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Greve do Metrô: dois dígitos impedem o direito do cidadão

Neste sábado, terceiro dia de greve do Sindicato dos Metroviários, as linhas 1, 2 e 3 operam parcialmente. A linha 5 começou a funcionar com atraso por volta das 5h40.
Já a linha 4 Amarela, da iniciativa privada e com trens automáticos, não parou durante a greve.
Mesmo sendo sábado, com uma demanda menor, os passageiros enfrentaram dificuldades.
Os ônibus a mais colocados pela SPTrans podem não dar conta de toda demanda, mas sem eles a situação seria mais crítica.
NOTA DE OPINIÃO:
Nesta greve todas as partes têm suas razões e ambas acabam perdendo a razão.
Pleitear reajuste para a categoria é obrigação do Sindicato. Mas começar uma greve pedindo mais de 30% de aumento é sulrreal. Agora são 12%. E o politicamente o presidente do Sindimetroviários, Altino Prazeres, diz que a categoria só encerra a geve se o aumento for de dois dígitos.
Já o Governo do Estado, alegando não ter condições financeiras de atender o sindicato, pode até não conseguir dar os tais dois dígitos, mas poderia ser mais flexível e saber negociar melhor.
Nem todas as categorias conseguiram aumento a partir de 10%.
Mas será este mesmo o objetivo dos líderes sindicais?
Mídia e projeção política já conquistaram. Agora, o que vier para a categoria é lucro para a imagem do sindicato que se considerará o grande conquistador e numa eleição sindical lembrará desta greve.
Mas e a população? Se a frota mínima fosse respeitada somada aos ônibus, a situação seria menos complicada.
Mas quem paga os salários dos metroviários, do secretário de transportes e do senhor governador é só um detalhe que ninguém se importa.
Será que a qualidade do metrô pode subir dois dígitos?
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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