Mauá tem terceira manifestação contra valor da tarifa de ônibus

tarifa de ônibus

Manifestantes foram às ruas pela terceira vez para protestar contra o valor da tarifa de ônibus em Mauá, na Grande São Paulo. Grupo se encontrou com vice-prefeito e secretário de governo, mas saiu frustrado da reunião por não conseguir compromisso da prefeitura em rever a passagem de ônibus e participar de audiência pública para discutir os transportes na cidade. Foto: Adamo Bazani.

Grupo faz novo protesto contra valor da tarifa de Mauá
Comissão foi recebida por vice-prefeito, mas não foi marcada audiência pública como queriam os manifestantes.
ADAMO BAZANI – CBN
Pela terceira vez neste ano, um grupo formado por estudantes, trabalhadores e integrantes de movimentos sociais realizou um protesto contra o valor da tarifa municipal de ônibus em Mauá, no ABC Paulista. No dia 26 de dezembro, houve reajuste de 13,79%, passando de R$ 2,90 para R$ 3,30. Ao lado de outros municípios da região, a cidade está na lista dos municípios com a tarifa municipal mais cara do País.
Aproximadamente duzentos manifestantes se reuniram nas imediações da estação de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos no centro da cidade, por volta das 15 horas desta quarta-feira, dia 30 de janeiro de 2013.
De lá, o grupo seguiu em passeata para a Prefeitura de Mauá, onde os manifestantes se reuniram. Uma faixa da avenida Capitão João foi fechada pelos participantes da manifestação.
Uma comissão de seis integrantes do grupo foi recebida pelo vice-prefeito, Hélcio Silva, e pelo secretário de governo, Rômulo Fernandes. O prefeito Donisete Braga está em Brasília para a reunião dos chefes de executivos municipais com a presidente Dilma Rousseff.
No entanto, o encontro não satisfez os manifestantes que não conseguiram o compromisso de a prefeitura participar de uma audiência pública para discutir a tarifa e as melhorias no setor de transportes da cidade.
“Não! Essa foi a palavra que nós mais ouvimos da Prefeitura de Mauá. O prefeito se quiser poder revogar um aumento de tarifa, como ocorreu em vários municípios neste mês. A Prefeitura também não se dispôs a conversar com os eleitores sobre os transportes em audiência pública. Lamentável” – disse Paulo Souza, um dos integrantes do grupo do facebook “Política Sim, Patifaria Não!”
“Não é só a questão da tarifa. A tarifa é alta e tem de ser revista, mas precisamos de melhorias nos serviços, principalmente no lote 01. Os ônibus da Barão (Viação Cidade de Mauá) são velhos e mal conservados e algo tem de ser feito. Quanto a Leblon (lote 02), contestamos o valor da tarifa também e sabemos que ela pode melhorar, mas é uma empresa com padrão superior. Somos contra toda e qualquer possibilidade de volta do monopólio na cidade” – disse Rafael Rodrigues, outro organizador do evento.
Por 30 anos, a cidade teve os transportes controlados pelo empresário Baltazar José de Sousa e a qualidade dos serviços era avaliada negativamente pela população. O monopólio foi quebrado em 2010, com a entrada da Leblon, considerada vencedora da licitação de 2008 pela Prefeitura de Mauá e pela Justiça.
A Viação Estrela de Mauá, fundada por Baltazar José de Sousa e hoje em nome de David Barioni Neto, contestou a vitória da Leblon na Justiça, mas perdeu os recursos.
Depois de uma manobra política no final do ano, a empresa chegou a ser colocada para operar as mesmas linhas junto com a Leblon, mas o ato administrativo contrariou determinações judiciais e por ordem da Justiça, a Estrela de Mauá foi retirada de circulação do lote 02.
De acordo com a Prefeitura de Mauá, não será possível revogar a tarifa de ônibus já que houve uma discussão regional sobre o valor e que, com a integração dos transportes municipais com os trens da CPTM, o custo de deslocamento acabará saindo mais baixo para a população.
Apesar do bloqueio de parte das vias durante a passeata e de o terminal ser fechado por alguns minutos em pleno horário de pico, no final da tarde, não houve confronto como a manifestação do dia 12 de janeiro, quando o grupo foi impedido de ocupar a Praça 22 de Novembro, se dirigiu para a rua e bloqueou a entrada dos ônibus no terminal. Na ocasião, cerca de dez pessoas, a maioria manifestantes, ficaram feridas.
A primeira manifestação ocorreu no dia 05 de janeiro, sem incidentes.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Comentários

Comentários

  1. cris disse:

    Eu estava lá e mais uma vez vejo que as pessoas reclamam dentro do onibus mas na hora de ir atras dos nossos direitos sao poucos que se manifestam…lamentavel

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia

    Mauá, resolvam esta questão logo de uma vez, pois vocês já estão
    até atrapalhando o bom andamento deste Blog.

    Afinal precisamos de novos temas.

    Att,

    Paulo Gil

  3. PESQUISADOR disse:

    TENHO UMA PERGUNTA, ESTE BLOG E O SENHOR ADAMO BAZANE SÓ DEFENDEM A LEBLON? TEM QUE DESFARSAR UM POUCO POIS ACOMPANHO A LEBLON DE PERTO E TAMBEM NÃO E TUDO ISSO,DEIXO CLARO AOS SENHORES QUE A VIAÇÃO ESTRELA DE MAUA NÃO PERTENCE AO SENHOR BALTAZAR E TAMBEM NÃO TENHO VINCULO A AMBAS MAS MARQUEM O QUE ESTOU FALANDO A ESTRELA IRA OPERAR EM MAUÁ. ABÇ.
    E FALANDO SOBRE O VALOR DA PASSAGEM VCS ESTÃO CERTOS REALMENTE É ABSURDO
    BOA SORTE A TODOS

    1. Não preciso defender a Leblon, ela tem advogados. E pelas vitórias consecutivas dela na Justiça, parece que são muito bons. Assim, a Leblon não precisa de minha defesa.
      Quanto à questão de a Estrela ter sido fundada por Baltazar, hoje de David Barioni Neto, que foi ouvido por este espaço, caro pesquisador, talvez uma pesquisa na Junta Comercial de São Paulo poderia te ajudar.
      Abraços e obrigado pela participação. Continue nos acompanhando.

      1. PESQUISADOR disse:

        BOA NOITE,
        QUÉRO QUE ME PERDOE SE FUI GROSSO POIS NÃO QUÉRO ATRAPALHAR SE TRABALHO A FINAL NEM FASSO PARTE DESTE MEIO, MAS TORÇO QUE A POPULAÇÃO MAUAENSE SE DE BEM NO FINAL ABRAÇOS.

      2. Nao precisa se desculpar. Voce so emitiu sua opiniao e respeitamos, mas esclarecemos apenas alguns pontos.
        Abracos

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