Ônibus em São Paulo, pelo GPS, mandam informações a cada 85 segundos. São 15 milhões de dados por dia, muitos não aproveitados. Laboratório de Mobilidade da SPTrans, com jovens especializados em informática, quer aproveitar melhor os dados gerados pelos equipamentos da gerenciadora de transportes e da CET, além de desenvolver novos programas. Foto: Adamo Bazani.
Prefeitura de São Paulo inaugura Laboratório de Mobilidade na próxima quarta-feira
Central vai funcionar no prédio da SPTrans e jovens especialistas em informática podem receber ganhos de quase R$ 6mil
ADAMO BAZANI – CBN
Como todos os setores, o trânsito e os transportes precisam contar com informação para um melhor gerenciamento e planejamento de novas ações.
Informação e tecnologia são estratégias para mobilidade urbana
Em São Paulo, a CET –Companhia de Engenharia de Tráfego, que acompanha o trânsito, e SPTrans – São Paulo Transporte, que gerencia o transporte coletivo, possuem equipamentos de tecnologia, fiscalização e monitoramento, mas que nem sempre são aproveitados em sua totalidade por falta de mão de obra especializada.
Para se ter uma ideia,os aparelhos do GPS dos ônibus enviam dados a cada 85 segundos para central de monitoramento. São 15 milhões de dados por dia.
Mas nem todo este volume é aproveitado.
Para ajudar no monitoramento do trânsito e no melhor processamento das informações, na próxima quarta-feira, dia 19 de março, será inaugurado o Laboratório de Mobilidade de São Paulo.
A proposta teve início em outubro de 2013, quando jovens estudantes especializados em tecnologia de informação apresentaram modelos de aplicativos para dispositivos móveis que trazem dados em tempo real sobre os serviços de ônibus na Capital Paulista. O aplicativo “Cadê o Ônibus” foi o vencedor de uma espécie de maratona.
Agora estes jovens foram convidados a atuar no Laboratório de Mobilidade, que vai funcionar na sede da SPTrans. Uma sala terá 15 computadores de mesa e espaços para notebooks.
Os jovens, dependendo da função e nível de escolaridade, podem ganhar entre R$ 351,90 e R$ 5 mil 900.
O dinheiro para o pagamento aos jovens será gerenciado pela Fundação USP, da Universidade de São Paulo.
Inicialmente, devem atuar no Laboratório de Mobilidade aproximadamente 70 pessoas, 24 horas por dia. Mas o intuito é aumentar o número de colaboradores, o que deve ser possível caso a prefeitura consiga recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Outra proposta que pode contar com a ajuda dos jovens é integrar os dados da SPTrans com as informações de radares da CET e dos sensores da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com isso, por exemplo, a SPTrans pode alterar o trajeto dos ônibus com mais agilidade em caso de ocorrência de enchentes.
O desenvolvimento de ferramentas interativas pelas quais o cidadão pode informar por celular onde estão problemas como buracos em ruas e calçadas e veículos quebrados é outro objetivo do Laboratório de Mobilidade.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes