CPI dos Transportes de Curitiba quer quebra de sigilo fiscal das empresas

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Ônibus em Curitiba. CPI dos Transportes quer esclarecer dados divergentes apresentados pela gerenciadora Urbs e pelas empresas de ônibus. Por isso, decidiu pedir quebra do sigilo fiscal das companhias e dos sócios.

CPI dos Transportes de Curitiba vai pedir quebra de sigilo fiscal de empresas de ônibus
Comissão quer investigar suposto lucro excessivo das empresas, possíveis irregularidades na licitação de 2011, superfaturamento que afetou a composição das tarifas e suposta sonegação de ISS por parte das viações

ADAMO BAZANI – CBN

Diferentemente da CPI dos Transportes de São Paulo, que ainda se debruça sobre os números apresentados pelo poder público e empresas e os aceita, a CPI dos Transportes de Curitiba decidiu ir mais a fundo e cruzar os dados da gerenciadora Urbs – Urbanização de Curitiba S.A. e os revelados pelas empresas de ônibus, pelo Setransp, sindicato que representa as companhias de transportes.
Os dados não batem. A Urbs diz que as empresas tiveram lucros de R$ 100 milhões no último ano e as companhias dizem que desde quando foi realizada a licitação acumularam prejuízos de R$ 26 milhões. Logo depois, as empresas voltaram atrás e admitiram lucro operacional.
Viações e Urbs apresentaram documentações diferentes.
Para passar a limpo, os membros da CPI decidiram pedir a quebra de sigilo fiscal das empresas de ônibus da capital paranaense.
Os vereadores querem ter acesso às declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica das companhias e Pessoa Física dos sócios desde 2008. A Assessoria Jurídica da Câmara vai auxiliar na elaboração do pedido.
O relatório de cerca de duas mil páginas enviado pelo Setransp aos vereadores será encaminhado para um delegado da Receita Federal para ser melhor analisado e para verificar se as informações das empresas são verídicas ou estão incompletas.
Os funcionários da Urbs na época da licitação também vão ser ouvidos, como o ex presidente, Marcos Valente Isfer, e os ex diretores de transporte, Fernando Gignone e Antônio Carlos Araújo. A presidente da comissão de licitação na época, Cássia Ricardo de Aragão, também deve ser ouvida.
A CPI tem quatro linhas der investigação que pretende esclarecer:
1) Suposto lucro excessivo das empresas de ônibus, que teria chegado a R$ 100 milhões no ano passado.
2) Possíveis irregularidades no processo licitatório que teriam beneficiado as empresas que já atuavam na cidade.
3) Suspeita de superfaturamento que elevaram o valor da tarifa técnica, como manutenção das catracas feita pela Dataprom.
4) Suposta sonegação do ISS – Imposto Sobre Serviços que não foi recolhido das empresas.
A Urbs também será investigada em relação à licitação, a concentração de poder e mau uso dos recursos públicos. Por exemplo, os vereadores querem saber por qual motivo a Urbs comprou 750 palm tops para controle operacional em 2011 e até agora não usou os equipamentos que custaram cerca de R$ 3 milhões.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em CPI dos Transportes de Curitiba quer quebra de sigilo fiscal das empresas

  1. isto porque Curitiba tem o melhor transporte público do pais, imagina na cidade de São Paulo, o que deve ter de maracutaia.

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