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Urbs paga repasse para 12 empresas metropolitanas na RIT

Ônibus de linha metropolitana da RIT. Por ordem judicial, Urbs paga repasse às 12 empresas de ônibus que ligam Curitiba a 13 cidades vizinhas.

Urbs paga repasse R$ 2,5 bilhões às companhias que operam linhas metropolitanas no Paraná
São 12 empresas de ônibus que ligam Curitiba às cidades vizinhas
DO G1 – CURITIBA
A Urbanização de Curitiba (Urbs) cumpriu a determinação da Justiça e pagou nesta segunda-feira (20) os R$ 2,5 milhões que estava devendo para as empresas que fazem o transporte metropolitano. A dívida estava acumulada desde o dia 13 de janeiro. Uma decisão judicial emitida na sexta-feira (17) obrigava que a Prefeitura de Curitiba realizasse o pagamento às empresas de ônibus que atendem as linhas da Região Metropolitana. Ao todo, 12 empresas prestam o serviço, por meio da Rede Integrada de Transporte (RIT), na qual os passageiros das cidades vizinhas utilizam o mesmo sistema dos moradores de Curitiba e pagam a mesma tarifa. Atualmente, o valor cobrado é de R$ 2,70.
Na quinta-feira (16), a prefeitura havia informado que iria suspender o pagamento as 12 empresas, alegando que não tinha recebido duas parcelas do subsídio estadual, para manter o sistema em funcionamento.
“Não concordamos porque a responsabilidade do transporte intermunicipal é do governo do estado”, afirmou o presidente da Urbs, Roberto Gregório, nesta segunda-feira.
O pagamento da Urbs foi feito no mesmo dia em que o governo estadual pagou R$ 5 milhões dos R$ 10 milhões, em subsídios, que devia para garantir o funcionamento do sistema.
Uma estimativa da Urbs aponta que, hoje, seriam necessários R$ 7 milhões por mês em subsídios do governo estadual para garantir o funcionamento do Sistema Integrado de Transporte de Curitiba e nos 13 municípios da Região Metropolitana. A expectativa é de que o acordo, que vence no dia 26 de fevereiro, seja renovado, porém, até agora, a renovação não foi confirmada pelo governo do estado.
Para a negociação pela renovação do subsídio, o presidente da Urbs pede mais participação dos municípios que fazem parte do sistema integrado. “Entendemos que todos os municípios que integram a rede têm que dar sua parcela de contribuição, no sentido de negociar com o governo do estado esse aporte, esse subsídio, para a manutenção da rede integrada”, alega.
A tarifa técnica – valor que as empresas recebem de cada passagem – vai subir em 1º de março e, mesmo com os subsídios do governo estadual, o preço da tarifa paga pelo passageiro também deve subir. A alta chega em um momento em que a tarifa técnica e até a legalidade da licitação do transporte são questionadas pela Câmara de Vereadores e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).
“Pelo parecer do TCE, sim, a tarifa técnica precisa ser revista, digamos assim, para que seja um transporte sustentável, com uma tarifa adequada para que o sistema funcione de maneira correta, com um preço razoável”, diz um participante da comissão de estudos da Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR), Ilton Norberto Filho.
RPCTV – TV Globo / Curitiba

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