Multas a taxistas nos corredores de ônibus somam 461

táxis corredores de ônibus

Entre a manhã de segunda e a manhã de terça-feira foram aplicadas 461 multas a taxistas que desrespeitaram novas normas de tráfego e invadiram corredores de ônibus nos horários proibidos. – Foto – Daia Oliver – R 7

Multas a taxistas em corredores de ônibus somam 461 autuações
Ao todo, 1.359 motoristas, de veículos comuns e de táxis, invadiram os corredores de ônibus e foram penalizados
ADAMO BAZANI – CBN
A CET – Companhia de Engenharia de Tráfego e a SPTrans – São Paulo Transporte aplicaram 461 multas a taxistas que invadiram os corredores de ônibus, à esquerda, nos horários de pico do transporte público.
Ao todo foram penalizados 1 mil 359 motoristas que desrespeitaram os corredores, incluindo condutores de táxis e de veículos comuns.
Os números se referem aos horários de proibição aos taxistas de toda a segunda-feira, dia 14 de abril, e do período da manhã desta terça-feira, dia 15 de abril de 2014 e já levam em conta os dados da CET e da SPTrans.
Após um acordo entre Ministério Público Estadual, Prefeitura e sindicatos de taxistas, foi definido que os táxis, mesmo com passageiros, estão proibidos de trafegar pelos corredores de ônibus das seis horas da manhã às nove horas da manhã e das quatro horas da tarde até às oito horas da noite.
As novas regras de restrição foram apresentadas em 14 de março, mas as multas começaram a ser aplicadas em 14 de abril.
Com base em três estudos que mostram que os táxis podem reduzir em média 28% a velocidade dos ônibus nos corredores, o Ministério Público queria proibir a circulação durante todo o dia, mas depois de pressões políticas de vereadores ligados à categoria, as novas regras se tornaram mais brandas.
CONFIRA NOTA NA ÍNTEGRA DA CET:
“O Balanço parcial dos dois primeiros dias de operação na fiscalização às novas regras de circulação da Portaria nº 019/14 totalizam 1.359 multas aplicadas aos veículos que invadiram os corredores exclusivos para o transporte coletivo . O balanço consolida a operação manhã e tarde de ontem (segunda-feira), 14, e a operação da manhã de hoje (terça-feira), dia 15, e já traz uma somatória da fiscalização da CET e da SPTRANS. Ao todo, foram 461 autuações aplicadas aos taxistas que desrespeitaram as regras de circulação nos corredores Rudge / Rio Branco; Pirituba / Lapa / Centro; Paes de Barros; Atlântica; Guarapiranga / M´Boi Mirim; Itapecerica; Santo Amaro / São Gabriel / Nove de Julho; Ibirapuera; Francisco Morato / Rebouças / Consolação. Para conseguir segmentar as autuações aos taxistas a CET e a SPTRANS criaram um código diferenciado para relacionar a categoria. O código continuará sendo utilizado nos próximos dias para que a engenharia de campo acompanhe a evolução da fiscalização à regulamentação da Portaria nº 019/14. Ontem (segunda-feira) de manhã, 14, começou a vigorar a nova regulamentação de circulação em corredores de ônibus e faixas exclusivas à direita. Após entendimento com o Ministério Público, a Secretaria Municipal de Transportes baixou essa portaria que alterou a circulação de táxis nas vias segregadas para o transporte coletivo. Fica autorizada a circulação de táxis nos corredores exclusivos de ônibus do Sistema de Transporte Público, nas seguintes condições: de 2ª a 6ª, no horário das 9h00 às 16h00, com passageiro; de 2ª a 6ª, no horário das 20h00 às 06h00 do dia seguinte, com ou sem passageiro; aos sábados, domingos e feriados por período integral, com ou sem passageiro. Ou seja, o taxi continua liberado de circular pelos corredores aos finais de semana nos horários específicos e feriados. Não foram feitas alterações de circulação em relação a esta regulamentação.
Os eixos que compõem a nova regra são formados pelos seguintes corredores, implantados à esquerda:
Pirituba / Lapa / Centro; Inajar / Rio Branco / Centro; Campo Limpo /Rebouças/ Centro; Santo Amaro / Nove de Julho / Centro; Jardim Ângela / Guarapiranga / Santo Amaro; Capelinha / Ibirapuera / Centro; Parelheiros / Rio Bonito / Santo Amaro; Itapecerica / João Dias / Centro; Paes de Barros.
Fica permitida a circulação de táxis com passageiro, em qualquer horário e dia da semana somente nas faixas exclusivas à direita das seguintes vias:
Avenida Santos Dummont; Avenida Tiradentes; Avenida Prestes Maia; Passagem Tom Jobim; Túnel Papa João Paulo II; Avenida 23 de Maio; Avenida Ruben Berta; Avenida Moreira Guimarães; Viaduto João Julião da Costa Aguiar; Avenida Washington Luís; Avenida Interlagos; Avenida do Jangadeiro; Avenida Senador Teotônio Vilela; Avenida Indianópolis; Avenida Corifeu de Azevedo Marques; Avenida Sumaré; Marginal Tietê; e Marginal Pinheiros.
As demais faixas se mantêm exclusivas para o transporte coletivo de massa, não podendo ser utilizadas pelos taxistas, mesmo que eles estejam transportando passageiro. Além disso, lembramos que os veículos que transitarem nos corredores e nas faixas exclusivas à direita não poderão ter qualquer película de escurecimento nos vidros que dificulte a visualização interna pelos agentes de fiscalização.
A fiscalização às novas regras está sendo feita dentro da rotina operacional da CET, com seus 1.854 agentes em campo, bem como dos 659 agentes da SPTRANS que atuam na fiscalização de trânsito. Quem invade a faixa exclusiva à direita comete uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20. Já a invasão do corredor exclusivo à esquerda é uma infração grave, com perda de cinco pontos na CNH e multa de R$ 127,69.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Multas a taxistas nos corredores de ônibus somam 461

  1. por Alessandra Silvério*

    Sem dúvida nenhuma, fatos relevantes são notícias que o povo quer ver, mas nem sempre o que as emissoras de TV, rádios, jornais e revistas divulgam, são necessariamente verdades jornalisticamente éticas e incontestáveis. No atual contexto, em que o capitalismo dita as regras da economia, tudo passa a ter seu valor mercadológico, inclusive a notícia. Até aí, tudo bem. Mas notícia como mercadoria pode e deve ser tratada dentro dos princípios da conduta ética e profissional, tendo como objetivo, acima de tudo, oferecer boa qualidade de informação e satisfazer às necessidades de consumo dos leitores com um produto fidedigno. E este aprendizado sobre o que é ético e o que não é começa nas escolas de jornalismo.
    Com base nas aulas de Ética em Jornalismo é possível constatar que o Código de Ética rege a conduta profissional do jornalista e dos veículos de comunicação. No entanto, a cada dia que passa tenho a nítida sensação que esta cadeira parece ter sido abolida na prática profissional de alguns jornalistas e responsáveis por meios de comunicação atualmente integrados ao mercado de trabalho. Não é raro você abrir um jornal ou ver na TV notícias tendenciosas, pejorativas, que visam beneficiar uma das partes ou mesmo mascarar a verdade dos fatos.

    Parece estarmos vivendo numa “redoma de vidro”, em que a ética do jornalista em si por vezes tem de ser deixada para trás, a fim de o jornalista não se ariscar a perder o emprego ou por medo de simplesmente não acatar a “ética” do veículo a que se trabalha. E é justamente nesta “ética” do veículo que se encontram os interesses escusos que geralmente caminham em sentido contrário ao Código de Ética que rege a conduta moral e legal do jornalista.

    A conseqüência do monopólio dos meios de comunicação, da pressa inerente ao jornalismo, da briga acirrada e diária pela notícia exclusiva ou da guerra pela audiência é que os jornalistas e seus patrões muitas vezes se afastam da conduta ética e oferecem ao público uma informação de má qualidade. Neste momento em que a lógica do espetáculo e do entretenimento contamina os veículos jornalísticos, em que as megafusões de empresas de comunicação aumentam como nunca o poder da mídia em todo o mundo, há uma significativa perda de valores de cunho ético e jornalístico entre exercício da profissão e dos profissionais envolvidos no contexto.

    Baseando-se no art. 6º do Código de Ética, a conduta profissional do jornalista, o exercício da profissão do jornalista é uma atividade de natureza social e com finalidade pública, subordinada, portanto, ao Código de Ética. Código que constantemente é desrespeitado.

    O compromisso fundamental do jornalista com a verdade dos fatos e o seu trabalho parecem nem sempre estarem pautados diariamente em todos os meios de comunicação, pela precisão da apuração dos acontecimentos e sua correta informação. Porém, diariamente, vemos jornalistas atentando contra a moral e os bons costumes das pessoas. Este é um exemplo de delito grave, dizer que fulano cometeu um crime, mas que na verdade ele não cometeu, porque ainda não foi julgado e condenado pela Justiça, caracterizado como calúnia no Código Penal (art. 138). Temos vários casos que ilustram bem isso, como o das “Bruxas de Guaratuba”, “Escola Naval”, entre outros.

  2. BEM FEITO!! GOSTEI! MAS, FUGINDO UM POUCO DO ASSUNTO… E OS MICRO-ÔNIBUS DE UMA SÓ PORTA AINDA UTILIZADOS NA ZONA NORTE DA CIDADE DE SP/SP, PELA SAMBAÍBA…NA AREA 2…VELHOS, VENCIDOS, APERTADOS E SEM ELEVADORES PRA CADEIRANTES E COM MOTORISTAS DESEMPENHANDO “NA RAÇA” A MALDITA DUPLA FUNÇÃO…COBRANDO E DIRIGINDO…COMO FICA ISSO?

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