Greve de ônibus no Rio: Paralisação ou catraca livre devem ter decisão na terça-feira

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Ônibus no Rio de Janeiro. Motoristas e cobradores insatisfeitos com acordo entre Sintraturb/RJ e Rio Ônibus decidem na próxima terça-feira se param ou fazem catraca livre.

Greve de ônibus no Rio de Janeiro: decisão adiada para terça-feira
Motoristas e cobradores querem fazer catraca-livre como opção de protesto
ADAMO BAZANI – CBN
Motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro decidiram nesta quinta-feira, dia 15 de maio de 2014, em assembleia, adiar a definição sobre nova greve da categoria.
Um novo encontro entre os trabalhadores deve ser realizado na próxima terça-feira, dia 20 de maio.
Uma das possibilidades a ser discutidas pela categoria é, em vez de parar, realizar um dia de “catraca-livre” para os passageiros, quando não seriam cobradas as tarifas.
Até lá, está descartada uma nova paralisação dos ônibus no Rio de Janeiro.
Na semana passada, os motoristas e cobradores pararam por um dia e entre esta terça-feira e quarta-feira, a paralisação foi de 48 horas.
O movimento foi atribuído a uma ala dissidente do Sintraturb/RJ – Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Rio de Janeiro.
Mesmo assim, na terça-feira , a desembargadora Maria das Graças Paranhos, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, determinou multa de R$ 50 mil ao Sintraturb se caso uma frota de 70% não saísse para as ruas na quarta.
Segundo a Prefeitura, na quarta-feira, a maior frota em operação foi de 44% das escalas programadas.
Por não se responsabilizar pelo movimento, o Sintraturb/RJ recorreu da decisão sobre a multa.
A ala dissidente reclama do acordo entre o Sintraturb e o Rio Ônibus – Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro realizado em abril, pelo qual foi reajustado em 10% o salário dos motoristas e cobradores e o vale-refeição subiu de R$ 120 para R$ 150, com R$ 10 de desconto, passando a ser de R$ 140. O salário-base de um motorista no Rio de Janeiro foi para R$ 1950,00.
Os responsáveis pela greve querem aumento de 40% nos salários, subindo para R$ 2500,00, e vale de R$ 400.
Para se ter uma ideia, mesmo com o atendimento da reivindicação, os ganhos seriam menores que um motorista do ABC Paulista, que para trabalhar num ônibus convencional ou articulado passará a ganhar, depois de acordo nesta quarta-feira, R$ 2555,29 e vale de R$ 432. Veja tabela completa de salários em: http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2014/05/14/descartada-greve-de-onibus-no-abc-paulista/
As empresas de ônibus e o Sintraturb disseram que o acordo foi legal, versão corroborada pela desembargadora e pela procuradora do Ministério Público Deborah da Silva Félix.
A procuradora, no entanto, diz que estão sendo averiguadas as denúncias de que o acordo entre Rio Ônibus e Sintraturb/RJ foi firmado sem ampla discussão com os trabalhadores, como disseram os responsáveis pela greve.
Segundo o Rio Ônibus, durante os dois dias de greve nesta semana, foram depredados 177 ônibus municipais.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Greve de ônibus no Rio: Paralisação ou catraca livre devem ter decisão na terça-feira

  1. Adamo, e insatisfação no transporte publico neste pais e tamanha, vai do cobrador, passa pelo motorista e termina no passageiro, em SP estamos vivendo uma politica de exploração da prefeitura junto com as empresas de transporte do menos para mais, menos linhas, menos ônibus e mais aperto, resultado mais lucro, hoje não temos como dizer deixe seu carro e va de ônibus, reduziram as linhas e estamos andando como sardinhas, nunca se andou em tão mal em termos de aperto nos ônibus como hoje, chego a ficar constrangido quando estou nos pequenos ônibus da linha 4311-10 (S. Mateus x Pq. Dom Pedro), que na verdade deveriam entregar esta linha para os perueiros, sim pois ele usam micro ônibus mas saem de 2 em 2 minutos, nunca imaginei que um dia iria dizer isso, faça o que puder e vai comprar seu carro, pois andar de ônibus em SP e coisa de masoquista, pelo menos onde ando e de uma violência e desumanidade contra os passageiros, que o senhor prefeito junto com o seu secretario de transporte deveriam se envergonhar e pedirem para sair, o que mais incomoda e falta de humildade para eles reconhecerem o erro e alterarem o que foi feito, como por exemplo o retorno de algumas linhas, hoje se que justifica sim uma campanha de faça o que puder para sair do transporte publico de SP, façam campanha como dividirem as despesas para irem ao trabalho em carros coletivos, alguma coisa precisa ser feita para combater esta poliitca covarde, deste governo empresarial. .

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