Em CPI dos Transportes, empresas de Curitiba alegam prejuízos de R$ 26 milhões

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Ônibus em Curitiba. Empresas de ônibus alegam que desde o contrato de concessão de 2011 tiveram prejuízos de R$ 26 milhões. Números divergem dos dados apresentados pela gerenciadora Urbs que apontam para lucro anual de R$ 100 milhões pelas viações.

Empresas de ônibus de Curitiba dizem ter acumulado prejuízos de R$ 26 milhões
Número difere dos dados da Urbs, gerenciadora do sistema, que afirmou que lucro anual das companhias é de R$ 100 milhões
ADAMO BAZANI – CBN
As empresas de ônibus que prestam serviços em Curitiba, no Paraná, alegaram nesta sexta-feira, dia 16 de agosto, na CPI dos Transportes que registraram desde a assinatura dos novos contratos em 2011 prejuízos de R$ 26 milhões.
Os contratos foram firmados somente pelas empresas de ônibus que servem a Capital Paranaense. O sistema da região metropolitana deve passar por licitação ainda neste ano.
O valor se refere a perdas ocasionadas por tarifas defasadas, altos repasses para gerenciamento dos transportes, falta de subsídios adequados para gratuidades e a carga tributária sobre os serviços, segundo o Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região.
Os consórcios, segundo o sindicato, amargaram nestes 32 primeiros meses de concessão, os seguintes prejuízos:
– Consórcio Pioneiro: perdas de R$ 15 milhões 491 mil
– Consórcio Pontual: perdas de R$ 6 milhões 240 mil
– Consórcio Transbus: perdas de R$ 4 milhões 409 mil
Os representantes das empresas usaram balanços patrimoniais, fluxos de caixa, demonstrações de alteração de patrimônio líquido, notas de caixa e de explicativas.
O número diverge dos dados apresentados pela Urbs – Urbanização Curitiba S.A., empresa de economia mista gestora do sistema que alegou em outra sessão que anualmente, as empresas de ônibus faturam cerca de R$ 100 milhões com o transporte de passageiros.
Cabe aos vereadores analisar as informações repassadas pelas duas fontes diferentes, mas inicialmente eles mostraram desconfiança em relação aos dados das empresas.
Os parlamentares contestaram também movimentações financeiras consideradas atípicas para empresas de ônibus, como compra de imóveis, concessão de empréstimos das viações para os próprios donos ou terceiros e até um gasto de R$ 39 mil com uma empresa de táxi aero, atribuído à Viação Tamandaré.
Na sessão, os representantes do Setransp disseram que não poderiam comentar os números, mas depois em nota, o sindicato disse que estas movimentações são sinais de fragilidade financeira das empresas de ônibus.
Segue a nota:
“Setransp explica dados da contabilidade das empresas
No dia de hoje, sexta-feira dia 16 de agosto, o Setransp (sindicato das empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) apresentou em reunião da CPI do Transporte Coletivo da Câmara de Vereadores de Curitiba um relatório com os balanços financeiros das empresas que operam o sistema. São centenas de documentos que precisam de uma análise criteriosa, feita por técnicos contabilistas e especialistas em finanças. Infelizmente o calor do debate produziu uma série de equívocos de interpretação dos dados contábeis. Exemplo disso foi em relação à Viação Tamandaré e uma nota de uma empresa de táxi aéreo. A empresa Viação Tamandaré Ltda, declara que a empresa Golden Air Aerotáxi Ltda, jamais lhe prestou serviços de fretamento aéreo, conforme divulgado pela CPI do Transporte. Importante destacar que o valor mencionado pela Comissão de R$ 39.163,00 (trinta e nove mil, cento e sessenta e três reais) que consta nas Demonstrações Financeiras da empresa em 30/06/2013, refere-se a uma operação de crédito (mútuo) realizado entre as duas empresas, para adimplir a obrigação com folha de pagamento na data de 20/05/2013, tendo sido devidamente registrado no Passivo da empresa Viação Tamandaré Ltda em contrapartida do ingresso do recurso em seu caixa, conforme preceitua a Legislação Contábil. Este demonstrativo financeiro traduz a difícil situação financeira pela qual estão passando todas as empresas do sistema de transporte coletivo, que vão buscar alternativas para honrar seus compromissos financeiros. O Setransp salienta a necessidade da CPI da Câmara de Vereadores analisar detalhadamente os documentos apresentados antes de emitir opiniões e conclusões, sob pena de cometer erros de avaliação e injustiças. O Setransp acredita que a CPI chegará no fim dos seus trabalhos com a conclusão de que o sistema de transporte coletivo precisa de ajustes para continuar eficiente e sustentável.”
Texto Inicial: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Texto final: Nota Setransp

1 comentário em Em CPI dos Transportes, empresas de Curitiba alegam prejuízos de R$ 26 milhões

  1. Amigos, boa noite

    PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLL

    Quem toma prejuízo não compra Neobus articulado.

    ACORDEM, pois nem boi dorme mais com uma estória desta ai de ficção científica.

    Att,

    Paulo Gil

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