Linha Mauá – Avenida Paulista será retomada. EAOSA foi autuada

EAOSA

Ônibus da linha 441 da EAOSA, que liga Mauá até a Avenida Paulista, devem voltar a operar nesta quarta-feira. Empresa suspendeu os serviços sem autorização da EMTU, o que gerou protestos por parte dos passageiros. EAOSA sofreu quatro autuações. Foto: Adamo Bazani.

EMTU não autorizou extinção da linha da Avenida Paulista e EAOSA foi autuada
Nesta quarta-feira, operações da linha 441 devem voltar ao normal
ADAMO BAZANI
A linha intermunicipal de ônibus seletivos 441, que liga a estação da CPTM de Mauá, no ABC, até a Avenida Paulista, em São Paulo, deve voltar a operar normalmente nesta quarta-feira, dia 23 de janeiro de 2013, de acordo com informações da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, responsável pelo gerenciamento dos serviços intermunicipais.
Desde o dia 02 de janeiro deste ano, a empresa operadora EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André – parou de fazer a linha, alegando falta de demanda, principalmente depois da inauguração da interligação pela Estação Tamanduateí entre a linha 10 Turquesa da CPTM e 02 Verde do Metrô, que permite o deslocamento até a região da Avenida Paulista.
O problema é que a EAOSA extinguiu os serviços sem autorização da EMTU. A atitude da empresa irritou passageiros que chegaram a se manifestar em redes sociais, como em páginas do Facebook.
A companhia deve fazer 28 viagens nos dias úteis com a linha, oferecendo quatro ônibus padrão rodoviário e quatro micro-ônibus.
A EAOSA foi autuada, de acordo com nota da EMTU:
“A EMTU/SP informa que não determinou a exclusão deste serviço do sistema metropolitano. A permissionária EAOSA recebeu quatro autuações por paralisar a linha. Os representantes da empresa EAOSA foram convocados hoje, dia 22/01, na EMTU/SP, e foram notificados de que a operação deve ser normalizada amanhã, 23/01, de acordo com a Ordem de Serviço Metropolitana vigente”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

16 comentários em Linha Mauá – Avenida Paulista será retomada. EAOSA foi autuada

  1. Josue Marcio Lopes // 22 de Janeiro de 2013 às 20:42 // Responder

    Parabens a EMTU pela acao mesmo que tardia.
    Assim como ocorreu com a Estrela de Maua; parece habito nao se cumprir contratos ou determinacoes da Justica.
    A Estrela sem autorizacao operou com contrato invalido. A EAOSA com autorizacao nao operou um contrato valido.
    BJS a todos

  2. Imagina os usuários da linha como ficaram, será se foram avisados da “desativação” da linha?
    Achei justa a atitude da EMTU.

  3. Da mesma maneira que prestam um serviço que não oferece confiança nenhuma e deixa o passageiro na dúvida se vai ter ônibus naquele horário , eles deixaram de prestar serviço do dia para noite ,sem avisar ou comunicar os passageiros, e deixaram as pessoas na mão há espera pelos ônibus,não é de graça a fama de varios anos como a pior empresa do sistema metropolitano de São Paulo.
    A linha não tem demanda por culpa da própria EAOSA ,falta investimento, pesquisa , qualidade, pois o valor não é atrativo, os meios que são operados menos ainda, ou seja, quem vai utilizar é somente que não tem outra opção,o pior é ter como única opção a EAOSA.
    Nos quaze 17 anos de operação desta linha , que inicialmente era divida em duas variantes ,uma que partia do Jardim Zaíra, e se manteve até 2012, e outra do Jardim Itapeva ,essa última que teve varias mudanças de TP ao longo dos anos , pois ela já foi no Estacionamento do Carrefour de Santo André , Passando depois para a Divisa de amuá com Santo André , e por último era ao lado do estádio municipal e recetemente , foi remanejada para estação CPTM de Mauá.Isso sem contar que por um bom tempo a linha foi operada sob administração da São Camilo e quem prestava serviço eram os funcionarios dela e não dá EAOSA.
    Fora isso citado houve varias mudanças no decorrer desses anos ,e todas elas foram afastando aos poucos os passageiros, dos inicias R$3,20 em 1996 aos atuais R$ 6,55 , não é só isso que afastou a demanda , o serviço caiu bastante , a linha que era operada por carros de padrão rodoviário, hoje só tem micros, muitos de origem urbana adaptados para rodoviarios, existe uma grande constante de quebras e atrasos e furos de viagens , ou seja tudo isso vai irritando e afastando os passageiros , que não tem confiança no serviço, uma linha seletiva tem de ter um diferencial para atrair o passageiro, além da comodidade de lhe oferecer um serviço onde ele paga um valor adicional para ir praticamente sentado todo o trajeto.
    É muito facil usar como muleta , a itegração dos trens e do metro , como argumento para dizer que se perdeu uma demanda que bem dizer nunca se teve , ou melhor nunca se procurou conquista-la ou tenta-la atrir através de um serviço prestados de forma descentes , quem vê os representantes da EAOSA falando deve pensar que ela é uma boa empresa, que presta um bom serviço, e tem razões sulficientes para fazer oque fez ,isso até me fez lembra uma situação semelhante com a Publix e a linha 0470 do Aeroporto , sinceramente não sei como ainda não foi cassado a licença desta empresa, ou interditada , pois tecnicamente falando ela não tem condições de operar a demanda que recebe.

  4. 😐
    Mudaram o ponto final em Mauá, mas mesmo assim não “deu certo” e resolveram parar de operar?
    Tá de brink’s. Achei estranho não ver mais ônibus dela no lado da estação de trem e com as informações dos membros do Grupo T.R.A., fiquei sabendo que ela tinha parado de operar e que outra linha também iria deixar de existir!
    Se isso acontecesse, seria um fato lamentável! Mas creio que a EMTU não irá deixar isso acontecer.
    Seguindo o comentário do Josué Marcio: “mesmo que tardia”, ela fez alguma coisa, alias, uma de várias que poderia fazer, mas infelizmente passa batido!
    Veremos o que vai acontecer daqui para frente!

    Abraço Adamo 😉

  5. ai esta mais uma prova da falta de consideração que as empresas do senhor baltazar ,tem com seus passageiros,empresas estas sucateadas a muito tempo,que so trazem inseguranças para os passageiros,assim como minha mãe que morreu em um onibus da viação ribeirão pires,por imprudencia do motorista que estava na contra mão,ai vc pensa cade os proficionais capaçitados….

  6. Edson Ferri dos Santos // 23 de Janeiro de 2013 às 00:17 // Responder

    Pegando a deixa do Tiago Liberato, sobre a questão da demanda de passageiros e também a respeito da linha 470 da Publix:
    1º – Independente de ter demanda ou não o passageiro não é palhaço e precisa ser avisado isso no minimo se chama respeito pelo cidadão/usuário;
    2º – A desculpa da empresa só se justificaria se a linha fizesse o mesmo trajeto do tre e do metro;
    3º – A linha não tem demanda examente pelos motivos descrito pelo Tiago Liberato: ônibus quebrando direto, partidas fora de horário e falta de respeito com usuário, ai nunca haverá demanda mesmo;
    Em São Bernardo tem a linha seletiva que é a 280 ( São Bernardo – Osaco) que percorre praticamente a linha do Trólebus até a estação da CPTM Berrini e vai pra Osasco fazendo também o mesmo percurso da linha de trem, e a viagem de trólebus e de trem seria mais barato em relação a essa linha seletiva, porém os ônibus que são da Viação Urubupungá saem do terminal Rodoviário de São Bernardo de 5 em 5 minutos com ônibus novos limpos e cuidados diferente da EAOSA, e ao passar ao lado Terminal Piraporinha já está praticamente com quase todos os acentos ocupados ( e essa linha tem uma linha auxiliar que vai até o Shopping Morumbi) .Portanto o passageiro não reclama se for num conforto, com ar condicionado e sentado pagar um pouco mais caro na passagem de ônibus.
    Fica aqui o meu recado para as empresas de ônibus: a demanda de passageiros são vocês ( empresas) que fazem.

  7. Disse tudo o amigo Edson Ferri dos Santos, e na minha visão ele foi muito feliz nos seus comentários ,e baseado neles podemos nos permitir há uma brilhante comparação de serviços ,com uma das linhas seletivas do ABC de maior demanda ,e de maior qualidade, operada por um empresa que não é da região, e quem apresenta grande conceito em transporte nas cidades onde presta serviços , que é o caso do grupo da Urubupunga.Realmente está linha de Osasco e do Shopping Morumbi , que tem partidas de São Bernardo , tem uma demanda relativa , e é possivel ver grande quantidade pessoas para embarcarem nos carros , e no interior dos mesmo durante o trajeto .
    Concordo com o amigo quando ele diz que a demanda quem faz é a empresa ,até porque um bom serviço e sempre bem visto ,e isso gera confiança no usuário, que utiliza o serviço porque sabe que naquele momento ou horário , ira ter um carro previsto na operação.
    Agora nem todos os empresário tem essa filosofia , alguns já querem os pontos cheios ,e colocarm frota minima e sucateada na operação, para andar lotado até a tampa , isso é cavar a própria cova , pois a tendência sera andar vazio mesmo , batendo lata e banco , e quebrando pelas ruas , que é o caso da EAOSA, pois o serviço comum já espanta o usuário , o ” ÇELETIVO ” precário muito mais ,pois a tarifa entimida , o serviço deixa a desejar , automáticamente o usuário buscar outras alternativas de chegar ao seu destino.

  8. Por que será que essa reportagem não saiu no jornaleco? E como muito bem colocou o sr. Josué, o Baltazar briga para operar aonde não tem permissão e não opera aonde a tem. O que quer esse sujeito? Se eu fosse o “comandante” da EMTU autuaria a EAOSA e ainda por cima passaria a linha 441 para outra empresa e como punição, tiraria a linha mais rentável da EAOSA também. Cadê os defensores do Baltazar, pq não se manifestam agora? Covardes…

  9. Imaginem so, o que os Empresários de onibus estão fazendo com o desprezo da sociedade, falta de respeito com seus contratos, desvio de verbas públicas e etc… e tem gente que ainda fala mal de cooperativa, que falta de concenso, olhem para frente e veja os buracos que as cooperativas cobrem pelas falhas dos Empresarios.

  10. Amigos, boa noite

    Todos os comentários excelentes, porém essa história já é mais batida do que sola de sapato.

    Uma representação dos usuários junto ao Ministério Público é uma ótima saída.

    Pensem nisso.

    Afinal, deixar de operar uma linha por iniciativa própria quando se têm um contrato firmado com a Administração Pública.

    Ta aí, uma oportunidade para checar se este contrato está válido e se suas especificações estão sendo cumpridas, afinal micros adaptados ….

    Att,

    Paulo Gil

  11. precisamos rugente de linha direta, como tinha antes, Santo Andre,Av. D.Pedro II, Av. Goias, Delamari,Vergueiro, Paulista.Fretado ou não com com bom preço justo,Ao menos as horas de pico.

  12. Precisamos urgente de um transporte direto,como tinha antes, Santo Andre, Av. D.Pedro II, Av. Goias, Delamari, Vergueiro, Paulista. ( uma ideia não entendo de engenharia de transito) Fretado ou não com bom preço e justo. e em horários de pico, duvido se não terão muitos clientes, pode demorar, mais ao menso tem conforto.

  13. Paul William Dixon // 24 de novembro de 2014 às 20:36 // Responder

    Precisamos de linhas do ABC diretos para o Parque Dom Pedro II, eliminando a baldeação no Sacomã. A cada passagem por Sacomã se perdem 30 minutos e temos que subir 5 lances de escadas. Poderiam começar reprolongando a linha 063, o que já beneficiaria Mauá, Santo André e São Caetano, depois reprolongar as linhas 152/153 para beneficiar São Bernardo e finalmenta a linha Diadema (via Cursino), que não lembro o número neste momento. Urge também reprolongar algumas outras linhas chaves da região, já em São Paulo, como a reativação das antigas linhas para o Parque Dom Pedro II de Heliópolis, Vila Arapuã e Vila Livieiro. Gostaria de fazer estas sugestões mas não sei para quem escrever – seria a EMTU?

  14. Hoje resolvi procurar por esse linha, pois queria deixar de utilizar a CPTM e Metro, e reparei que não consigo encontrá-la no site da EMTU. Alguém tem notícias se ela foi extinta?

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