Prefeito de Santo André aceita receber manifestantes, mas ninguém sobe para falar com chefe do executivo

Luis Bresciani

Manifestantes se reuniram na frente da Prefeitura de Santo André em protesto contra a tarifa de ônibus municipal. Prefeito Carlos Grana se dispôs a receber uma comissão de manifestantes para discutir o tema, mas ninguém subiu para falar com o chefe do executivo. Foto: Adamo Bazani

Prefeito de Santo André aceita receber manifestantes, mas ninguém forma comissão
Grupo de Mauá que organizou protesto contra a tarifa de ônibus e pela melhoria dos transportes entrega ao Consórcio Intermunicipal abaixo-assinado e pauta de reivindicações
ADAMO BAZANI – CBN
Um grupo de cerca de 200 pessoas, entre estudantes, punks e integrantes de movimentos sociais, realizou em Santo André, no ABC Paulista, um protesto contra o valor da tarifa de ônibus na cidade, que no dia 31 de dezembro subiu 13,79%, de R$ 2,90 para R$ 3,30.
Os manifestantes se reuniram na frente da estação de trens Prefeito Celso Daniel, no cento da cidade, e seguiram rumo ao Consórcio Intermunicipal e depois à sede da Prefeitura de Santo André.
O prefeito de Santo André, Carlos Grana, se dispôs a receber uma comissão de manifestantes para ouvir as reivindicações e explicar os motivos pelos quais a tarifa está neste valor.
Mas neste momento, houve divisão entre os manifestantes. Não aparecerem representantes que se organizassem para falar com o prefeito e no megafone um dos participantes questionava o que deveria ser falado com o chefe do executivo caso fosse formada uma comissão.
Carlos Gana disse que ia receber um grupo por volta das 18h45, mas uma hora depois, ninguém havia subido para falar com o prefeito.
Os manifestantes disseram que queriam que Carlos Grana descesse até onde estavam, o que não ocorreu, segundo um representante da prefeitura por questões de segurança e para que o diálogo fosse mais organizado.
Eles também queriam uma audiência pública com Grana, no auditório da Câmara Municipal.
Por volta das 19h45, parte dos manifestantes ficou no Paço Municipal e outra parte saiu em passeata, mas em número bem menor que no início.
Parte dos manifestantes retornou para a estação de trens de Santo André e quis pular as catracas. Houve tumulto e algumas pessoas do movimento foram detidas.

CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL RECEBE MANIFESTANTES DE MAUÁ:

Santo André

Manifestantes de Mauá entregaram pauta de reivindicações e abaixo – assinado com mais de 7.500 assinaturas em relação a tarifas dos ônibus, melhorias de serviços, garantia de que o monopólio do setor não volte (mesmo que disfarçado) e maior participação popular nas decisões sobre mobilidade urbana. Foto: Adamo Bazani

Na mesma tarde, em Santo André, o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Luis Paulo Bresciani, recebeu dois representantes do grupo “Política Sim, Patifaria Não”, de Mauá, que organizou dois protestos contra o aumento da tarifa na cidade, pela melhoria dos transportes e contra a ameaça de volta do monopólio dos serviços na cidade, que foi quebrado em 2010, com a entrada da Leblon Transporte no lote 02.
No último protesto, realizado no sábado dia 12 de janeiro, manifestantes e a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar entraram em confronto. Dez pessoas ficaram feridas, a maior parte formada por manifestantes.
Apesar de pertencerem a um grupo originado em protestos no município de Mauá, os representantes entregaram uma pauta de reivindicações regional, para todo o ABC Paulista.
Além disso, foi entregue um abaixo-assinado com cerca de 7 mil 500 assinaturas.
O secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Luis Paulo Bresciani, se comprometeu a entregar os documentos ao Grupo de Trabalho de Mobilidade e aos gabinetes dos prefeitos.
Bresciani ainda disse que as tarifas de ônibus não foram negociadas no âmbito do Consórcio Intermunicipal.
“Não houve negociação de tarifas no Consórcio Intermunicipal. As decisões foram tomadas individualmente pelos prefeitos e nas gestões anteriores. A questão das tarifas dos municípios sequer entrou nas pautas das últimas assembleias de prefeitos do Consórcio. Não existe tarifa unificada entre as cidades do ABC Paulista.” – explicou Paulo Bresciani.
Hoje os ônibus municipais do ABC cobram três valores: R$ 3,30 em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá e Ribeirão Pires; R$ 3,20 em Diadema e R$ 2,60 em Rio Grande da Serra, única cidade ainda a não realizar reajuste.
Luis Bresciani ainda disse que a questão das tarifas pode se tornar uma discussão regional, mas neste momento, o foco é sobre a integração tarifária em âmbito metropolitano, e não só do ABC, para complementações de serviços de diferentes sistemas: ônibus municipais do ABC, corredor da Metra (trólebus), trens da CPTM, Metrô de São Paulo e ônibus municipais da Capital Paulista.
PLANO REGIONAL DE MOBILIDADE:
Ainda neste primeiro semestre, segundo o Consórcio Intermunicipal do ABC, deve ser concluído o Plano Regional de Mobilidade, prevendo ações para até 2020.
Já foram realizadas as fases de Diagnóstico dos principais problemas e da Audiência Pública. A próxima fase é a entrega das considerações e proposições da equipe técnica que finaliza o plano.
Além de questões como travessia segura, corredores de transporte coletivo, a integração tarifária entre diferentes modais é uma das metas do Consórcio para apontar ações que podem ser tomadas em conjunto pelos prefeitos.
“A questão da mobilidade urbana será uma das prioridades de Luiz Marinho (prefeito de São Bernardo do Campo e presidente do Consórcio)” – disse Bresciani.
“O Grupo Política Sim, Patifaria Não agradece ao Consórcio Intermunicipal de Santo André por ter nos recebido e também agradece o Prefeito Carlos Grana pela disposição, mas no caso de Santo André, o movimento não foi organizado pelo nosso grupo” – disse Rafael Rodrigues, um dos responsáveis pelo movimento de Mauá.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

3 comentários em Prefeito de Santo André aceita receber manifestantes, mas ninguém sobe para falar com chefe do executivo

  1. Josue Marcio Lopes // 19 de Janeiro de 2013 às 00:24 // Responder

    A primeira vez que vejo isso! Um prefeito quer receber uma comissao de manifestantes e NINGUEM sobe?
    Isso nao faz perder a credibilidade nao?

  2. Cambadas de vagundo. Fazem do trânsito de santo André um caos, com suas manifestações. Na hora de descutir a pauta com o homem, se omite. Isso tudo so foi para fazer barulho mesmo…

  3. Estes caras são desorganizados. Não conseguem nem decidir uma comissão prá subir e falar com o Prefeito. Vão tomar banho!

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