Duplicação da BR 116 tem gargalo eliminado e Curitiba assina liberação do PAC da Mobilidade

BR 116

Faixa anunciava duplicação da BR 116 entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, mas cruzamento ainda era gargalo. Passagem foi fechada depois de determinação da Polícia Rodoviária Federal. Curitiba assinou convênio com Governo Federal para liberação de verbas para a mobilidade urbana. Foto: Roberto Romanowski/Banda B


Duplicação da BR 116 tem gargalo eliminado
Cruzamento que causava complicações no tráfego foi fechado. Curitiba promete finalização de alça de acesso em dois meses
ADAMO BAZANI – CBN
Depois de anos de espera, a duplicação do trecho da Rodovia Régis Bittencourt de 7,2 quilômetros entre Vila Pompéia, em Curitiba, e Fazenda Rio Grande, cidade da região metropolitana, foi entregue no último dia 22 de fevereiro de 2014.
Mesmo assim, os congestionamentos ainda atrapalhavam a fluidez no trecho.
Um dos principais gargalos era um cruzamento com a Rua Vereador Ângelo Burblello, em Tatuquara, bairro de Curitiba no quilômetro 119.
Além de reduzir a velocidade na rodovia, o cruzamento representava riscos de acidentes. Ainda no período de obras, foram mais de 500 colisões no local, o que significou aumento de 42% de ocorrências deste tipo em relação aos anos anteriores.
Nesta quarta-feira, dia 26 de fevereiro de 2014, a concessionária Autopista Planalto Sul fechou o cruzamento por determinação da Polícia Rodoviária Federal.
O policiamento temia que mais acidentes pudessem ocorrer.
Além disso, aproveitando o cruzamento, motoristas faziam conversões irregulares no local em vez de irem até o quilômetro 115, como determinava a sinalização.
No dia 23 de fevereiro, o cruzamento com a Rua Vereador Jorge Tortato já havia sido fechado.
A prefeitura de Curitiba, depois de reuniões com moradores da região do Taquara, decidiu manter aberto o encontro da BR 116 com a Rua Vereador Ângelo Burbello. O pedido foi feito por indústrias do setor cerâmico que ficam no local e alegavam que os caminhões e trabalhadores teriam de fazer um percurso maior para entrarem no bairro.
Mas de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, não pode haver nenhuma justificativa ou medida que possam colocar vidas em risco.
Ao Blog Ponto de Ônibus/CBN, o secretário de Governo de Curitiba, Ricardo Ghisi, disse que em 60 dias, devem ser concluídas alças de acesso que vão substituir o cruzamento fechado.
TRANSPORTE COLETIVO:
Os congestionamentos mesmo com a duplicação do trecho da rodovia prejudicavam também os serviços de transportes coletivos.
Os passageiros de ônibus perdiam tempo no trânsito. Em alguns horários, no trecho de 7 quilômetros,a lentidão somava cinco quilômetros.
Com o fim do cruzamento, o tempo de viagem no transporte público deve ser reduzido.
O secretário disse que na sexta-feira foi assinado o convênio com o Governo Federal que autoriza a liberação de recursos do PAC da Mobilidade.
Segundo ele, entre as obras previstas estão o prolongamento do corredor de ônibus BRT Linha Verde até Fazenda Rio Grande.
Entre os recursos para mobilidade, Ricardo Ghisi explicou que R$ 1,8 milhão serão do PAC para o metrô em Curitiba. Ainda para o metrô, a prefeitura de Curitiba vai injetar R$ 700 milhões obtidos por empréstimos. O governo do Estado do Paraná também vai aplicar outros R$ 700 milhões também por financiamentos. O metrô deve ser feito pelo sistema de PPP – Parceria Público Privada. O consórcio vencedor deve colocar mais R$ 1,3 bilhão nas obras.
Além desta verba para o metrô, o secretário também explicou que o Governo Federal liberou mais R$ 400 milhões. Estes recursos vão ser aplicados para o prolongamento do corredor de ônibus Linha Verde e o segundo anel de interligação – Inter 2.
O “Inter 2” por corredores e em vias compartilhadas vai permitir que os transportes públicos liguem diferentes bairros sem passar pelo centro da cidade.
Quando concluída, a linha Verde deve ser o primeiro BRT – corredor de ônibus moderno – com reais características metropolitanas no Paraná, indo de Colombo, ao norte de Curitiba, passando pela capital até chegar ao sul da cidade, no município de Fazenda Rio Grande.
“O número de veículos em Curitiba cresceu de uma maneira espantosa. Acreditamos que até 2022 teremos um carro por morador na cidade. Hoje temos em Curitiba 1 milhão e 800 mil habitantes e uma frota de 1 milhão e 400 mil carros. O incentivo ao transporte coletivo é a solução para este desafio” – disse ao Blog Ponto de Ônibus/CBN por telefone o secretário de Governo de Curitiba, Ricardo Ghisi.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Duplicação da BR 116 tem gargalo eliminado e Curitiba assina liberação do PAC da Mobilidade

  1. O incentivo ao uso do transporte coletivo é a TAXAÇÃO em forma de PEDÁGIO URBANO (chip eletrônico embutido na placa do automovel) e com DIFERENTES custos para o uso das vias. Assim pela Avenida A por exemplo o custo seria de 3,00 para a passagem do carro, Avenida B – 3,50 – Rua A, B, C e Z e mais avenida C – R$ 4,00 e assim sucessivamente.
    De sorte que se um carro passasse na Rua A durante 44 vezes por mês: 44 x 4,00 mais 12 vezes pela Avenida A 12 X 3,00 e assim sucessivamente.
    Por mês cada usuário de automóvel gastaria algo entre R$500,00 e R$1.500,00 por mês em pedágio eletrônico para circular em várias ruas e avenidas da cidade! Esta é a solução para cidade modelo e para todas as outras cidades do Brasil !
    E no chamado primeiro mundo já existem alguns locais que implantaram isso. Em Londres apenas 38% dos usuários de carros migraram para o transporte coletivo. E porquê no Brasil não seria diferente considerando que todo esse volume de recursos extras adquiridos seria canalizado para os transportes coletivos ? Não se precisa pegar dinheiro emprestado e nem comprometer a cidade com longas, caras e superfaturadas obras de metrô e VLT !!!
    O espírito tucano parece estar reinando em Curitiba e no Paraná por defender tanto, mas tanto o uso de metrô na chamada “cidade modelo”! Não adianta se fazer metrô só para usar nos horários de pico! Metrô quem que existir em megalópoles como São Paulo e Rio de Janeiro e nada mais !
    Gasta-se mundos e fundos para tentar reverter a situação do crescimento no número de automoveis mas pensem comigo! Mesmo que tivéssemos transporte coletivo de primeiro mundo o BRASILEIRO não gosta de usá-lo especialmente se tiver um confortável carro com ar condicionado ! É simples, mas os idiotas da política por viverem nos ares (passeando de helicópteros e aviões NUNCA pensaram nisso !)

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