Passageiros dizem que serviços na zona Leste pioraram depois da alteração de 46 linhas na ares correspondente ao Consórcio Leste 4 e que tiveram as lotações como únicas opções.
Alterações em 46 linhas de ônibus na zona Leste da Capital Paulista desagradaram boa parte dos passageiros, que reclamaram de filas, tempo maior de deslocamento e lotação em micro-ônibus de cooperativas. SPTrans diz que o objetivo é melhorar o sistema e que o passageiro deve se adaptar com o tempo
ADAMO BAZANI – CBN
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http://www.sptrans.com.br/noticias/noticia.aspx?4737
Neste sábado, a SPTrans que gerencia os transportes na Capital Paulista, alterou 46 linhas de ônibus que operam na zona Leste de São Paulo, em bairros como Cidade Tiradentes, Tatuapé e São Mateus e atendem a cerca de 200 mil passageiros por dia.
As linhas são da área correspondente ao Consórcio Leste 4, onde operava a empresa Itaquera-Brasil, que foi descredenciada pela Prefeitura de São Paulo por maus serviços. A companhia de ônibus recebeu só neste ano mais de 11 mil multas, teve mais de 8 mil reclamações de passageiros e registriu três greves, sendo considerada pela SPTrans, a pior empresa do setor na Capital Paulista.
Diversas linhas foram substituídas, encurtadas ou mesmo extintas.
Mas as mudanças não agradaram os passageiros. O comerciante Daniel Floriano, de 28 anos, morador de Cidade Tiradentes, diz que o terminal da região ficou muito lotado com o fim de linhas que iam para o centro da cidade ou estações do metrô
“Existiam linhas que saíam de terminais menores ou de áreas mais afastadas e iam direto para o centro da cidade ou para estações do metrô. Agora, a maioria para no Terminal Cidade Tiradentes, que não está dando conta da demanda. Está mais demorado para se deslocar” – disse o passageiro
Ele conta que a lotação dos microonibus de cooperativas aumentou depois da medida da SPTrans
“Estamos reféns agora dos perueiros. Muitas vezes é a única opção que sobrou. Os serviços estão ruins. Passageiros estão entregando o Bilhete Único pela janela do micro-ônibus, o cobrador registra e vira a catraca, devolve e os passageiros embarcam por trás exprimidos”
A SPTrans diz que o objetivo das mudanças é racionalizar o sistema de transportes, evitando as sobreposições de linhas e que a população vai se adaptar.
A diretora de planejamento da gerenciadora, Ana Odila Paiva Souza, disse que até 2016, devem ser extintas cerca de 400 linhas, diminuinto o número de 1300 ligações para cerca de 900.
De São Paulo, Adamo Bazani