda politica do atual prefeito de São Paulo falava em levar emprego para a periferia da cidade, inclusive de baixar o ISS na zona leste.

  4. PARABÉNS CONTINUAM ENCHENDO OS COFRES DA PREFEITURA COM “INDUSTRIA DA MULTA”.

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