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Greve de ônibus no Rio de Janeiro é adiada

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Greve de ônibus no Rio de Janeiro a partir da zero hora desta sexta-feira

Motoristas e cobradores de ônibus representados pelo Sintraturb decidem adiar greve no Rio de Janeiro, mas vão continuar em negocações com as empresas. Categoria pede piso salarial de R$ 2 mil, aumento no valor do ticket refeição e planos de saúde.

Greve de motoristas e cobradores de ônibus é adiada no Rio de Janeiro
Categoria quer piso salarial de R$ 2 mil e pagamento correto das horas-extras. Trabalhadores declararam estado de greve.

ADAMO BAZANI – CBN

Motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro decidiram adiar a greve e continuar negociando com as empresas de ônibus.
A categoria se reuniu em assembleia promovida pelo Sintraturb – Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Rio de Janeiro.
Dissidência do Sindicato dos Rodoviários, o Sintraturb diz que pode representar a categoria e que possui uma liminar expedida em março de 2012 pela Justiça do Trabalho reconhecendo a representatividade da entidade. A questão sobre qual sindicato responde pelos motoristas e cobradores é polêmica no Rio de Janeiro.
O presidente do Sintraturb, José Carlos Sacramento, vai se reunir a partir desta terça-feira com as empresas de ônibus.
O Sintraturb diz que caso se realize, a greve será avisada com 72 horas de antecedência às empresas de ônibus, prefeitura do Rio de Janeiro e aos passageiros.
O sindicato também promete a manutenção de uma frota mínima em operação durante a greve.
A categoria pede R$ 2 mil de piso salarial para os motoristas. Na prática, o valor representa um aumento de 23% sobre o salário atual de R$ 1618.
Os trabalhadores também se queixam das longas jornadas de trabalho e do não pagamento correto das horas extras.
A categoria também pede elevação no valor da cesta básica e planos de saúde para motoristas e cobradores.
Os funcionários também reclamam da dupla função, pela qual o trabalhador desempenha a função de motorista e de cobrador ao mesmo tempo e a da falta de reconhecimento pelas atividades acumuladas, Um motorista júnior que dirige e cobra passagem ao mesmo tempo ganha R$ 900 por mês.
O não cumprimento de uma hora de parada por dia para refeição e a falta de sanitários e bebedouros nos pontos finais também é outra reclamação da categoria.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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