Haddad diz que redução de tarifa de ônibus só com desoneração
Tempo de consulta do edital de licitação pode ser prolongado.
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse há pouco em entrevista coletiva que o único caminho possível para a redução das tarifas de ônibus será a desoneração dos impostos sobre as empresas de ônibus.
Caso contrário, os subsídios terão de ser aumentados, o que segundo ele, pode comprometer os investimentos da cidade de São Paulo em outras áreas.
Se a tarifa for congelada em R$ 3,00, os subsídios neste ano serão de R$ 1,5 bilhão e em 2016, R$ 2,7 bilhões, de acordo com o Prefeito de São Paulo.
Uma das propostas é usar parte do Cide, o imposto sobre a gasolina, que é um tributo federal, para financiar os transportes: tanto em relação a subsídios como a estrutura. Com corredores de ônibus, o sistema pode ter menos custos já que os ônibus não ficam presos no trânsito. Reduzir o ICMS do diesel também foi outra alternativa citada na questão tributária.
“Por causa da falta de investimentos nos corredores, os ônibus perderam a produtividade. Não foram feitos investimentos e quando a velocidade do ônibus cai, os custos aumentam. Se a prefeitura (gestão Kassab) cumprisse a promessa de construção de corredores que fez, hoje não haveria tão pouca produtividade e os custos seriam menores” – disse na coletiva.
Ele voltou a dizer que se não fosse a desoneração do PIS/COFINS promulgada no final de maio, a tarifa hoje em São Paulo deveria ser de R$ 3,40.
Haddad disse que pode prolongar o tempo de consulta ao edital para discutir melhor a remuneração das empresas.
Ele disse que não há compromisso nenhum para a tarifa ser reduzida para R$ 3,00, mas admite que a população deve ter acesso melhor às planilhas do sistema.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.