Mortes com motociclistas crescem e demais categorias caem

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Mortes em acidentes de trânsito em São Paulo caíram em todas as categorias,menos com motociclistas. No acumulado de cinco anos, o número de mortes em acidentes com motos cresceu 16,8%. A frota de motos em 2013 correspondia a 13,1% dos veículos de São Paulo, mas as ocorrências com mortes representam 35% das mortes ocorridas no trânsito.

Pela primeira vez em oito anos cai número de mortes em quase todas as categorias no trânsito de São Paulo
No período, número de mortes de motociclistas aumentou 16,8%
ADAMO BAZANI – CBN
A CET –Companhia de Engenharia de Tráfego divulgou nesta quinta-feira, dia 20 de março de 2014, balanço sobre o número de mortos no trânsito em São Paulo.
De acordo com a CET, com base nos dados do IML e de Boletins de Ocorrência, no ano passado morreram em acidentes de trânsito na Capital, 1 mil 152 pessoas.O número é 6% menor que as 1 mil 231 mortes registradas em 2012.
O número de acidentes sem vítimas caiu 5,1% de 2012 para 2013
MOTOCICLISTAS MORREM MAIS NO TRÂNSITO DE SÃO PAULO:
No acumulado de entre 2005 e 2013, o número de mortes nos acidentes de trânsito caiu 23,5%.
Houve queda em todas as categorias entre motoristas, passageiros, ciclistas e pedestres.
O número de motociclistas mortos foi o único que cresceu: 16,8% . Entre 2005 e 2013, a frota de motos subiu 102.8% . Em 2013, São Paulo registrou uma frota de 995 mil motocicletas. O total corresponde a 13,1% dos veículos de São Paulo, mas as ocorrências com motos representam 35% das mortes ocorridas no trânsito.

FATORES PARA A REDUÇÃO:

Entre os fatores que contribuíram para a redução geral do número de mortes no acidentes, de acordo com a CET estão:

– aumento da fiscalização eletrônica de velocidades,
– Lei Seca,
– Programa de Proteção ao Pedestre,
– Aumento das faixas exclusiva para ônibus com migração para o transporte público.

VIAS COM MAIS MORTES:
As Marginais do Rio Tietê e do Rio Pinheiros continuaram a ser as vias com mais mortes no trânsito, respectivamente 39 e 24, seguidas pelas avenidas Senador Teotônio Vilela (20), Estrada do M’Boi Mirim (19), Avenida Sapopemba (17) e Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (12). Os dados se referem a 2013.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DA CET:
A Companhia de Engenharia de Trânsito acaba de finalizar o Relatório Anual de Acidentes Fatais ocorridos na cidade em 2013. Comparativamente ao ano anterior, o número de mortes provocadas pelos acidentes de trânsito diminuiu para três tipos de usuários das ruas: pedestres, queda de 4,8%; motociclistas, de 8,0%; ciclistas, diminuição expressiva de 32,7% e não se alterou para os motoristas / passageiros. No total, houve 79 mortes a menos em 2013, que correspondem a uma diminuição de 6,4% – 1.231 mortes em 2012 e 1.152 em 2013.
O balanço anual feito pela CET tem como fonte primária as anotações oficiais do IML – Instituto Médico Legal, cruzadas com os Boletins de Ocorrência de acidentes de trânsito que compõem o INFOCRIM (Sistema de Informação Criminal) da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Esse sistema é um banco informatizado de todos os BOs elaborados pela Polícia Civil e disponibilizado à CET para consulta.
Queda de mortes de ciclistas e pedestres
A análise dos dados registrados entre 2013 e 2012, junto ao gráfico de evolução do número de óbitos no trânsito de 2005 a 2013, aponta curva acentuada de queda de mortes de ciclistas e pedestres. Os números também registram uma inversão na curva de mortes dos motociclistas. Desde 2005, registrávamos um índice crescente, e preocupante, nos óbitos desta categoria na cidade, com leve variação para baixo. Em 2012 a tendência se inverteu e agora foi confirmada. São 35 mortes a menos – 438 ante 403.
Nestes oito anos de análise, o número de mortes de pedestres recuou 31,3%, o de motoristas/passageiros 37,3% e o de ciclistas 62,4%. Só o de motociclistas aumentou: 16,8%. Considerando-se todas as fatalidades, houve redução de 23,5% no período.
Já o aumento do número de acidentes e vítimas envolvendo motociclistas vem acompanhando o acelerado crescimento da frota de motocicletas na Capital, 102,8% de 2005 a 2013, enquanto o de automóveis foi de 33,3%, três vezes menos. Em 2013, a frota de motocicletas alcançou 995 mil unidades (13,1% do total da frota). Foram 403 mortes de neste tipo de veículo. Isso representa um universo de 35 % do total de mortes no trânsito ocorridas no município.
Os acidentes fatais ocorreram mais nos finais de semana. A madrugada desses dois dias foi o período com maior concentração dos acidentes.
Vias com maior número de mortes no trânsito
As Marginais do Rio Tietê e do Rio Pinheiros continuaram a ser as vias com mais mortes no trânsito, respectivamente 39 e 24, seguidas pelas avenidas Senador Teotônio Vilela (20), Estrada do M’Boi Mirim (19), Avenida Sapopemba (17) e Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (12).
Quanto às vítimas, 18,7% das mortes foram do sexo feminino e 81,3% do masculino. Na categoria dos motociclistas, essa diferença foi mais acentuada: 94,8% foram mortes de homens e apenas 5,2% de mulheres. Com base na faixa etária, 40,3% dos pedestres mortalmente atropelados tinham idade superior a 60 anos e 60,8% dos motociclistas mortos ainda não haviam completado 30 anos.
Análise das performances
O abrandamento do quadro de violência no trânsito, entre outras causas, tem decorrido principalmente do incremento continuado da fiscalização eletrônica de velocidades, seguido da fiscalização da alcoolemia dos condutores, implementada numa parceria entre CET e Polícia Militar, quando da promulgação da lei que ficou conhecida como lei seca, em junho de 2008 e, também do Programa de Proteção ao Pedestre, iniciado em maio de 2011.
Além disso, há um entendimento de que o reordenamento nos deslocamentos, com a implantação de uma malha expressiva de faixas exclusivas e, por conseqüência, um alinhamento nos deslocamentos dos agentes envolvidos no trânsito, será fundamental para manter esta tendência de queda e preservar cada vez mais vidas no trânsito.
A Secretaria Municipal de Transportes encerrou o ano de 2013 com praticamente 300 Km de faixas exclusivas viabilizadas desde o início do ano. Há um entendimento de que a migração do carro para o ônibus também começa a ocorrer. Menos veículos na rua representam menos entrelaçamentos, menos conflitos nos deslocamentos.
CET no seu Bairro
Independente disso, o trabalho de educação no trânsito e melhorias nas condições viárias também foi acelerado. A criação do Programa CET no seu Bairro tem um apelo forte voltado para a conscientização da população, além de proporcionar à comunidade a implantação de projetos de mobilidade urbana extremamente importantes para a segurança das pessoas que circulam pelos bairros, sejam pedestres, ciclistas, motoristas ou motociclistas. Por exemplo, a implantação de uma mini-rotatória diminui para praticamente zero as ocorrências de acidentes em determinados locais.
Ao longo da primeira etapa do CET no seu Bairro foram instaladas 1.109 placas (108,3% a mais do que o previsto) e 14.056 m2 de sinalização horizontal (157,8% a mais). Também foram atendidas 504 solicitações dos moradores nos sete bairros em que foi realizada. A Companhia também realizou ações educativas em escolas e nos principais cruzamentos onde há grande fluxo de pedestres. A segunda etapa do programa já está em andamento e, até o final do ano, serão 70 locais.
Acidentes não fatais
Em 2013 foram registrados 25.560 acidentes de trânsito envolvendo vítimas computados pela Polícia Civil em São Paulo, dos quais 6.590 (25,8%) foram atropelamentos e 18.970 (74,2%) acidentes de outros tipos, conforme mostra a tabela abaixo. Esse número foi 5,1% inferior aos 26.932 sinistros registrados no ano anterior.
Desses 25.560 acidentes com vítimas, 1.114 (4,4%) foram fatais, totalizando 1.152 mortes (o menor número desde que a série histórica começou a ser construída, em 1979), segundo os diferentes tipos de usuários das vias, conforme detalhado a seguir.
Os tipos de colisão mais frequentes foram as traseiras (21,6%) e as laterais (20,1%), seguidas pela frontais (16,4%) e transversais (6,8%). Quanto aos choques, os obstáculos mais comuns foram os postes (42%), muros (22,2%), veículos estacionados (15,3%) e árvores (10,2%).
Recorte de multas
Já foram contabilizadas 38.616 autuações neste primeiro bimestre relativas a infrações de desrespeito à preferência do pedestre no trânsito. Os enquadramentos observados neste balanço são:
• 584-33: Deixar de indicar com gesto/luz indicativa a mudança de direção (seta). Multa grave, R$ 127,69 e 5 pontos na CNH.
• 605-01: Avanço de semáforo vermelho. Multa gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.
• 616-50: Deixar de dar preferência ao pedestre em via transversal. Multa grave, R$ 127,69 e 5 pontos na CNH.
• 612-20: Deixar de dar preferência ao pedestre na faixa a ele destinada. Multa gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.
• 567-31: Parar sobre a Faixa de Pedestre. Multa média, R$ 85,13 e 4 pontos na CNH.
• 613-00: Deixar de dar preferência ao pedestre que não tenha concluído a travessia. Multa gravíssima, R$ 191,54 e 7 pontos na CNH.

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